quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Tragédia no jogo Sampaio Corrêa 0x1 Fortaleza-CE (1982)

Momento triste na história do Sampaio Corrêa: durante o jogo Sampaio x Fortaleza, em Fevereiro de 1982, inconformado com o gol do Fortaleza, a torcida da Bolivia invadiu o campo e iniciou uma verdadeira batalha campal com a polícia. O placar eletrônico do Nhozinho Santos foi arracado, portões foram depredados, catracas foram destruídas e uma criança morreu esmagada quando derrubaram um dos portões. Tragédia parecida aconteceu no final da década de 1960, por conta de uma caçamba que despejou pedras na área externa do estádio lotado, que estava em obras. Depois dessa atitude genial do motorista da caçamba, os torcedores acharam que a arquibancada estava desabando e houve uma correria geral pra todos os lados, com algumas mortes, infelizmente. Sobre o incidente de 1982, deixo um trecho publicado no livro "Memória Rubro-Negra: de Moto Club a Eterno Papão do Norte":

"Antes de nos ater sobre a espetacular vitória motense sobre o poderoso Santos paulista, vale ressaltar um grande incidente que marcaria para sempre o futebol maranhense no princípio de 1982. Dez dias antes da grande façanha do Moto Club de São Luis, o Sampaio Corrêa disputou no Nhozinho Santos uma partida, válida também pelo Campeonato Brasileiro, contra os cearenses do Fortaleza. O jogo, porém, não chegou ao seu final. A Bolívia, que necessitava da vitória para conseguir a classificação na competição, perdia até os 45 minutos do primeiro tempo quando o árbitro potiguar Afrânio Messias, de maneira absurda, resolveu expulsar o lateral esquerdo Valdecir, provocando a revolta da torcida maranhense, em aproximadamente 12 mil no estádio, que invadiu o gramado. Como a torcida não encontrou o árbitro em campo, passou a destruir o próprio estádio sob as vistas da polícia. O que passou a ser visto no Nhozinho Santos foi uma verdadeira batalha campal entre policiais e torcedores, que utilizaram pedras e até tiros, que acabaram por atingir um torcedor, levado ao Hospital Dutra, mas não resistiu aos ferimentos. As duas traves só não foram arrancadas porque resistiram à fúria dos torcedores. Parte do alambrado da geral foi colocado abaixo, como também cerca de 15 metros de muro que servia para sustentação do alambrado. O placar luminoso foi arrancado, três portões de ferro foram destruídos, grande parte da grama foi queimada, mais de cem metros de alambrado foi jogado ao solo, catracas foram quebradas, telhados foram destruídos e os portões do lado da arquibancada sol foram colocados no chão por cima de uma criança, que morreu esmagada. O juiz saiu protegido pela polícia e pelos próprios dirigentes do Sampaio Corrêa, sendo levado para o vestiário, de onde saiu em uma viatura da polícia direto para o quartel. Após o incidente, o Nhozinho Santos passou por uma pequena reforma-relâmpago, a tempo de ficar em condições para o confronto entre motenses e santistas." 








 

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