sexta-feira, 31 de março de 2023

Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - no Youtube

 Trazendo para o Youtube o podcast "Memórias do Futebol Maranhense, que foi o ar em 2013 e que agora volta aos interessados em nosso futebol por outra plataforma. Além dos 18 episódios iniciais, teremos em breve programas inéditos com mais personagens que fizeram a história dos nossos clubes. Para o primeiro podcast - e aproveitando os 100 anos do Sampaio Corrêa, teremos a entrevista com a lenda viva Juca Baleia, um dos maiores goleiros que já passou por Sampaio Corrêa, Maranhão e Expressinho. Juca Baleia conta um pouco da sua história e de passagens curiosas pelos gramados. O podcast número 1 vai ao ar no próximo domingo, dia 02 de Abril, no Youtube (clique AQUI para seguir o canal). E todo primeiro domingo de cada mês teremos um podcast novo 

 


 

segunda-feira, 27 de março de 2023

Xerifão Neguinho - VÍDEOS

 Deixamos hoje no blog dois vídeos com o xerifão Neguinho, um dos maiores nomes do futebol maranhense em todos os tempos. 



 


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2023

Livro “Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital”

 

Em 2011 lancei “Sampaio Corrêa: uma Paixão dos Maranhenses”, conclusão da minha monografia do curso de Educação Física e que foi transformada em livro – editado, a exemplo de todos os demais trabalhos, de forma totalmente independente. Com muito material sobre os outros grandes da capital e até dos ditos menores, no ano seguinte (2012) chegou ao público o livro “Memória Rubro-Negra: de Moto Club a Eterno Papão do Norte”, aquele que mais teve resposta positiva do público e de forma imediata (todos os exemplares iniciais se esgotaram em menos de uma hora no dia do lançamento). Em 2014 foi a vez do meu terceiro livro chegar ao torcedor, em especial o quadricolor: “Salve, Salve, meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube”. E nas três publicações prevaleceu o meu respeito a todas essas instituições, embora eu tenha adotado lá em 1996 o Sampaio Corrêa como o meu clube de coração em São Luis.

Aliás, mesmo boliviano, tenho uma ligação com os dois rivais: no longínquo ano de 1995, quando eu residia no interior do Estado e sequer sonhava haver futebol profissional em São Luís, liguei o rádio e ouvi o narrador falar em um tal Maranhão Atlético Clube. Na minha cabeça, aquilo não existia. Naquele dia nem lembro contra quem o Maranhão jogava, mas fiquei fascinado pela narração, pela descrição de Bode Gregório, Demolidor de Cartazes, e pelo hino atleticano. Sim, havia futebol em São Luís! E passei a nutrir uma simpatia muito grande pelo quadricolor. No ano seguinte, 1996, através da televisão e dos jornais, acompanhei toda a campanha do Moto Club, capitaneado pelo jornalista Zé Raimundo, na Série B do Brasileiro. E, sim, torci para o rubro-negro chegar à elite. Apesar de adorar a melodia e o ritmo do hino atleticano e de acompanhar ao VT dos jogos do Moto às segundas-feiras no Maranhão TV, virei boliviano em outubro de 1996. O motivo? Sinceramente eu não sei explicar.

Após fechar a trilogia dos grandes clubes da capital (e lançar em 2017 o meu quinto livro, “Menino Jesus de Praga e José Justino Pereira: duas Histórias, um só Amor”, sobre o meu trabalho no futsal com essas duas escolas estaduais de São Luis), surgiu a ideia de conhecer melhor os chamados menores e até extintos. Assim, no dia 25 de outubro de 2013, fiz um rascunho do que seria o meu mais novo trabalho, “Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital”, livro que, a princípio, englobaria também os grandes do interior. Para não ficar um trabalho extenso, resolvi separar este livro em duas edições, uma para os clubes da capital e outra (a ser lançada) para os clubes do interior.

Durante os meses de outubro de 2013 a fevereiro de 2014, iniciei essa que seria a primeira parte de pesquisa do livro. Paralelo a uma jornada de quase seis horas diárias na Biblioteca Pública Benedito Leite durante as férias, abasteci o meu blog “Futebol Maranhense Antigo” (que dá nome ao livro) com o podcast “Memórias do Futebol Maranhense”, onde entrevistei exatos dezoito nomes que foram testemunhas vivas do que de melhor e pior aconteceu em nossos gramados. Hamilton Sadias, Alzimar, Caio Franco, Bacabal, Pelezinho, Marcelo Baron, Raimundinho Lopes, dentre outros das várias gerações de craques que desfilaram no palco sagrado do Municipal, Castelão ou até do extinto Santa Izabel; todos foram devidamente entrevistados/homenageados e utilizados como fonte de pesquisa oral para este novo livro.

Entre 2014 e 2022, aconteceu um hiato nas pesquisas justamente pelo meu trabalho com o futsal escolar em São Luis. E foi, sem dúvida, uma experiência riquíssima: conquistei grandes e expressivos títulos e resultados, fiz amigos e ganhei, além de títulos, uma verdadeira aula de vida ao estar em contato com jovens de várias camadas sociais, o que me fez crescer absurdamente como ser humano e entender ainda mais o papel do professor na vida de um aluno.
Findo o período do esporte escolar, voltei, já no final de 2022, aos trabalhos para o almanaque. E, na biblioteca pública, pesquisei nas melhores fontes disponíveis: Jornal Pequeno, O Estado do Maranhão, Diário do Norte, Pacotilha-O Globo, O Imparcial, Jornal da Tarde, Diário do Norte, Jornal do Dia, O Esporte, o especial Por Onde Anda Você? (da dupla Edivaldo Pereira Biguá e Tânia Biguá), suplemento do jornal O Estado do Maranhão, e muitas outras publicações. Além disso, contei com a ajuda de alguns historiadores, dirigentes, jornalistas, ex-presidentes, ex-jogadores e pessoas merecedoras de crédito e que viveram épocas passadas e recentes dos oito clubes que compõem este livro: Botafogo, Ferroviário, Vitória do Mar, Graça Aranha, Tupan, Ícaro, Expressinho e IAPE (sobre este último, aliás, vale frisar que contei toda a história do Canário da Ilha apenas em sua fase até a parada no profissionalismo, em 2011, sem a parceria com o DFG Sports).

No total, foram mais de 50 dias na Biblioteca Pública Benedito Leite, 34 horas de depoimentos gravados e mais de 30 pessoas entrevistadas (algumas, por opção, pediram para não serem citadas nos créditos deste trabalho). Boa parte do que aconteceu fora das quatro linhas é baseada em história oral. Há poucas fotos, registros oficiais ou documentação sobre a riqueza de detalhes sobre os citados clubes. E, na falta de arquivos, as arquibancadas ou dirigentes criaram a própria versão, costurada com esses poucos registros documentais, o que torna ainda mais fascinante as suas histórias, contadas por testemunhas oculares que passaram a ser devidamente reconhecidas nas páginas deste livro e, de certa forma, homenageadas.

Além disso, foram muitas horas de ligações e mensagens por celular, alguns e-mails e muitas, muitas histórias que infelizmente acabaram ficando de fora, sobretudo pelo seu forte teor que fazem parte do imaginário coletivo dos bastidores, através de uma teia de memórias daqueles que passaram por esse universo chamado futebol maranhense. Como todo acontecimento histórico pouco documentado, o ocorrido no extracampo varia de versão, a depender de quem conta a história. E as versões de cada um deles para o mesmo episódio são divergentes – e, pela carência de mais documentos e até de material humano, pode ser que algum relato neste livro fuja à veracidade dos fatos, o que em linhas gerais é compreensível.

Através de relatos documentados e depoimentos, convido você, caro leitor, a conhecer um pouco mais sobre a vida dos oito clubes que fizeram e fazem parte do restrito grupo das agremiações que estão no coração de todo torcedor maranhense. E o livro segue basicamente a mesma linha de raciocínio, ao contar em detalhes sobre cada clube a sua fundação e o seu passeio pelo Campeonato Maranhense (a sua estreia, o(s) seu(s) título(s) e a sua última participação na divisão principal) ou algum outro momento importante e curioso. O que ficou de fora do registro formal permanece apenas na lembrança de quem conheceu a riqueza desses clubes, que, na sua maioria, não chegou a ser considerado como sucesso ou fracasso – foram só clubes que não deram lucro nem prejuízo, mas ganharam um espaço cativo no coração de todo torcedor. Infelizmente não foi possível compilar mais informações dos oito clubes neste livro. A culpa? A grandiosidade e rica história de todos eles.

“Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital” estará disponível para venda a partir de Julho!

 


sábado, 25 de fevereiro de 2023

Duque de Caxias, campeão do Torneio Início de 1995

 

 O Duque de Caxias ganhou as disputas do Torneio Início de 1995 ao Campeonato Maranhense disputado na tarde/noite do dia 26 de Março de 1995, no Estádio Nhozinho Santos, na primeira grande zebra logo abertura oficial da temporada daquele ano.

O Duque de Caxias, logo na sua primeira partida, eliminou o Sampaio Corrêa, nos pênaltis, mostrando que não tinha vindo a São Luis para passear e sim para jogar muita bola. No jogo seguinte, o quadro caxiense eliminou o Expressinho, no tempo normal, par no seu terceiro e último jogo ser campeão em cima do Maranhão, de quem venceu nos pênaltis, por 3 a 2, depois de 1 a 1 no tempo normal.

FESTA BONITA – a festa foi muito bonita e foi prestigiada pela então Governadora Roseana Sarney, que chegou aplaudida pelos torcedores e pelos jogadores presentes ao Estádio Nhozinho Santos. A Governadora hasteou a bandeira brasileira e fez questão de cumprimentar os jogadores de todos os oito times, bem como a galera nas arquibancadas. A Governadora assistiu, ao lado de outras autoridades, como o Secretário João Alberto de Souza e a Secretária Marly Abdala, o primeiro jogo da competição.

PRIMEIRO JOGO – Coroatá 0x0 Expressinho no tempo normal. Nos pênaltis, Expressinho 4x3. O Expressinho venceu com Jackson; Evandro, Josué, Eduardo e Robson; Joaquim, Neco e Carlos Henrique; Loro, Jacks e Pelado; o Coroatá perdeu com Ozimar; Nei, Jurandir, Moacir e Mundico; Lê, D. Jota e Ulisses; Roxo, Rogério e João Neto.

SEGUNDO JOGO – Moto Club 1x0 Bacabal, gol de Alessandro, de cabeça, aos 2 minutos do segundo tempo. O Moto venceu com Edson; Alison, Roni, Gilmar e Paulo Sérgio; Touro, Da Silva e Edinho; Kenilson, Marcos e Alessandro. O Bacabal perdeu com Celson; Dé, Roberto, Cabecinha e Miguel; Cléber, Oliveira e Tião; Veras, Osvaldo e Hiltinho.

TERCEIRO JOGO – Duque de Caxias 0x0 Sampaio Corrêa, no tempo normal. Nos pênaltis, Duque de Caxias 5x4.O Duque de Caxias atuou com Ênio; Ricardo, Marabá, Erandy e Alex; Batista, Lúcio e Franciney; Marcos Adriano, Adão e Nicinho. O Sampaio Corrêa perdeu com Raul; Roi, Júnior, Nilson e Hamilton; Toninho, Silvio e Robertinho; Fábio, Izoni e Clayton.

QUARTO JOGO – Maranhão 1x0 Imperatriz, o gol foi marcado por Lamartine, aos 5 minutos do segundo tempo. O Maranhão venceu com Raimundão; Inaldo, Carlinhos, Oliveira e Alexandre; Aldo, Sandro e Jackson; Zezinho, Lamartine e Riba; o Imperatriz perdeu com Mateus; Babão, Luizão, Júlio e Dóris; Biro Biro, Zé Neto e Válber; Evandro, Júnior e Chiquinho.

QUINTO JOGO - Duque de Caxias 1x0 Expressinho, gol de Marcos Adriano aos 9 minutos d segundo tempo. O Duque de Caxias venceu com Ênio; Bôni, Marabá, Erandy e Alex; Batista, Lúcio e Franciney; Marcos Adriano, Adão e Nicinho. O Expressinho perdeu com Jackson; Evandro, Josué, Eduardo e Robson; Joaquim, Daniel e Neco; Loro, Jacks e Pachica.

SEXTO JOGO – Maranhão 0x0 Moto Club. Nos pênaltis, Maranhão 3x1. O Maranhão jogou com Raimundão; Inaldo, Carlinhos, Oliveira e Alexandre; Aldo, Sandro e Jackson; Zezinho, Lamartine e Riba. O Moto jogou com Evandro; Alison, Roni, Gilmar e Paulo Sérgio; Touro, Da Silva e Edinho; Kenilson, Marcos e Alessandro.

FINAL – Duque de Caxias 1x1 Maranhão no tempo normal: Zezinho marcou para o Maranhão e Lucio para o Duque de Caxias, no segundo tempo. O Duque de Caxias foi campeão nos pênaltis, vencendo por 3 a 2. O time do interior venceu com Ênio; Bôni, Marabá, Erandy e Alex; Batista, Lúcio e Amarildo; Marcos Adriano, Adão e Nicinho. O Maranhão ficou com o vice atuando com Raimundão; Inaldo, Carlinhos, Oliveira e Alexandre; Aldo, Sandro e Jackson; Zezinho, Lamartine e Riba. A renda do torneio foi de R$ 3.727,00 para 1.002 pagantes

 
Governadora Roseana cumprimenta os jogadores do Moto Club

Festa de abertura do torneio

Governadora Rosena Sarney e convidados


terça-feira, 7 de fevereiro de 2023

Sociedade Esportiva Tupan em 1979

Formação do Tupan em 1979. Em pé: Armando, Jorge Luis, Jailson, Gonçalves Silva, Airton e Tomé; Agachados: Ivo, Stefson, Nascimento, Claudionor e Pedro

 

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

Sampaio Corrêa x Moto Club, em 1988

 

 Temos um belíssimo registro do Superclássico Sampaio Corrêa x Moto Club, em 1988

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

Djalma Campos e Itamar, em 1976

  

Registro dos craques Djalma Campos e Itamar com a camisa do Sampaio Corrêa, em 1976

quarta-feira, 18 de janeiro de 2023

Sampaio Corrêa campeão maranhense em 1976

   

Registro do Sampaio Corrêa campeão Estadual em 1976. Naquele ano, a base boliviana no campeonato esta a seguinte: Crésio, Zé Alberto, Moisés, Paulino e Ferreira; Elieser, Tupan e Bolinha (Itamar); Ramos, Cabecinha e Paim, sob a orientação do treinador Brito Ramos

terça-feira, 10 de janeiro de 2023

Sampaio Corrêa oferece dinheiro e o Vitória do Mar evita goleada maior contra o Moto Club em 1990



Pelo Campeonato Maranhense de 1990, um fato inusitado: com 18 pontos ganhos e vantagem sobre o Moto Club na reta final do Primeiro Turno, o Sampaio Corrêa poderia ser o campeão dessa fase (e entrar com 1 ponto de bonificação para o returno) sem jogar. Com 24 gols a favor e apenas 2 sofridos, o time boliviano tenha, assim , um saldo positivo de 22 tentos; já os rubro-negros, com 16 pontos (recordemos que, em 1990, a vitória valia apenas dois pontos), marcou 18 gols e sofreu 4, tendo um saldo positivo de 14 gols. Pelo regulamento, o primeiro critério para o desempate era o número de vitórias, seguindo-se confronto direto, saldo de gols e número de gols marcados. Se o Moto ganhasse, passaria para 18 pontos e terminaria empatado com os Sampaio Corrêa. Nesse caso, empataria em todos os critérios. Se o Moto fizesse 8 gols de diferença, ai a vantagem passaria a ser sua, no maior número de gols marcados.

O tricolor dependeria apenas do Vitória do Mar, que jogaria justamente contra os rubro-negros. Para que o Sampaio Corrêa fosse declarado campeão, seria necessário que os estivadores não se deixassem golear pelo Moto por mais de sete gols. Preocupados, os dirigentes bolivianos abertamente foram procurar os mandatários e jogadores do quadro vitorinense, oferecendo uma boa gratificação por um resultado favorável ao tricolor. E levaram dinheiro vivo para o vestiário, às claras, na frente de todo mundo.

No jogo de cartas marcadas envolvendo dirigentes e jogadores do Vitória do Mar, prevaleceu a mala preta dos dirigentes tricolores: o Moto goleou por apenas 5 a 0 e viu o seu maior rival vencer o turno inicial do campeonato maranhense (falamos aqui de uma época onde o futebol realmente recebia uma maior atenção do nosso público, que prestigiava inclusive título de turno com a mesma empolgação de uma taça de campeão geral). Logo após a partida, o treinador motense Djalma Cavalcante concedeu entrevista, elogiando o comportamento do time do Vitória do Mar, pelo fato de não ter confirmado a nenhum dos comentários que rolavam na cidade antes da partida. Já no vestiário dos estivadores, a maior felicidade era do Sampaio Corrêa – a torcida boliviana compareceu ao Municipal e, após o jogo, carregou alguns atletas dos estivadores. O diretor de futebol tricolor, Celso Goulart, anunciou, ali mesmo, um jogo amistoso entre bolivianos e vitorienses, no chamado “jogo de gratidão”, com a renda dividida meio a meio. Esse foi o prêmio que os estivadores receberam pelo resultado.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

Grande Otelo no jogo da Ponte Preta, no Estádio Santa Isabel, em 1955

 
No ano de 1955, o clube paulista Ponte Preta realizou uma famosa excursão pelo Nordeste para fazer amistosos em clubes de cada estado da região, em um desses jogos, a Ponte Preta enfrentou o Moto Club, no estádio Santa Isabel, no Canto da Fabril, aqui em São Luís. O convidado de honra da partida foi o gigante Sebastião Bernades de Souza Prata, conhecido como o Grande Otelo, uma das maiores estrelas do humor, teatro e cinema nacional. A Ponte Preta venceu o Moto pelo sonoro placar de 6x0.

Foto do arquivo Pessoal José Moraes Neto