sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

VÍDEO - Maranhão 4x1 Expressinho - Campeonato Maranhense 1988


Vídeo do jogo Maranhão 4x1 Expressinho, pelo Campeonato Maranhense de 1988, no Estádio Nhozinho Santos. Imagens do programa Maranhão TV.

Cabecinha vingou o Sampaio: 1x0 sobre o Moto (1979)



O técnico Marçal fez uma “bela” despedida do Moto Club, perdendo o jogo para o Sampaio Corrêa por 1 a 0, depois de 75 minutos de futebol equilibrado, com algumas tendências favorecendo ao rubro-negro. A contusão de Beato, considerada grave pelo médico-presidente Cassas de Lima, fez com que o treinador colocasse em campo o zagueiro Gaspar, depois de mandar que Antônio Carlos aquecesse, desarrumando de uma vez por todas a defesa motense, que até aquele instante vinha se portando de maneira excelente. O primeiro tempo foi muito apático, com as duas equipes amarrando o jogo no meio-campo, trocando tabelinhas, sem, contudo, complicar as retaguardas uma das outras. Mesmo assim, o comportamento técnico do jogo foi regular e o empate sem abertura de contagem.

Na etapa complementar, o comportamento dos dois litigantes mudaram o panorama do espetáculo. Tanto como como Sampaio Corrêa abriram mais espaço e o jogo se tornou mais movimentado. O Moto mais avançado, já com Mendes atuando pela direita em lugar de Galego, procurava a todo custo o caminho do gol, jogando mais pelas duas extremas. Mas o Sampaio não se despreocupou. O técnico Paraíba, sentindo que poderia aproveita a velocidade do ponteiro Bimbinha, instruiu Rosclin para tabelar mais com Edésio e explorar a ponta canhota para os cruzamentos para a grande área do rubro-negro, onde Cabecinha continuava a lutar. E foi feito. Com a saída de Beato, aos 29 minutos e a entrada de Gaspar, ainda frio, o Sampaio foi à frente e depois de um cruzamento de Bimbinha, Cabecinha completou sem dar chances de defesa ao goleiro Caxias. Estava aberto o placar em favor do Tricolor.

Diz o ditado popular “quem não faz, leva” e isso foi o que aconteceu realmente. O Moto teve várias chances de marcar. Esteve bem mais presente na área do Tricolor, mas não conseguiu marcar. Aos 20 minutos da etapa de complemento o lateral Gonçalves bateu uma falta, colocando a bola no travessão superior da meta defendida por Crésio. O que vale mesmo é bola na rede e o Sampaio faturou mais uma. A vitória sobre o Moto Club colocou o Sampaio na liderança do turno final do Campeonato Maranhense de 1979, com cinco pontos ganhos e somente tem pela frente o Maranhão, vice-líder da competição, com três pontos. Como se nota, as duas equipes estão lutando pelo mesmo objetivo, mas o MAC nos dois compromissos que ainda tem que saldar vai precisar da vitória, com boa margem de tentos para conseguir ganhar o título. 

FICHA DO JOGO

SAMPAIO CORRÊA 1X0 MOTO CLUB
Data:
02/09/1979
Local: Estádio Municipal Nhozinho Santos
Juiz: Nacor Arouche
Bandeirinhas: Sérgio Faray e Francisco Sousa
Renda: Cr$ 240.170,99
Público: 7.613 pagantes
Gol: Cabecinha aos 29 minutos do segundo tempo
Sampaio Corrêa: Crésio; Zé Alberto, Jorge Travolta, Paulinho e Cabrera; Rosclin, Adeílton (Riba) e Edésio; Prado (Fumanchu), Cabecinha e Bimbinha.
Moto Club: Caxias; Bassi, Irineu (Gaspar), Vivico e Gonçalves; Tião, Beato (Irineu) e Edmilson Leite; Galego (Mendes), Luis Paulo e Régis. 








Federação Maranhense de Futebol: 100 anos de fundação


 

No começo da década de 1910, com o futebol maranhense em plena expansão e ganhando maior destaque em jornais diversos da nossa cidade, apenas jogos esporádicos ou partidas beneficentes já não significavam muito para o nosso público, que clamava pela criação de uma liga (a exemplo de outras praças esportivas, como Pará, Ceará e Bahia) e  a consequente realização de um campeonato oficial, com a participação dos novos clubes que surgiam em significativo número em nossa cidade (vale ressaltar que o futebol nasceu em São Luís por intermédio do industrial Nhozinho Santos e foi popularizado logo em seguida, sobretudo pela figura do amazonense Gentil Silva, diretor da Secretaria da Academia Maranhense de Letras).

Com o crescente interesse pelo futebol e o grande número de agremiações, era chegada a hora do futebol maranhense se organizar, a exemplo de outras praças desportivas no Norte e Nordeste. Os próprios clubes existentes em São Luis se uniram e formalizaram a Liga Maranhense de Sports (LMS), a 11 de Janeiro de 1918, filiando-se a ela o Guarany, o Onze Maranhense, o Fênix, Servo Dourado, Colombo, Anilense, Camboense, Paisandú Maranhense, Spartano, Nacional, Luso Brasileiro e União. A LMS nasceu sob a presidência do Tenente Arthur Rego Mireles e com o sempre versátil Nhozinho Santos na vice-presidência, numa época em que o futebol maranhense era estritamente amador. Inclusive foi o próprio Nhozinho que cedeu provisoriamente o prédio da sede do Fabril Athetic Club para as primeiras reuniões  movimentações da liga, até que a mesma pudesse se transferir para um local próprio.

Em 1918 foi disputado o primeiro Campeonato Maranhense de futebol, comandado pela Liga Maranhense de Futebol. No ano seguinte já foi possível observar certo profissionalismo em nosso futebol, a partir da rivalidade do recém criado Luso Brasileiro e o Fabril Athletic Club. Nesse mesmo ano, em 25 de Agosto, os diversos clubes entraram em acordo, unindo as diretorias das duas ligas, a de Esportes e a de Futebol, criando a Liga Maranhense de Desprotos (LMD).

A entidade foi fundada para oficialização dos nossos desportos por uma plêiade de cronistas da época, dentre o quais Hermínio Belo, Paroara e Vital Freitas. A liga, que conseguiu filiação na CBD, teve a sua diretoria empossada somente um ano depois, a 22 de Janeiro de 1919, em solenidade realizada no anfiteatro da sede social do Luso Brasileiro pelo senhor Ofir Loiola, Presidente do Paysandu Sport Clube de Belém, que na época visitava São Luís para uma série de jogos contra o Luso e o FAC. Nesse mesmo ano foi disputado o primeiro Campeonato Maranhense, com a participação do Anilense, Brasil Sport Club,Fênix, São Cristóvão, Luso Brasileiro e Vasco da Gama. Os jogos eram disputados do campo da Rua do Passeio, tendo o Luso conquistado o primeiro título da competição.

Em 27 de Novembro de 1920 a Liga Maranhense de Sports conseguiu filiar-se à Confederação Brasileira de Desportos. Sete anos mais tarde, em 25 de Junho de 1927, foi extinta a Liga Maranhense de Sports e o Jornalista Antônio Lopes criou a Associação Maranhense de Esportes Atléticos (AMEA) - em algumas publicações da época, a AMEA é retratada como Liga de Esportes Athleticos (LEA). Em Julho de 1941 a AMEA passou, por força de lei (decreto número 3.199 do Conselho Nacional de Desportos), que regulamentou o esporte no país, a denominar-se FMD (Federação Maranhense de Desportos), tendo o Dr. Flávio Bezerra como o seu primeiro presidente. Sobre a FMD, um dos presidentes de maior prestígio foi o José Ribamar Franco, que tomou posse junto à entidade em 1976. O Jornal 'O Estado do Maranhão', de 13 de Janeiro daquele ano, noticiou sobre a posse de Franco ao cargo máximo na Federação Maranhense de Desportos:

"Em solenidade simples marcada para às 20 horas de hoje, 10 de Janeiro de 1976, na sede da Federação Maranhense tomarão posse os novos dirigentes da FMD, eleitos recentemente por grande maioria na Assembleia Geral da entidade. O Dr. Olímpio Guimarães dará posse ao Dr. José Ribamar Franco e ao Dr. Celso Coutinho, eleito para vice-presidência, além dos membros do Conselho Fiscal, Raimundo Aroso de Matos Pereira e Wichard Caldas. Após o ato de posse, será servido um coquetel da sede da federação e mais tarde haverá uma recepção oferecida pelo Ferroviário, na sede do clube, à Rua Osvaldo Cruz. Até ontem o novo Presidente não havia escolhido o Diretor de Futebol, o que deverá fazer somente na próxima semana, depois de reunir os dirigentes de clubes para ouvi-los sobre a escolha da pessoa mais credenciada para desempenhar a função. Todos os diretores da federação apresentaram renúncia ontem, colocando os cargos à disposição, mas sabe-se que serão mantidos Mauro Campo na Assessoria de Imprensa, José Anastácio no Departamento de Finanças, além de todos os funcionários.

O Sr. Manoel Raimundo do Amaral será nomeado para o cargo de Diretor de Esportes Terrestres, José de Ribamar Santos para o Departamento Amador, Salomão Rocha para a Divisão de Árbitros e João Carlos Dutra para Diretor de Administração. O Diretor de Futebol de Salão, órgão que este ano merecerá total atenção da FMD, está ainda entre o jornalista Jafé Nunes e o bancário Guido Aguiar Pereira.

Amanhã o Dr. Ribamar Franco viaja para o Rio, onde participará da eleição do Almirante Heleno Nunes e terça-feira acompanhará a delegação de dirigentes que vai a Brasília para entrevista com o Ministro da Previdência Social reivindicar a anistia para os débitos dos clubes com o INPS. Deverá retornar até quarta-feira, quando então reunirá os clubes para tratar da elaboração do calendário. Ontem o Dr. Franco confirmou que o Campeonato Estadual só começará em fins de Março e que deseja continuar com as participações de Bacabal, Imperatriz e possivelmente Codó."

Somente em Dezembro de 1994 a FMD passou a mudar a sua razão para Federação Maranhense de Futebol (FMD). 

banner da FMD alusivo aos 100 anos da entidade

Vídeo da FMD alusivo aos 100 anos da entidade

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

VÍDEO - Sampaio Corrêa 2x1 Tupan - Campeonato Maranhense 1988

Vídeo do jogo Sampaio Corrêa 2x1 Tupan, pelo Campeonato Maranhense de 1988, no Estádio Nhozinho Santos. Imagens do programa Maranhão TV.

Sampaio conseguiu mais dois pontos - derrotou ontem o Vitória por 4 a 1 (1979)


Matéria publicada em "O Estado do Maranhão", 01/09/1979

O Sampaio Corrêa conseguiu igualar-se em pontos ganhos ao Maranhão ao derrotar o Vitória do Mar, ontem à noite, por quatro tentos a um. O Tricolor não realizou um bom primeiro tempo, não porque encontrasse um adversário bastante difícil e sim porque naturalmente com a vontade de vencer o espetáculo, se perturbou dentro de campo, perdendo várias chances de abrir o marcador. Isso em parte beneficiou o Vitória do Mar, que passou a encostar no Sampaio, fazendo com que as coisas se complicassem cada vez mais.

No intervalo do jogo, o técnico Paraíba chamou a atenção dos seus comandados sobre a maneira desordenada como estavam se portando dentro de campo e se preocupassem em jogar normalmente, explorando as pontas que o gol poderia sair. Na verdade, faltava a orientação para que o Sampaio encontrasse o caminho do gol. Ele saiu logo no começo da segunda etapa, através do artilheiro Cabecinha, na cobrança de penalidade máxima. Foi o suficiente para desordenar a equipe do Vitória do Mar. Novamente Cabecinha, em seguida Jorge Travolta e Adeilton, completaram o marcador em favor do Mais Querido.

Quase todos os jogadores do Vitória do Mar, ao final do jogo, reclamaram da arbitragem de Francisco Sousa. Foi a sexta partida da equipe dirigida pelo juiz. Entretanto, as falhas do árbitro praticamente não influíram no placar porque o Sampaio esteve bem melhor no segundo tempo. Os bandeirinhas foram Braid Ribeiro e Salomão Dantas, ambos com regular desempenho. O Sampaio venceu e parte decididamente para a conquista do campeonato com Crézio; Zé Alberto, Jorge, Paulinho e Cabreira; Rosclina, Adeílton e Edézio (Luis Alberto); Prado, Cabecinha e Bimbinha; Vitória do Mar com Nogueira; Tales, Neguinho (Léo), Pedro e Alex; Severo, Elias e Genésio. Allan, Gentil (Joãozinho, autor do gol vitoriense) e Luisinho.



Podcast "Memórias do Futebol Maranhense": HAMILTON SADIAS CAMPOS (05/01/2018)

No ar o primeiro Podcast "Memórias do Futebol Maranhense". E o primeiro é com um dos maiores nomes do passado do futebol do Maranhão, o ex-jogador Hamilton Sadias Campos (entrevista gravada no dia 12 de Fevereiro de 2002). Hamilton é paraense de Pesqueira e iniciou a carreira nos juvenis da Tuna Luso de Belém. Em seguida passou pelo Ferroviário/MA, Santa Cruze de Recife, Moto Club e Maranhão. Hamilton é um dos maiores artilheiros do futebol brasileiro, com 499 gols oficiais, embora extraoficialmente ele fez mais de 1 mil gols 
 



sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Volta do Podcast "Memórias do Futebol Maranhense"


A partir de 05 de Janeiro o Blog Futebol Maranhense Antigo retornará às suas atividades, agora aos sábados, sempre com uma postagem em texto, áudio ou vídeo. E nesse retorno, o Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" será revitalizado, com as dezoito entrevistas anteriormente publicadas aqui no Blog. Agora, o Podcast estará disponível simultaneamente no YouTube (www.youtube.com/hugosaraivaef) e aqui no Blog, para audição. E o primeiro podcast a entrar no ar será a entrevista com o eterno craque Hamilton Sadias Campos, artilheiro com passagens por Tuna Luso e Santa Cruz e que fez carreira pelo Ferroviário, Moto Club e Maranhão.


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

VÍDEO - Entrevista com o presidente França Dias, do MAC

Hoje o Blog Futebol Maranhense Antigo traz a boa entrevista que o Presidente França Dias, do Glorioso Maranhão Atlético Clube, concedeu ao Esporte Guará, da TV Guará. O titular deste blog, Hugo Saraiva, aliás, é um assumido fã do trabalho dele e de muitos outros abnegados que dedicam boa parte do seu tempo a manter de pé a história e a tradição do Bode Gregório. Sobre o seu França, aliás, deixo aqui um trecho sobre a sua vida, transcrita no livro "Salve, Salve, meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube".

França Dias

França Dias, um Presidente campeão: Até a década de 1990, o Maranhão teve um grupo de bons presidentes e dirigentes, como Valério Monteiro, José de Moraes Rêgo, o dr. Olímpio Guimarães, Carlos Mendes, entre outros. Um, porém, destacou-se pela coragem e ousadia, principalmente nos momentos de maior dificuldade e descrédito do time frente a sua torcida. Francisco Carlos Pinto Dias, o França, foi o comandante do tricampeonato maqueano nos anos de 1993/94/95, ao lado de outros abnegados na época, como Raimundo Silva, Carlos Mendes, Elinaldo Baldez, Evandro Marques, Felipe Sá Neto, Amim Quemel, Robson Vasconcelos, Evandro Marques e tantos outros que faziam parte da nova geração de dirigentes do clube. 

Filho do desportista, abnegado e atleticano Napá, França chegou ao MAC em 1991, convidado pelo Presidente Olímpio Guimarães e pelos diretores Antônio Carlos e Evandro Marques, para trabalhar, inicialmente, nas divisões de base, onde foi colaborar nos times de júnior e juvenil, sagrando-se vice-campeão. No ano seguinte, 1992, com a saída de Evandro Marques, foi convidado a assumir como Diretor de Futebol do time profissional. Na época, indicou jogadores como Jackson (meia) e Clemer (goleiro), ambos com posteriores passagens pela Seleção Brasileira. Mais uma vez o vice-campeonato, agora profissional, com a contratação do treinador Rosclin Serra, ex-zagueiro do Sampaio Corrêa na década de 1980. 


Em 1993, ele foi convidado a participar como vice-presidente na chapa de Olímpio Guimarães, que, após ter sido eleito com quatro meses, renunciou. França Dias, então, assumiu o Conselho Diretor. O MAC, após 13 anos sem conquistar um título Estadual, sagrou-se Campeão Maranhense no profissional, juniores e juvenil. Em 1994, o trabalho continuou, mais uma vez com o apoio de Carlos Mendes, Robson Vasconcelos, Amin Kamel e do próprio Evandro. O esforço valeu a pena: no final, o MAC, sob o comando do treinador Arnaldo Lira, fazia a festa e ficava com o título de bicampeão profissional e de juniores, tendo à frente o ex-jogador Roberto Oliveira. 


Em 1995, França Dias permaneceu como Presidente graças à prorrogação do mandato, até o mês de Agosto e no final da temporada mais um título era conquistado, o tricampeonato, tanto nos profissionais como nos juniores. Conquistou o tri daquela temporada e, no ano seguinte, o Maranhão passou a ser comandado por uma junta que tinha como Presidente Carlos Mendes e o próprio França, este último mais uma vez convidado a assumir como Diretor de Futebol. O MAC acabou eliminado do Estadual pelo TJD da FMF, mas os juniores mais uma vez foram campeões. França Participou do Departamento de Futebol do clube entre 1997 e 1998. Afastou-se por um tempo, mas retornou e ajudou na conquista dos títulos em 1999, 2007 e 2013, sempre atuante em todos os momentos do Maranhão, principalmente nos bastidores. 


quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Sampaio Corrêa em 1990

Belo registro de uma das formações do Sampaio Corrêa campeão maranhense em 1990. Na foto vemos, dentre outros, o xerifão Rosclin Serra e o sempre goleador Bacabal, que fez fama no Moto Club de São Luís, mas levantou dois títulos estaduais (1990/91) pela Bolívia Querida.


quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Djalma: 14 anos ganhando titulos no Sampaio Corrêa




Belo registro da matéria, de 12 de Novembro de 1974, do Jornal O Estado do Maranhão, sobre a carreira do craque Djalma Campo com a camisa do Sampaio Corrêa. O texto foi adaptado e alguns dados devidamente revisados e atualizados.

Com uma distensão muscular que o afastou do jogo de domingo contra o Ferroviário, Djalma dos Santos Campos assistiu a partida do banco dos reservas. Calmo como sempre, não perdeu a serenidade nem mesmo quando no final do jogo viu a sua equipe sair derrotada e perdendo ali a oportunidade de continuar lutando pelo turno de classificação. Nos vestiários, teve uma palavra de conforto para os companheiros de equipe, mas não conseguia esconder sua decepção. Desde os primeiros minutos da partida, o torcedor boliviano começou a sentir sua falta. A falha do time estava justamente ali no meio-campo. Faltava o futebol simples, habilidoso e inteligente de Djalma. Faltava o líder que ele sabe ser dentro e fora de campo. A torcida começa a compreender e a aceitar sua ausência no gramado porque sabe que Djalma, fora de campo, tem também dado nos últimos anos uma colaboração muito grande ao clube e agora já se prepara para arquivar as chuteiras e passar definitivamente a dirigente.


Desde 1962, quando começou nos juvenis, o Sampaio tem feito parte da sua vida e agora que a cada ano tem sido mais difícil encontrar o dirigente certo, a torcida boliviana já se manifestou a favor de sua candidatura para Presidente em Janeiro. Eleito duas vezes Vereador mais votado da cidade pela torcida do Sampaio, agora Djalma está preiteando um cargo na Assembleia. Se chegar lá, como espera, o Sampaio vai ganhar um Presidente que gosta do clube, é grato à sua torcida com amplas condições de repetir na administração o que conseguiu nos campos ao longo destes 14 anos e 28 títulos. A história completa da carreira de Djalma resume a vida de um dos maiores craques do nosso futebol, com 282 partidas pelo Sampaio e 120 vitórias.

 Djalma em ação no Superclássico

 Jogadores do Moto parabenizam Djalma pela sua eleição a Deputado


Iniciou a sua carreira futebolística no juvenil do Sampaio Corrêa em 1962, onde permaneceu até 1967, jogando também nos aspirantes e em algumas partidas na equipe principal nesse período e levantou os seguintes títulos: campeão juvenil em 1962/63/64; bicampeão de aspirantes em 1966/67. Findo o campeonato aspirante de 1867, Djalma foi promovido definitivamente à equipe principal do Sampaio Corrêa, juntamente com alguns outros aspirantes, tais como Cadinho, Pompeu, Nivaldo, Maioba, João Bala, Cazoca, Antônio, Zé Osvaldo e outros, permanecendo na equipe principal do Sampaio até o início de 1968, quando teve seu passe de amador negociado com Guido Bettega, que presenteou ao Moto Club, que na época era dirigido por Allan Kardec.

A sua estreia no Moto Club deu-se no Campeonato de 1968, em 27 de Abril, a partida em que o placar final foi Moto Club 6x2 Renner, tendo o mesmo consignado na oportunidade dois belos gols. Permaneceu no Moto até Dezembro de 1969, onde conquistou os seguintes títulos: Taça José Oliveira, Tricampeão Maranhense e campeão da Amazônia/Norte em 1968, fazendo nesse mesmo ano o gol de empate do Moto na partida em Teresina, resultado este que deu ao Moto o direito de enfrentar o E. C. Bahia nas semifinais da Taça Brasil setor Nordeste. Foi também campeão da Taça Independência e Torneio Vicente Fialho, em 1969.

Em sua passagem pelo Moto Club, participou de 84 partida, das quais venceu 43, empatou 17 e perdeu 24. Ainda como jogador do Moto Club, foi emprestado ao Sampaio Corrêa, para disputar o final do Nordestão, onde realizou 4 partidas, empatando com o Maranhão, vencendo o River em Teresina e vencendo o Flamengo e Piauí em nossa capital. Devolvido ao mesmo, realizou sua partida de despedida jogando contra o mesmo Sampaio Corrêa em 16 de Dezembro de 1969, partida essa em que o Moto levou de vencido ao Sampaio por 1 a 0, gol de Garrinchinha.

Terminado o seu contrato com o Moto Club em Dezembro de 1969, Djalma ingressou no Sampaio, clube de sua paixão, onde permaneceu até o presente, a pedida da “Velha Guarda Maranhão”, estreou contra o Maranhão, no dia 18 de Janeiro de 1970, na partida que o Sampaio venceu pelo placar de 2 a 1. Como jogador do Sampaio, Djalma conquistou os seguintes títulos: vice-campeão do Torneio Maranhão 1970, tri-vice-campeão da Taça Cidade de São Luis 1970/71/72, Campeão do Torneio Início 1970, bi-vice-campeão maranhense 1970/71 (este último invicto), Taça José Ribamar Araújo 1970; Campeão do Torneio José Maarão 1971, Campeão do Torneio da Vitória 1971, Torneio Zoroastro Maranhão 1972, Taça Engenheiro Lourenço da Silva 1972; Taça João Havelange 1972, Campeão Nacional em 1972 e Campeão Maranhense 1972 e em 1973 levantou a Taça Cidade de São Luis e do Torneio Maranhão-Pará.