sábado, 21 de setembro de 2013

Livro "Maranhão Atlético Clube - 80 Anos de Glórias", do jornalista Haroldo Silva

Será lançado na próxima terça-feira, dia 24 de Setembro, na Sede do MAC, o livro "Maranhão Atlético Clube - 80 Anos de Glórias", do jornalista Haroldo Silva. O lançamento ocorrerá durante as festividades de 81 anos do Bode Gregório, com um coquetel no Parque Valério Monteiro, a partir das 19 horas. Em primeira mão, o Blog Futebol Maranhense deixa aqui a capa do belo registro que somente vem a engrandecer a maravilhosa história de vida de um dos maiores clubes do futebol de São Luis e do Nordeste. Acompanha o livro uma edição encartada sobre o aniversário de 81 anos do clube. Vale lembrar que para o próximo ano será lançado outro livro sobre a história do Quadricolor: "Salve, Salve, Meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube", do professor Hugo Saraiva - no caso, o dono deste blog. O livro do jornalista Haroldo Silva estará à venda durante a festa de aniversário do MAC, na Sede Social do clube, localizada no Bairro da Cohama, ao preço de R$ 50,00, e após o lançamento, em uma banca de revista na Praça Deodoro (defronte ao Banco do Brasil) e em uma livraria no Shopping da Ilha, no Ipase. Vale a pena conferir esse belo registro para a coleção dos livros sobre os clubes maranhenses

Livro do MAC, do jornalista Haroldo Silva

SOBRE O AUTOR* - Haroldo Herbert Silva, maranhense de São Luís, nascido na Maternidade Benedito Leite, a 16 de outubro de 1937, aposentado, mas ainda em atividade e “fazendo rádio melhor que muitos jovens de hoje”, desde o tempo em que a tecnologia atual sequer era imaginada. Filho de Maria das Neves Fonseca Silva e de Miguel Archanjo Silva, HAROLDO SILVA iniciou no rádio em 1955, através de concurso para Narrador Esportivo promovido pela Rádio Ribamar, quando foram aprovados ele, Haroldo, e Abias Almeida. Gerson Tavares, um dos mais competentes homens de rádio e jornalista, era o patrão e chefe da emissora. Muito diferente de hoje.

Magno Figueiredo, com quem Haroldo Silva viajou para o México em 1970, ri às escâncaras, quando lembra que Haroldo Silva foi descoberto na boa prática do rádio, quando “narrava jogos” na antiga Escola Técnica, usando uma caixa de fósforos. Alguns “ouvintes” importantes se deliciavam com as narrações de Haroldo e acabaram tendo grande influência na decisão de participar do concurso na Rádio Ribamar. Não faz tanto tempo. Na Escola Técnica, Haroldo Silva estudou entre 1952 e 1956.

No “cast” da Rádio Ribamar, Haroldo Silva foi ser (e aceitou com orgulho) o terceiro narrador. Já faziam parte da equipe Walber Ramos Martins e Abraão Sekeff Filho. Conta Haroldo Silva que, “naqueles tempos, ser o terceiro Narrador daquela equipe, era muito mais glorioso que ser o primeiro de algumas equipes de hoje”. Não demorou muito e Haroldo Silva resolveu aceitar um convite de Dejard Ramos Martins, contratado pela Rádio Difusora de Raimundo Bacelar, em 1956, para fazer parte de uma equipe que viera integralmente da Rádio Ribamar: Walber, Dejard, Abraão e o próprio Haroldo.

 Haroldo Silva

Inquieto, Haroldo Silva resolveu mudar de ares. Enfrentou uma viagem de 12 longos dias a bordo do navio Raul Soares e foi para o Rio de Janeiro, atendendo convite pessoal de um dos ícones do rádio brasileiro. Enquanto “se arrumava” no Rio de Janeiro, Haroldo Silva fez uso do aprendizado na Escola Técnica e passou a trabalhar na Ishikawajima do Brasil, no estaleiro montado no bairro Caju, onde galgou liderança sindical, fruto do seu “falar fácil e correto”. Do Caju, pela Avenida Brasil, se chega facilmente ao Irajá, de onde se pega a vertente para São João do Meriti. E foi o que fez Haroldo Silva. Foi finalmente ser Narrador na Rádio Clube Fluminense, uma potência da época. A fama e a qualidade acabaram levando Haroldo Silva a aceitar convite para trabalhar na Rádio Difusora de Caxias, prefixo de propriedade do lendário Tenório Cavalcanti, um dos mais renomados políticos e jornalistas de todos os tempos no Rio de Janeiro.

A participação de Haroldo Silva nos meios sindicais do Rio de Janeiro acabou por lhe propiciar demorada viagem pela Europa, com acentuada passagem de conhecimento pela antiga União Soviética, além de Polônia, Itália, Portugal e Tchecoslováquia.

No retorno ao Brasil, foi fácil para Haroldo Silva ingressar na rádio Vera Cruz, ainda como Narrador, e sua ascendência mereceu convite para ingressar na Rádio Mayrink Veiga, agora fazendo parte da equipe de Jornalismo comandando por Saulo Gomes. A volta definitiva para São Luís aconteceu nos primeiros anos da década de 60. Indicado por Murilo Costa Ferreira, Haroldo Silva passou a integrar a Rádio Timbira, onde permaneceu de 1966 a 1968, agora assumindo definitivamente como Comentarista. Trabalhou ainda na Rádio Clube de Teresina, onde iniciou amizade com Juracy Vieira, um dos maiores narradores esportivos do Brasil em todos os tempos.

Haroldo Silva marcou passagem também pela Rádio Educadora. Voltou à Difusora, enquanto se tornava funcionário público na Secretaria Estadual de Administração. Foi cedido à Assembléia Legislativa, onde fez história assessorando ao mesmo tempo os deputados Carlos Guterres e Wilson Neiva. Algo marcante que, infelizmente, não cabe inserir neste momento em que se fala apenas do Radialista Haroldo Silva.

Haroldo Silva continua em plena atividade, aos 75 anos. É comentarista da equipe de Esportes da Rádio Educadora e sua fala fácil, compreensível, coerente e inteligente lhe garante a conquista de muitos ouvintes. Haroldo Silva, inteligente, letrado, voz castigada pela idade, é um eclético e ao mesmo tempo enciclopédico atuando no futebol maranhense.

*fonte: http://blog.jornalpequeno.com.br/josedeoliveiraramos/2012/10/14/haroldo-herbert-silva-o-ecletico-e-enciclopedico/

Um comentário:

  1. conheci Haroldo Silva em Belém quando era ativo participantedebum campeonato de peladas por todo Brasil.Foi no distante 1978.Eu era dono da revista GOL de muito sucesso na mídia paraense.Gostaria de lerá o livro do MAC.

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