sábado, 26 de janeiro de 2013

Amistoso entre atletas maranhenses e de outros Estados - 1967


Em 1967, a Federação Maranhense de Futebol (FMD) promoveu uma partida amistosa bem curiosa: uma equipe formada apelas por atletas nascidos no Maranhão e outra formada por jogadores oriundos de outros Estados, como era o caso do carioca Vila Nova e do paraense Hamilton. O jogo, disputado do Municipal, acabou em goleada para os atletas de fora.

Seleção Outros Estados 5x0 Seleção dos Maranhenses
Data: 05 de Maio de 1967
Local: Estádio Nhozinho Santos
Juiz: José L. de Oliveira
Gols: Cândido, Hamilton, Rubens, Geraldo e Chico
Seleção dos Maranhenses: Gilmar; Baezinho, Homena, Decadela e Corrêa; Cauby e Negão; Ananias, Maurício, Neto e Nabor.
Seleção Outros Estados: Vila Nova; Paulo, Edson, Clécio e Geraldo; Alvim da Guia e Chico; Batuel, Cândido, Hamilton e Expedito.


VÍDEO - Moto Club 0x1 Juventus-SP - Campeonato Brasileiro Série B 1990

Vídeo da partida entre motenses e o "Moleque Travesso", pela Série B de 1990. Nesse ano de 1990, o Papão do Norte disputou a Série B do Brasileiro, que contava com 24 participantes. Na primeira fase, o Moto se classificou em 2º lugar no Grupo D, ao lado de Sport (primeiro colocado), Clube do Remo, Ceará, Santa Cruz-PE e Treze de Campina Grande. A Juventus se classificou em 3º lugar no Grupo C (junto com Catuense, Operário/PR, Central/PE, Americano e Itaperuna), garantindo vaga na Segunda Fase com Catuense, Moto Club e Ceará. O time paulista acabou perdendo a vaga na Terceira Fase apenas no saldo de gols (-1 contra 0) para o Papão do Norte e nisso perdia a chance de disputar um acesso direto para a Série principal do futebol brasileiro. Já o Papão do Norte acabou na segunda colocação, atrás da Catuense, e passou para a fase seguinte. Porém, foi o lanterna da sua chave nessa fase, formada por Sport (primeiro colocado), Guarani (segundo colocado) e Juventude-RS. O Moto ainda ficou marcado naquela competição por sofrer a maior goleada da Série B de 1990 (6x1 para o Guarani, dia 24 de Novembro).


Aspirante do Ferroviário Esporte Clube - década de 70

Deixo aqui um belo registro dos aspirantes do Ferroviário Esporte Clube na década de 70 - não consegui precisar, na pesquisa, a data exata da foto. Vale ressaltar que, por essas décadas, as partidas dos aspirantes eram disputadas na preliminar dos jogos do Campeonato Maranhense de profissionais no Nhozinho Santos. E essa era uma forma de o torcedor identificar, desde cedo, craques que rapidamente passaram a vestir a camisa da equipe principal de Sampaio, Moto, Maranhão, Ferroviário, etc. 


Moto Club 3x1 Sampaio Corrêa - Torneio Luis Rocha 1983

Deixo aqui algumas fotos da partida entre motenses e bolivianos pelo já extinto Torneio Luis Rocha, em Junho de 1983,no Castelão, além da súmula da partida. Sobre aquele que dava nome ao torneio, Luiz Alves Coelho Rocha, mais conhecido por Luiz Rocha, era natural de Balsas, nascido a 6 de Julho de 1937 e falecido em 2001, em São Luís. Era pai do empresário e ex-deputado federal Roberto Rocha e do empresário e prefeito de Balsas, Luiz Rocha Filho. Foi Prefeito de Balsas em 1997, Governador do Maranhão Maranhão em 1983, Deputado Federal pelo Maranhão em 1976 e Deputado Estadual do  Maranhão em 1968. 

 Zé Roberto assinalando o seu gol

 Gol motense

Lance de ataque motense

FICHA 

Moto Club 3x1 Sampaio Corrêa
12 de Junho de 1983
Local: Estádio Castelão
Público: 6.700 pagantes
Juiz: S. Faray (MA)
Gols: Tião aos 22 e Zé Roberto aos 34 minutos do primeiro tempo; Evandro aos 10 e Rosclin aos 21 minutos do segundo tempo
Sampaio Corrêa: Valter; Galote, Hamilton Silva, Eduardo e Hilton Brunis; Rosclin, Mauro e Carlos Alberto; Joãozinho Neri, Luís Fernando e Airton . Técnico: Paraíba
Moto Club: Samuel; Bassi, Hamilton, Ribas e Zequinha; Tião, Tigrila e Lutércio; Evandro, Zé Roberto e Raimundinho Lopes. Técnico: Zé Eduardo

Raimundinho Lopes, ídolo do Papão e no futebol equatoriano

Quem poderia imaginar que aquele garoto franzino e tímido, mas um verdadeiro craque com a bola nos pés, poderia alçar voos altos na carreira e se destacar como um dos maiores meias que o futebol maranhense viu nascer? Apesar da curta carreira (um problema no joelho o obrigou a abandonar precocemente os gramados), o craque e eterno ídolo da torcida motense (sobretudo pela década de 1980) conquistou fama, reconhecimento e levou o nome do nosso Estado para além fronteiras (na época, a sua venda para o Barcelona do Equador foi a maior transação do futebol maranhense). A história de vida de José Raimundo Rodrigues Lopes seria mais uma dentre tantos outros Raimundos espalhados pelo Maranhão. Porém, a superação e a consagração no futebol o transformaram em Raimundinho Lopes, uma verdadeira lenda viva dentro dos nossos gramados. Difícil conhecer algum torcedor (até mesmo dos rivais) que não façam rasgados elogios àquele que venceu na vida pelo esporte e escreveu o seu nome na seleção dos melhores atletas do futebol maranhense. Raimundinho Lopes jogou pelo Expressinho (1978) e Ajax de Pindaré (1980) antes de virar lenda no Moto Club de São Luis, onde conquistou o Tricampeonato Maranhense (1981/82/83). Passou pelo Barcelona Sporting Club do Equadro (1984) antes de ser Pentacampeão Maranhense pelo Sampaio Corrêa em 1988. Após rápida passagem por Sport (1987) e Náutico (1988), atuou mais uma vez no exterior, desta vez pelo Seraing, um clube da Terceira Divisão da Bélgica (1989) e Étoile Sportive du Sahel, da Tunísia (1993). Encerrou a carreira no seu declarado clube do coração, o Moto Club, em 1998. Em 2001 teve a sua primeira experiência como treinador, no Boa Vontade, sendo em seguida Bicampeão pelo Moto Club (2001). Foi ainda treinador do Sampaio Corrêa, Maranhão, São José, Juventude de Caxias, 4 de Julho (PI) e River (PI). Um craque que merece ter a sua história relembrada.

Raimundinho Lopes em ação pelo Seraing, da Tunísia

Os Cacarecos vencem os Alemães - Gojoba faz o gol

Em 1965 a Seleção Pernambucana, tamém conhecida como Seleção Cacareco, realizou um histórico amistoso internacional contra a Seleção da Alemanha, em excursão pelo Brasil. Naquele tempo os craques Gojoba e Pelezinho, cria do Anil e que fizeram fama no Moto Club de São Luis, despontavam no futebol pernambucano, atuando pelo Sport, e foram convocados para aquele importante e inesquecível jogo. O autor do gol foi o maranhense Gojoba, jogador já consagrado em todo o Nordeste. Abaixo deixo o relato daquele confronto que ficará marcado para a hsitória do futebol de Pernambuco:

Seleção Pernambucana diante dos Alemães. Gojoba (penúltimo em pé) e Pelezinho (agachado, ao centro) foram os grandes nomes daquela partida

"Nado está melhor do que Garrincha.” A declaração do técnico da Seleção Alemã (na época Alemanha Ocidental), Helmut Schoen, ao descer no Aeroporto Internacional do Galeão, procedente do Recife, após a derrota por 1 x 0 de sua equipe para a seleção pernambucana, foi recebida com espanto pelos jornalistas cariocas, que cobriam a passagem dos alemães pelo Rio de Janeiro, em sua viagem de regresso à Europa.

O então ponta-direita do Náutico, que viria a ser convocado para os treinos da equipe que inutilmente tentaria o tricampeonato mundial na Inglaterra, dera um verdadeiro show de bola diante dos teutos. Estes, depois de perder por 2 x 0 para a Seleção Brasileira, no Maracanã, esperavam dar um passeio diante dos pernambucanos, quatro dias depois, quando aconteceu justamente o contrário.

BATALHA – Era junho de 1965. O Brasil preparava-se para enfrentar a Alemanha, havendo uma enorme expectativa em torno do amistoso programado para o dia 7 de junho, no Maracanã.

No entender dos críticos do Rio e São Paulo, o epicentro da Seleção Brasileira, o novo time alemão não suportaria o poder de fogo da Canarinha. Esperava-se mais uma exibição de gala de Pelé e seus companheiros. Discreto, como sempre, Helmut Schoen deixou sua rapaziada conhecer a praia de Copacabana, comandou um treino leve para uma rápida adaptação de sua equipe ao piso do Maracanã e, mais uma vez, sempre medindo as palavras, elogiou a equipe nacional.

No dia do jogo, um domingo, o Maracanã explodia de gente. Mais de cem mil torcedores compareceram ao sagrado templo do futebol brasileiro para ver o novo confronto entre Brasil e Alemanha.

O jogo constituiu-se numa batalha, cheia de dificuldades e violência. Era o futebol técnico e até irreverente dos brasileiros contra o jogo calculado e pesado dos ‘cintura-dura’, como a picardia tipininquim designava qualquer jogador europeu.

Naquele jogo, a marcação rigorosa, brusca mesma, dos alemães, irritou nossos jogadores. Cansado de levar trombadas, Pelé deu o troco no lateral-esquerdo Giesemann e quebrou-lhe uma perna.

A Seleção Brasileira saiu vitoriosa pela contagem de 2x0, gols do centroavante Flávio e de Pelé. Apesar do placar e da presença de Garrincha, a partida não foi uma moleza como pode parecer.

RUBÃO FALA GROSSO – Havia um grande interesse em torno da partida marcada para aquela quinta-feira, 10 de junho, no Recife.

Para concretizar sua pretensão de trazer a equipe alemã ao Recife, o presidente da FPF (Federação Pernambucana de Futebol), Rubem Moreira, foi obrigado a esbravejar na CBD (Confederação Brasileira de Desportos) para convencer a cúpula da cartolagem nacional de que os pernambucanos não fariam vergonha. Rubão, aliás, contava com um ‘santo forte’, justamente o presidente da entidade, João Havelange.

A verdade, porém, é que temia-se uma goleada que colocasse em risco o prestígio do futebol brasileiro.

Chegou-se a programar um passeio da delegação alemã a Caruaru, em caráter estritamente turístico, coisa sem sentido, que foi descartada por Helmut Schoen, sob a alegação de que seu time precisava mesmo era de descansar.

NOITE DE FESTA – Apesar do tempo fechado, a Ilha do Retiro estava repleta, embora a torcida não mostrasse essa confiança toda no time da casa.

O treinador Antoninho, do Náutico – mais tarde dirigiria a seleção brasileira de amadores – não tivera tempo de armar uma equipe capaz de enfrentar com possibilidade de sucesso, uma seleção do nível da alemã. De qualquer forma, politicamente o time pernambucano estava correto.

Todos os grandes estavam representados. Nos trës coletivos, feitos em apenas uma semana, era natural o desentrosamento, mas havia uma esperança, a qualidade técnica do ataque, veloz e muito agressivo. Se o meio-de-campo acertasse, quem sabe?, o jogo seria duro.

O goleiro era Dudinha, que se transferira do Central para o Sport, contando o restante da equipe com: Gena (Náutico), Alemão (Sport), Baixa (Sport) e Jório (Santa Cruz); Gojoba (Sport) e Ivan (Náutico); Nado (Náutico), Bita (Náutico), Pelezinho (Sport) e Lala (Náutico). Eram sete pernambucanos, dois maranhenses, um paraibano e um paulista. No transcorrer da partida entraram mais dois pernambucanos: Toinho, do Náutico, substituiu Jório, e Nino, também do Náutico, entrou no lugar de Pelezinho.

O meio-de-campo acertou. Naquele tempo jogava-se no 4-2-4. Alimentando o ataque estava Ivan, que fazia o mesmo serviço no quase tricampeão Náutico, enquanto o volante rubro-negro Gojoba ficava na marcação, porém, um pouco mais adiantado.

O também rubro-negro Pelezinho, maranhense como Gojoba, descia um pouco para buscar o jogo. Na frente, Bita, um atacante de altíssimo nível, atento, criativo e oportunista, possuindo assim, todas as virtudes do goleador. Os alemãs tinham informações sobre o potencial do chamado Homem do Rifle e procuraram marcá-lo de perto.

Na extrema-direita, para abir a defesa, Nado, irmão de Bita, e grande driblador. Só que Nado não fez a partida que se esperava e mesmo assim levou Schoen a considerá-lo em melhor fase do que Garrincha. Vale salientar que foi de uma falta cometida em Nado que o jogo se decidiu.

Aos 39 minutos do segundo tempo, Nado foi derrubado nas imediações da grande área, criando mais um momento de expectativa na Ilha do Retiro. Ele mesmo se encarregou da cobrança. Companheiro de Nino, emérito cabeceador, que substituíra Pelezinho, Nado cruzou fechado. O goleiro alemão Mangletz afastou de soco, e Gojoba, que vinha de trás, completou para a rede.

A Ilha do Retiro foi ao delírio. Dali para frente foi só segurar o placar, pois só faltavam seis minutos. Pernambuco dobrava o time alemão, para a felicidade de Rubem Moreira, que dava assim a resposta aos cartolas da CBD."

Fonte: http://www2.uol.com.br/JC/_2000/2205/es2205z9.htm

Amistoso internacional - Sampaio Corrêa x Transvaal (Suriname)

Trecho do livro "Sampaio Corrêa: uma Paixão dos Maranhenses", sobre a passagem do primeiro clube do exterior ao Maranhão, o Sport Vereniging Transvaal, ou apenas Transvaal, no Suriname. O Transvaal é uma equipe da cidade de Paramaribo e fundado no ano de 1921. O clube utiliza as cores verde e branca e manda seus jogos no Andre Kamperveen Stadion, que tem capacidade para 6 mil pessoas.


"Ainda na década de 1960, mais um fato histórico merece destaque: em fevereiro de 1962 o Sampaio Corrêa disputou a sua primeira partida internacional de futebol. O Dr. Antonio Bento foi o promotor da temporada de duas partidas em São Luis do Transwal, da cidade de Paramaribo, Guiana Holandesa, sendo este o primeiro clube internacional de futebol a atuar em solo maranhense, conforme relatado pelo Jornal do Povo, na edição de 24 de Fevereiro de 1962:

Pela primeira vez um clube internacional visita nosso estado proporcionando assim sensacionalismo sem par. Terça-feira á noite contra o Sampaio a poderosa equipe do TRANSVAL de Paramaribo, estará se apresentando ao público maranhense. [...] Uma grata surpresa sem qualquer dúvida. Viverá o futebol maranhense, um dos seus grandes dias.

Nas duas partidas realizadas pelo Sampaio Corrêa contra a equipe panabarina, no Estádio Nhozinho Santos, uma vitória e uma derrota maranhense: na estréia, o Sampaio Corrêa venceu por 3 a 2, em jogo realizado no dia 28 de fevereiro de 62; na partida seguinte, dia 01 de março, vitória estrangeira por 3 a 2.

Em 1970 o Transwall de Paramaribo voltaria ao Maranhão para uma nova temporada, agora para três apresentações, tendo o Sampaio Corrêa como promotor da vinda do clube campeão do Suriname. “O Transwal, de Paramaribo, campeão do surinã, estreará esta noite em gramados locais [...]. A delegação do Transwal chegará amanhã [...], devendo ser recepcionada pela diretoria do Tricolor de Aço”. Na partida realizada no dia 24 de abril de 1970, no Estádio Nhozinho Santos e com uma renda de Cr$ 5.253, o Sampaio venceu o Transwall pelo placar de 3 a 0, tendo o clube maranhense atuado com Dudinho, Célio Rodrigues, Serjão, César Abib e Haroldo Gonçalves; Amaro e Roberto; Djalma Campos, José Carlos, Célio Costa e Raimundinho. O técnico era Ivo Hooffman."

 Transvaal no Nhozinho Santos, em jogo na década de 70

 Gol do Sampaio Corrês sobre o Transvaal

 FICHAS 

Sampaio Corrêa 3x2 Sport Vereniging Transvaal - 28 de Fevereiro de 1962
Local: Estádio Nhozinho Santos 
Gols:  Nenê, Bouberg, Peu, Massaud e Bouberg
Sampaio Corrêa: Zé Raimundo; Vadinho, Edgard, Decadela e Damasceno; Ribeiro e Nenê; Sabará, Massaúd, Zeca e Peu. Técnico: Jair Raposo
Sport Vereniging Transvaal: Baron; Karsters, Boerleider, Saradwsing e Bouberg; Maratstaf, Frankel e Kansue; Monsauto, Lagadeau e Gruthfen. Técnico: não informado

Sampaio Corrêa 1x3 Sport Vereniging Transvaal - 01 de Março de 1962
Local: Estádio Nhozinho Santos 
Gols: Douglas, Kansoe, Lagadeau e Massaud
Sampaio Corrêa: Dada; Ribeiro, Edgar, Decadela e Damasceno; Nenê e Peu; Sabará, Zeca, Massaud e Nenê. Técnico: Jair Raposo
Sport Vereniging Transvaal: Baron; Enser, Kolf Wellys, Bruinberg e Bosmas; Sahadewsing e Power; Monsanto, Douglas, Kansoe e Beek. Técnico: não informado

Sampaio Corrêa 3x0 Sport Vereniging Transvaal - 24 de Abril de 1970
Local: Estádio Nhozinho Santos
Gols: Raimundinho e Célio Costa (2 gols)
Sampaio Corrêa: Dudinha; Célio Rodrigues, Serjão, César Habibe e Heraldo Gonçalves; Amaro e Roberto; Djalma Campos, Zé Carlos, Célio Costa e Raimundinho. Técnico: Ivo Hooffman
Sport Vereniging Transvaal: Baron; Nortan, Suisang, Shordan e Bouschiman; Corte e Wuensley; Vaneburg; Klimsép, Guesser e Roumel. Técnico: não informado

Sampaio Corrêa 2x0 Sport Vereniging Transvaal - 29 de Abril de 1970
Gols: Raimundinho (2 gols)
Sampaio Corrêa: Dudinha; Célio Rodrigues, Serjão, César Habibe e Heraldo Gonçalves; Amaro e Roberto; Paulinho, Walter, Célio Costa e Raimundinho. Técnico: Ivo Hooffman
Sport Vereniging Transvaal: Baron; Ouleres, Suisang, Shordan e Bouschiman; Corte e Wuensley; Vaneburg; Guéssin, Hlein e Roumel. Técnico: não informado




sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sampaio Corrêa do Brasileirinho de 1972

Um belíssimo registro da equipe campeã do Brasileirinho de 1972. A foto foi gentilmente enviada pelo ex-goleiro Paulo Figueiredo, titular da posição do Tricolor naquela competição. A equipe base do Sampaio Corrêa era a seguinte: Jurandir; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Valdecy Lima; Gojoba e Edmilson Leite; Lima, Djalma, Pelezinho e Jaldemir. Técnico: Marçal Tolentino Serra


O polêmico título de 1989 do Moto Club de São Luis

Envolvida por uma expectativa enorme de voltar da viagem trazendo o excesso na bagagem do Troféu de campeão maranhense de 1989, uma delegação atleticana composta por cerca de 50 pessoas, entre as quais o autor deste texto, sob o comando do então presidente Olímpio Sousa Guimarães embarcou com destino a Caxias, interior do Maranhão, onde o Maranhão Atllético Clube, realizaria a sua penúltima apresentação na fase decisiva do campeonato estadual daquele ano. Para comemorar o feito, acompanharam a delegação quadricolor os quatro (pasmem, quatro!) diretores do futebol do clube: Humberto Marçal Pestana Trovão, Antônio Pereira (Óticas Brasil), Zequinha Jansen (Motel Plaiboy) e Hermes Diófano Vasconcellos.

Em Caxias o MAC enfrentou a Caxiense, então comandada pelo advogado Paulo Marinho. A Caxiense já estava eliminada. Uma vitória atleticana por qualquer placar garantiria a conquista do título daquele ano. A Caxiense era treinada por um dos homens mais sérios e respeitados deste Maranhão: Marçal Tolentino Serra.

A retidão do Maranhão Atlético Clube e o respeito que todos que por ali passam têm pelos adversários momentâneos dentro de campo, mas amigos sempre fora dele, não permitiram que o Demolidor de Cartazes voltasse para São Luís com o título. Deca e Joãozinho Neres "comandavam" a Caxiense dentro de campo e, segundo soube-se posteriormente "conversaram" demoradamente com Humberto, Hermes, Pereira e Zequinha. Felizmente, a vigilância e a hombridade de Olímpio Guimarães não permitiram que o rosário de troféus e conquistas do Maranhão Atlético Clube fosse enlameados. O jogo terminou empatado em 1 a 1 e o MAC mantendo incólume sua honra, voltou de Caxias sem o título.

Enquanto isso, em São Luís se enfrentaram Moto e Sampaio Corrêa e os comentários através das rádios que cobriram o jogo não deixavam o futebol maranhense em boa posição moral. Para o bem ou para o mal, não se provou nada e ficou o dito pelo não dito.

Na noite da quarta-feira seguinte MAC e Moto entraram em campo no Castelão para decidir o que já havia sido "decidido" fora dele, segundo comentários de muitos, incluindo os mesmos que "comentaram" o resultado do jogo entre Moto e Sampaio no domingo anterior. Salvino; Everaldo, Lameu, Carlito (Hermes) e Flávio (Rogério Babica); Batista, Ademilson, Daniel e Messias; Bacabal (Hiltinho) e Chiquinho foi o time atleticano que entrou em campo para enfrentar o Moto em jogo arbitrado por Sérgio Henrique de Faray.  O Moto Club foi campeão e o que se disse depois do resultado, mesmo nunca tendo sido comprovado, permaneceu engasgado na garganta de quase todos os torcedores atleticanos.

 Festa pelo título de 89

 Clássico entre Maranhão e Moto 

 Decisão entre MAC e Moto: gol do "Bionicão" Zé Roberto

 Decisão entre MAC e Moto: gol do título

Fonte: http://www.jornalpequeno.com.br/2009/5/12/Pagina107938.htm

Matéria sobre o ex-jogador Beato no Jornal O Imparcial - 25.01.2013