quarta-feira, 12 de março de 2014

Cabecinha - Sampaio Corrêa




O dia 30 de novembro de 2011 ficará marcado em Santarém, como o dia da ‘Manifestação Nacional do Plebiscito’, pró-Tapajós, com cobertura até da Rede Globo.

Como a importância do plebiscito, em nossa vida, não poderia deixar passar, outro acontecimento marcante no futebol santareno e alenquerense. Neste mesmo dia, o artilheiro dos artilheiros completou 60 anos de vida. E poderia passar como já passou para muitos novos torcedores, este nome em anonimato: José Luiz de Lima Rentes, mas, quando o seu apelido é colocado em cena, quem em Santarém não conhece o fabuloso: Cabecinha. Santareno de coração, alenquerense de nascimento, Cabecinha começou a se destacar entre os adultos, pelo Flamengo de Alenquer. Alguns engraçadinhos diziam que ele era titular, por que o time era do seu Pai, saudoso Manoel Rentes. Quando viram o garoto com fome de gols, calaram e gritaram o seu nome, assim como Chico Coimbra, Osmar Simões e Bené Bicudo, quando viram levaram o craque para o São Francisco. Começou a jogar campeonato pelo Leão em 1969, onde foi bi-campeão para no seguinte se consagrar como tri-campeão santareno. No momento mais brilhante do nosso craque ele participou de um elenco do Leão com grandes craques de alta qualidade como: Xabregas, Guajará, Helvécio, Maromba e Pedrinho Araújo; Valdo Abdala e Da Silva; Carlitinho, Cabecinha, Jeremias e Navarrinho.

CLUBE DO REMO Seu nome começou a se destacar na capital do Estado e Osmar Simões e Dídimo Sousa foram os responsáveis pela sua transferência para o Clube do Remo da capital, juntamente com Cuca e Jeremias. Em Belém não foi fácil ele manter a performance de artilheiro, mas aos poucos foi ganhando posição. João Avelino começou a lançar nosso craque como ponta esquerda, Alcino era o centro avante. João Avelino queimou o nosso artilheiro, no clássico REXPA na decisão do certame de 1971.

O Remo ganhava de 2×0 no 1º tempo. No 2º tempo, Lúcio Oliveira fez cera ao provocar uma contusão num momento que o Paysandu pressionava. Fora de campo, João Avelino se preocupou e mandou Cacinha baixar para a lateral, enquanto Lúcio ainda era atendido. Logo em seguida Cabecinha se ver rodeado de jogadores do Paysandu perto do escanteio do seu campo. A torcida gritava chuta pra lateral, mas o nosso craque resolveu dar uma gingada e bateu pra frente e caiu nos pés de Moreira, que fuzilou para diminui o placar. Com a pressão da torcida o treinador substituiu Cabecinha. E cometeu dois erros: Primeiro pegou corda da torcida, segundo, enfraqueceu o seu ataque com a saída de Cabecinha. E sabem o que aconteceu: O Paysandu virou para 3×2.

CONSAGRAÇÃO Cabeça se recupera dentro do Leão Azul belenense, quando foi uma das grandes atrações no Torneio Norte/Nordeste, quando se consagrou campeão em cima do Vila Nova. O Clube do Remo podia perder até por um gol a menos e perdeu de 2×1, mesmo assim foi o campeão e Cabecinha fez o gol. Em 1973 foi vendido para o MAC (MA), onde jogou o campeonato maranhense e a seguir foi emprestado ao Paysandu para jogar no Brasileirão. Sua estréia foi contra o CRB com a vitória de 2×1, Cabecinha deixou o seu.  Em 1974 foi comprado pelo Sampaio Corrêa, onde ficou de 1974 a 1981, nestes sete anos foram tristezas e glórias. Títulos, troféus, artilharias, ídolo, conforto e paparicado nas ruas da capital e festejado nos gramados. Assediado por diversos clubes como: América (RJ), Fortaleza e Ferroviário (CE), Moto Clube (Ma), entre outros.

Um comentário:

  1. Um dos maiores idolos da história tricolor..Era o craque dos gols impossíveis..impossível de fazer e impossível de perder,quem o chamava assim era o saudoso Herbet Fontenele

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