Em outubro lanço o meu oitavo livro. Deixo aqui algumas notas em programas de rádios sobre o livro, que estará à disposição do público em outubro:
Mirante News Esporte - 01.08.2026
Em outubro lanço o meu oitavo livro. Deixo aqui algumas notas em programas de rádios sobre o livro, que estará à disposição do público em outubro:
Mirante News Esporte - 01.08.2026
Todo grande clube é feito de vitórias, derrotas, ídolos e histórias que atravessam gerações. No futebol, a memória vale tanto quanto um gol nos acréscimos: quem desconhece o passado dificilmente entende o presente — e muito menos consegue imaginar o futuro.
Foi com esse espírito que, em 2011, publiquei meu primeiro livro, “Sampaio Corrêa: Uma Paixão dos Maranhenses” (independente), fruto da minha monografia do curso de Educação Física pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA). Na época, a obra resumia os então 88 anos de trajetória do Tricolor. Quinze anos depois, o apito inicial soa novamente com “Sampaio Corrêa: Grandes Conquistas” (Editora Livro Rápido), resultado de uma pesquisa muito muito mais ampla e detalhada, dedicada especialmente à apaixonada torcida boliviana.
Após o meu primeiro livro, a caminhada seguiu em 2012 com “Memória Rubro-Negra: de Moto Club a Eterno Papão do Norte”. Dois anos depois, chegou a vez de “Salve, Salve, Meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube” (independente), completando uma trilogia dedicada aos grandes clubes da capital.
Em 2017, já atuando no futsal escolar, publiquei “Menino Jesus de Praga e José Justino Pereira: Duas Histórias, Um Só Amor” (independente), registrando experiências marcantes com o futsal dessas duas escolas estaduais.
Enquanto isso, outra pesquisa crescia silenciosamente nos bastidores. A ideia inicial era contar a história dos clubes de todo o Maranhão, mas o volume de informações exigiu um recorte. Após quase dez anos de pesquisa, nasceu, em 2023, o “Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital” (Editora Livro Rápido), resultado de consultas a jornais, arquivos e incontáveis conversas com pessoas que participaram, direta ou indiretamente, da trajetória de Tupan, Vitória do Mar, Expressinho, IAPE, Botafogo do Anil, Graça Aranha, Ferroviário e Ícaro.
Nos anos de 2024 e 2025 vieram os dois volumes de “Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Pequenas Histórias” (Editora Livro Rápido), reunindo episódios curiosos, personagens esquecidos e acontecimentos que mostram que, no futebol maranhense, a realidade muitas vezes supera qualquer roteiro. Afinal, basta folhear os velhos jornais para perceber que, por aqui, o improvável sempre gostou de entrar em campo.
Para construir “Sampaio Corrêa: Grandes Conquistas”, escalei um verdadeiro time de especialistas: ex-jogadores, dirigentes, árbitros, radialistas, jornalistas, pesquisadores e torcedores que viveram ou preservaram esses episódios. Somam-se a eles cerca de 113 horas de entrevistas gravadas - entre materiais para a publicação do meu blog ou o podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - e um mergulho em importantes jornais históricos, como Jornal Pequeno, O Estado do Maranhão, O Imparcial, Pacotilha/O Globo, Diário do Norte, Jornal da Tarde, Jornal do Dia, O Esporte e outras fontes indispensáveis.
Cada capítulo reúne uma conquista importante do Sampaio Corrêa, relatada de forma cronológica. Para isso, recorri a documentos, depoimentos e versões que nem sempre coincidem. E talvez seja justamente essa a graça da história: enquanto os arquivos registram os fatos, a arquibancada faz questão de acrescentar emoção. Quando faltam documentos, sobra memória; quando falta consenso, nasce aquela boa discussão entre torcedores — e, convenhamos, futebol sem debate não tem o menor sentido.
O leitor encontrará aqui relatos emocionantes, curiosos, improváveis e, em alguns momentos, tão inacreditáveis que parecem obra de um cronista bem-humorado. Mas todos carregam um elemento em comum: ajudam a compreender a riqueza de cada título do Tricolor e de seus personagens, que viverão para sempre no imaginário do torcedor e na galeria dos grandes ídolos do Sampaio Corrêa.
Naturalmente, alguns detalhes ficaram de fora destas páginas - algumas por carência de provas, outras por não aparecerem em tempo hábil durante a escrita deste livro e outras, é claro, que são impublicáveis. Não por falta de importância, mas por excesso de boas histórias. Felizmente, esse é um daqueles problemas que todo pesquisador gostaria de ter. Se este livro terminar deixando no leitor a sensação de que ainda há muito por descobrir, então o objetivo estará plenamente alcançado.
Aos amigos leitores do blog FUTEBOL MARANHENSE ANTIGO, informo que este pequeno espaço de resgate de memória do nosso futebol local está temporariamente parado em suas postagens por um motivo bem especial: estou me dedicando à pesquisa e escrita do meu novo livro, "SAMPAIO CORRÊA: GRANDES CONQUISTAS", onde trarei em detalhes as conquistas do pentacampeonato maranhense, das séries B, C e D, das copas do Norte e Nordeste e da histórica campanha na Copa Conmebol. Em janeiro retornarei aos trabalhos aqui no blog, sempre trazendo alguma passagem importante e memorável do futebol maranhense.
Materia extraída do blog Agência Tambor, de 09 de agosto de 2024:
José Luiz de Lima Rente, o Cabecinha, jogou no Sampaio entre 1974 e 1982, período em que se tornou ídolo da torcida boliviana. Nascido em 30 de novembro de 1951, no município de Alenquer, no Estado do Pará, Cabecinha vive hoje em Santarém, outra cidade paraense.
Na entrevista – que ele fez vestido com a camisa do Sampaio – Cabecinha falou sobre a saudade que sente do futebol, o carinho que tem pelo Sampaio Corrêa e como é bem tratado até hoje em São Luís.
Cabecinha também conversou sobre antigos jogadores bolivianos, como Djalma Campos, Prado, Fernando Misterioso e Bimbinha. Ele relembrou gols e adversários, como Riba (ex-atacante do MAC) e Neguinho (ex-zagueiro do Moto Clube, que também jogou na Bolívia Querida).
O Sampaio Corrêa, uma instituição centenária, dona de uma enorme torcida, é considerado por uma parte significativa dos moradores de São Luís um patrimônio cultural da cidade, conforme pesquisa do Instituto Exata realizada em 2023.
O ex-jogador diz concordar com a opinião revelada na pesquisa. Cabecinha, com seus inúmeros gols, foi um dos muitos jogadores que contribuíram para a formação desse patrimônio cultural.
Sobre o momento atual do Sampaio, o ex-artilheiro acredita na recuperação do time na Série C. Ele já acompanhou alguns jogos e acredita que a Bolívia tem qualidade para obter melhores resultados, nos três últimos jogos.
A entrevista inicia no minuto 29:17
Foto de milhões! Torcedor boliviano, se hoje vocês comemoram três títulos nacionais do Campeonato Brasileiro, devem a estes três desbravadores, que pavimentaram uma difícil estrada lá pelos idos da década de 1972: o ponta-direita Prado, o Xerfião Neguinho e o lateral Célio Rodrigues (na ordem na foto). Os três, junto com os demais heróis tricolores, foram responsáveis pelo inédito título nacional para o futebol maranhense com a conquista do Brasileirinho de 1972, após vencerem na decisão a Campinense da Paraíba, com o capitão Neguinho cobrando as cinco penalidades, tirando o Sampaio Corrêa das amarras regionais e tornando-o gigante no cenário nacional.
O registro foi feita na manhã deste sábado, 18 de outubro de 2025, para uma audição de mais de duas horas para colhermos material e informações para o meu próximo livro, "SAMPAIO CORRÊA: GRANDES CONQUISTAS", onde relatarei em detalhes, dentro outros títulos, sobre toda a campanha do Brasileirinho de 1972.
Raro registro do jogo do Sampaio Corrêa pelo Brasileirinho de 1972. O jogo, diante do Fortaleza, foi realizado no dia 18 de novembro, no Estádio Presidente Vargas, naquele ano, pela primeira fase da competição. São 25 minutos de muita nostalgia aos mais antigo:
Recriamos duas fotos icônicas, por IA (Inteligência Artificial), do já extinto Estádio Santa Izabel. A saber: com a transferência do Tenente Vitor Santos para a cidade do Rio de Janeiro, a trabalho, simpatizantes do Moto Club ficaram preocupados com o projeto traçado no final da década de 1930, que visava o crescimento da associação rubro-negra. Para a felicidade da torcida, surgia César Aboud, que veio dar um novo impulso ao quadro da fabril e, porque não, do futebol maranhense. Quando César entrou em definitivo para a presidência do clube, cargo que ocupou por exatos quinze anos, resolveu investir um alto valor na aquisição de excelentes atletas para o Moto Club, dando-lhe uma verdadeira estrutura profissional, que não deixava nada a desejar aos outros centros. Aboud ampliou o quadro associativo, criou o departamento de voleibol e basquete, reestruturou o departamento de atletismo e, inegavelmente, dotou o rubro-negro da maior e mais confortável praça de esportes pela década de 1930, o Estádio Santa Isabel.
O velho campo do Santa Isabel, que bom ou ruim ainda servia de treinamento dos clubes profissionais, foi fechado de forma definitiva em agosto de 1974, depois de mais de meio século de existência como tal, deixando de servir às suas tradicionais finalidades.
As fotos em preto e branco são da publicação do jornal O Estado do Maranhão, de 1973:
Deixo aqui neste post algumas entrevistas em rádio e televisão que fiz entre 06 e 08 de outubro para divulgar o meu novo livro, "Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Pequenas Histórias - Vol. 2", lançado na útlima quata-feira, 08 de outubro. O livro pode ser adquirido clicando AQUI:
Programa Giro Esportivo (Rádio Timbira) - 06.10.2025
Programa Resenha (Rádio Mirante News) - 06.10.2025
Alguns amigos me perguntaram via Instagram ou pelo Whatsapp como está hoje em dia o eterno lateral Célio Rodrigues, campeão do Brasileirinho de 1972 pelo Sampaio Corrêa e compassagens por outros grandes clubes, como Moto e Tiradentes de Teresina. Após meu contato, o próprio Célio, que completa exatamente hoje, 12 de outubro, 77 anos de uma vida cheia de conquistas na profissão e na vida.
Célio Furtado Rodrigues nasceu no dia 12 de Outubro de 1948, em Penalva, interior do Estado. Logo cedo veio com a família para São Luís. Os primeiros contatos com a bola aconteceram no Bairro da Coréia. Com 15 anos de idade e com 1,64m, já era o zagueiro central do Ceará Sporting, da Coréia. Um ano depois disputava o Torneio Início ao Campeonato Estadual de Profissionais pelo Nacional da Rua do Norte. “Foi a primeira vez que calcei chuteiras na minha vida. Meu primo, conhecido como Dico Polar, que jogava comigo no Ceará Sporting, foi quem me indicou ao Nacional”, conta ele. A estreia foi contra o Sampaio Corrêa. O jogo terminou empatado em 0x0 no tempo normal. A derrota veio na cobrança de pênaltis. Ele se deu bem pela excelente performance. A partir dai teve a certeza que queria ser atleta profissional.
Em 1967 Célio integrou a Seleção Maranhense de amadores, o mesmo tempo que prestava serviço militar no 24º Batalhão de Caçadores. Período marcado por uma tragédia ocorrida na reinauguração do Estádio Nhozinho Santos. “É impossível não lembrar do período que fui da Seleção de Amadores. Jogamos contra o Amapá em Macapá e perdemos por 2x1. No jogo de volta, em São Luis, empatávamos de 1x1 quando no segundo tempo gritaram que o estádio estava desabando. Foi um corre-corre geral e a partida foi interrompida, o placar prevaleceu e fomos desclassificados”. Neste mesmo ano Célio foi disputar o Campeonato de Profissionais pelo Vitória do Mar como lateral-direito. Jogavam Manga (goleiro); Célio, Valois, Evilásio e Pulú; Douradinho e Luis Carlos Fanta; Almeida, Roxo, Diomar e Carrinho. Um time de talentos que deu trabalho aos grandes da capital.
Depois de oito meses, Antônio Bento Catanhede Farias e Barrosos, diretores do Sampaio Corrêa, levaram Célio Rodrigues para o Tricolor de São Pantaleão. Foi bem recebido e ganhou o apelido de Batata por causa das suas enormes panturrilhas. Foi lá de 1968 até Março de 1973. “A melhor formação que participei no Sampaio foi a de 1972. Fomos campeões de tudo o que disputamos: campeão da Taça Cidade de São Luis, campeão do II Torneio Maranhão/Pará, campeão do Torneio Início do Campeonato Estadual, campeão Maranhense e do Brasileirinho.
O blog Futebol Maranhense Antigo, em nome do seu titular, professor Hugo Saraiva, deseja os parabéns e vida longa ao ídolo de toda uma geração. E obrigado por, em 1972, tirar o Sampaio Corrêa das amarras regionais e torná-lo verdadeiramente gigante com o título do Brasileirinho daquele ano - fato esse que será contado em detalhes em meu próximo livro, com lançamento para outubro do próximo ano, "Sampaio Corrêa: Grandes Conquistas"!
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