sábado, 26 de abril de 2014

Gojoba, cabeça-de-área do Moto e Sampaio Corrêa

Gojoba com a camisa do Ceará

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão.

José Raimundo Silva Moraes é um nome que pode não trazer grandes recordações, mas, com certeza, Gojoba sim. Ele é um dos principais nomes da história do futebol maranhense. Em quase vinte anos de carreira (de 1959 até 1976) conseguiu acumular vários títulos no futebol nordestino e serviu de exemplo de como um cabeça-de-área moderno deve atuar.

Assim como vários outros craques, Gojoba surgiu para o futebol no Bairro do Anil. Fascinado desde criança pelo jogo de bola, logo demonstrou qualidade no time amador do Primeiro de Maio. Naquela época, os campeonatos amadores eram bastante acirrados e serviam, quase como regra, de “celeiro” para os grandes times do Maranhão. Foi assim que Gojoba, com menos de 18 anos, chegou ao time principal do Moto Club, em 1959, e trocou a posição de meia-direita para jogar de cabeça-de-área. Em sua nova função, mostrou muita personalidade, vigor físico e uma habilidade que não era comum aos médios volantes maranhenses.

Jogando pelo Papão, Gojoba conquistou um bicampeonato maranhense (1960/61) e saiu do anonimato para se tornar herói. Encantados pelo futebol de Gojoba, a diretoria do Sport Clube Recife tratou logo de contratá-lo. Saiu do Moto em 1963 e, junto com o companheiro Garrinchinha, arrumou as palas e partiu para Recife. De saída, o Sport foi bicampeão pernambucano em 1963/64. E o nome de Gojoba passou a ser projetado por todo o Nordeste. Grandes técnicos do futebol brasileiro, como Rubens Mineli, Gentil Cardoso, aprovaram o estilo clássico, nas ao mesmo tempo “pegador” do jovem maranhense. Rubens Mineli, por exemplo, não deixou que Gojoba fosse vendido para o Vitória de Guimarães (Portugal) em 1966, quando era técnico do Sport.

Em 1969 saiu do Leão por causa de uma contusão. “Acharam que eu estava inutilizado para o futebol”, relembra. Emprestado por seis meses, e depois contratado pelo Ceará, recuperou-se e voltou a brilhar nos gramados do Norte/Nordeste. Ainda em 1969, foi campeão cearense e da Copa Norte/Nordeste – o antigo Brasileirinho. Em 1972, o Sampaio estava fazendo um timaço e contratou alguns craques da região. Entre eles estava Gojoba, que foi imediatamente comprado junto ao Ceará. Defendendo as cores da Bolívia Querida, voltou a ser campeão do Brasileirinho, além de ter conquistado naquele ano o Campeonato Maranhense. No Brasileirinho, o time foi campeão com Paulo Figueiredo, Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Everaldo; Gojoba e Edmilson Leite; Lima, Djalma Campos, Pelezinho e Jaudemir. Em 1973 Gojoba deixou o Sampaio e voltou ao Moto Club, que o projetou. Ganhou o Campeonato Maranhense de 1974 e em 1976, já com 35 anos, pendurou as chuteiras em definitivo. 
 Com a camisa do Sport

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