sábado, 12 de abril de 2014

Croinha, artilheiro do Maranhão Atlético Clube

Croinha, ao centro, com grandes craques da Seleção Maranhense de Futebol 

O homem mais discutido na torcdia atleticana era pernambucano e atendia pelo inusitado nome de Croinha. Em campo, o craque, dono de uma habilidade fora do comum e de uma raça descomunal, deu títulos, gols e alegria à torcida atleticana, encantada com o seu belo futebol.

Edson José de Souza, mais conhecido como Croinha, nasceu em Recife no dia 21 de Agosto de 1940. Iniciou a sua carreira jogando futebol pelo conjunto do Yolanda, da Segunda Divisão do futebol pernambucano. E foi de lá o Maranhão o descobriu, em 1961. Croinha veio para o MAC descoberto pelo Diretor de Futebol, Carlos Guterres, que foi a Recife para a compra de novos atletas, a pedido do treinador Ênio Silva, que no ano de 1961 orientava o conjunto do Glorioso. Ele é o segundo maior artilheiro do Bode Gregório em todos os tempos, com 183 gol - à sua frente está Riba, com três tentos a mais. Croinha foi o goleador do Estadual de 1962, com 16 gols e formou uma das equipes mais fortes na história do Bode, sob o comando do treinador Walber Penha: Lunga, Neguinho, Vareta, Clécio e Moacir Bueno; Negão e Barrão; Valdeci, Wilson, Croinha e Alencar. E foi com essa base que, pela primeira vez, o craque conquistou um campeonato, em 1963, e despertou o interesse de outros grandes clubes, como a Campinense da Paraíba e o Santa Cruz de Recife. A sua principal jogada era receber a bola e, ainda de costa, driblar o zagueiro e concluir a gol.

Ainda na década de 60, Croinha jogou como centroavante do Fortaleza Esporte Clube, onde foi campeão e artilheiro cearense em 1967 e 1969, do Norte-Nordeste de 1970 e Vice da Taça Brasil de 1969. Sobre Croinha, um fato curioso: o centroavante não marcava fazia alguns jogos no estadual, logo perto da final. O jogador alegou que a sua ex-mulher tinha feito um “trabalho em uma seita” e que por isso ele estava com as pernas amarradas para marcar os gols que o Tricolor precisava. Indo a um pai de santo, Croinha recebeu o conselho de comer pelo menos duas mangas verdes durante a madrugada. Mesmo com medo de algum problema intestinal, o atleta comeu as mangas e, no jogo seguinte, deu dois passes para gol. Vendo que o conselho estava funcionando, comeu mais mangas durante a semana até a grande final do campeonato. Resultado: Fortaleza campeão com dois gols de Croinha.

Centroavante de gols decisivos e conhecido como “Carrasco Alvinegro”, na época diziam: “Croinha tá na área, tome bola Ceará”. Mesmo após abandonar o futebol e esquecido por todos, o craque era sempre visto com a camisa Tricolor e declarando amor ao time pelo qual jogara e onde fora ídolo. Um detalhe: Croinha nunca jogou pelo Ceará. O Jogador é até hoje o maior artilheiro da história do Fortaleza, com 138 gols com a camisa do tricolor de aço. E por duas vezes foi o artilheiro isolado do Campeonato Cearense – em 1966 (15 gols) e 1967 (12 gols). 

 Seleção Maranhense

Seleção Maranhense de 1962 (Campeã do Norte). Em pé: Bacabal, Ribeiro, Omena, Gojoba, Laixinha e Português. Agachados: Garrinchinha, Santos, Croinha, Chico e Hamilton
 

 MAC em 1965: em pé - Zuza, Clécio, Neguinho, Juvenal, Juraci e Carlindo; agachados - Patrocínio (massagista), Wilson, Sílvio, Croinha, Barrão e Alencar

  Seleção Maranhense de 1962 campeã do Norte: em pé – Bacabal, Ribeiro, Omena, Gojoba, Laxinha e Português; agachados – Garrinchinha, Santos, Croinha, Chico e Hamilton

 
Croinha no Fortaleza, na década de 60


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