segunda-feira, 3 de junho de 2024

Goleada do Maranhão Atlético Clube sobre combinado da Inglaterra (1937)

Equipe do Maranhão em 1937

Texto extraído do livro "Salve, Salve, Meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube"

Após a reta final do Estadual de 1937 atravessar o ano seguinte, o time maqueano iniciou 1938 mantendo a equipe em atividade para o restante da competição. Após duas vitórias em jogos amistosos diante de Sampaio Corrêa e Automóvel, o clube testaria o seu plantel em mais uma partida preparatória. O curioso, porém, ficou por conta do adversário: “A directoria do Maranhão A. Club firmou contracto com o team de futebol do navio inglez ‘Scarboroug’, para a realização de um jogo [...] no campo da rua do Passeio”. Isso mesmo, um inusitado encontro entre maqueano e ingleses, configurando-se como o primeiro encontro internacional da história do Glorioso.

Tratava-se do Scarborough, um navio da classe Hastings da Marinha Real Britânica, cuja construção iniciou-se em 1929 nos estaleiros de Swan Hunter e Richard Wigham Ltda. Foi lançado ao mar pela primeira vez em 14 de Março de 1930 e comissionado em 31 de Julho do mesmo ano para serviço nas Índias Ocidentais. Em 1930 teve como capitão Agar Augustus, herói da Marinha Britânica na Primeira Guerra Mundial. Em 1931 fez parte do esquadrão da estação das ilhas de Bermudas, território britânico ultramarino. No período da partida contra o MAC, o Scarborough atuava como um iate no deslocamento de autoridades em visita a portos menores, como o de São Luís. Nestes tempos de paz, em que o navio cruzava os mares sem preocupações bélicas, o Scarborough foi pintado externamente de branco.

Esse não seria o primeiro encontro internacional nos gramados de São Luís. O próprio navio inglês aportara em nossa capital em épocas passadas. O Syrio Brasileiro, sabedor da passagem do time da corvela da Armada Real Britânica pela costa maranhense, convidou o Scarborough para um jogo amistoso, em Agosto de 1932, no Campo da Rua do Passeio. Aconteceram duas partidas no mesmo dia: Amapá S. Club 2 a 0 Scarborough, na preliminar, e Syrio 3 a 2 Scarborough, na partida principal. No dia seguinte, a revanche: Syrio 1 a 1 Scarborough na preliminar de Amapá S. Club 1 a 1 Scarborough. Em ambos os jogos nos dois dias, o Scarborough utilizou a sua primeira e segunda equipes. Dois anos depois, novamente um jogo e novamente contra os marujos ingleses: Syrio 5 a 1 Scarborough, dia 08 de Março de 1934.

O combinado de marujos era totalmente desconhecido pelos dirigentes atleticanos. A única informação que se valia naquele momento da crônica esportiva, dos torcedores e dos próprios dirigentes maqueanos era o histórico de confrontos entre as agremiações maranhenses e os clubes mambembes que aportavam em nossa capital e faziam exibições que simplesmente beiravam ao ridículo, quase verdadeiras atrações circenses. Justamente por esses motivos é que o público não acreditava muito nessa história de exibições miraculosas de marinheiros europeus; a impressão era que a vitória do MAC seria facílima. O Glorioso manteve toda a base que pouco tempo depois sagrar-se-ia campeã. Contudo, não se pôde, de antemão, fazer um juízo acertado sobre as possibilidades do Scarborough em nossa capital.

O jornalista Ribamar Bogéa, editor de O Globo e criador das denominações dos clássicos existentes entre motenses, maqueanos e bolivianos, já ressaltava nas páginas de uma das edições do jornal sobre as frustrantes passagens de equipes estrangeiras em nossa capital. Desde os primórdios do nosso futebol, apareceu um quadro inglês para jogar contra o F.A.C., campeão maranhense. A propaganda foi intensa. Anunciaram inclusive que os britânicos eram os mestres da esfera e que iriam virar o F.A.C. do avesso. Todos os jornais de São Luís falavam sobre a exibição dos visitantes, declarando que a mesma seria sensacional. No entanto, a derrocada dos ingleses foi estupenda. Sobre o resultado final do encontro, uma particularidade: Faltaram números para o marcador tal a mediocridade do time britânico.

Outro exemplo de fragilidade desses encontros também vinha do vizinho Pará. A imprensa de Belém, em 1944, fez grande propaganda de um quadro de marinheiros franceses que ia se exibir contra o Clube do Remo. Uma grande publicidade foi trabalhada no confronto entre o Leão paraense e os “famosos craques” da França, inclusive anunciando em rádios de Belém que integrava o XI francês elementos que haviam brilhado em Toulon, Marselha, etc. No dia do jogo, o público compareceu em massa ao campo do Estádio Baenão. Começou o jogo e o bailado azulino foi iniciado. Os franceses nem sabiam controlar a bola. A artilharia do Remo sempre trabalhando e o adversário francês numa atividade louca. “Quando faltavam ainda 10 minutos para terminar a luta, o juiz foi obrigado a dar pro finda a contenda pois não existia mais números no marcador para informar o público o resultado da contenda. 24 x 0 o escore!” (BOGÉA, 1947, p. 3). Todos ficaram decepcionados, chegando inclusive a tentar agredir os promotores do evento. Os marinheiros franceses como futebolistas eram ótimos sapateiros. Para que se diga da ignorância dos marujos da França, basta acentuar que eles não sabiam dar a saída.

O Scarborough era um navio de guerra da marinha da Inglaterra, que, durante passagem pelo nosso país, encostava-se aos portos ao longo da costa brasileira. Como um gesto de cordialidade e uma forma de manter um bom relacionamento por onde passava, promovia partidas de futebol contra o time interno da embarcação, formado por marujos e outros tripulantes de formação menor, a sua maioria sem nenhuma habilidade com a bola. E o Maranhão realmente pôde comprovar essa premissa. O encontro era aguardado com muita euforia pela torcida maranhense A imprensa local deu destaque a partida. Afinal, os marujos eram da terra dos inventores do futebol e supunha-se que pudessem fazer verdadeiras façanhas com a bola nos pés. Os marujos ingleses, segundo dizem, possuem um bom conjunto, relatava um jornal da época. Bom conjunto? Ledo engano.

Para a inédita partida amistosa, o Maranhão reservou seus cracks para esse embate, razão pela qual não enviou seu esquadrão principal, ao festival de domingo, conseio de sua responsabilidade, fez realizar [...] rigoroso treino-preparativo diante de enviar o seu time reserva para o amistoso contra o Tupan no dia 06 de Fevereiro de 1938, cinco dias antes do embate internacional. Às 21 horas do dia 10 de Fevereiro, véspera do amistoso diante do MAC, teve início no Casino Maranhense o baile oferecido à oficialidade do navio, comandado pelo capitão H. S. L. Nicolson. O sr. J. Clissod, que exercia as funções de vice-cônsul do Rei Jorge VI no Estado do Maranhão, visitou a redação do Diário do Norte, a fim de convidar o jornal a se representar na recepção do navio inglês. São Luís seria a primeira cidade brasileira a receber a visita do navio, que já havia aportado em nossa capital em 1932 e 1934.

O Scarborough aportou na Baía de São Marcos, procedente de Trinidade e Tobago, às 11 horas no dia seguinte. Houve recepção às autoridades, imprensa, colônia inglesa e à família maranhense. Às 16 horas, Maranhão e Scarborough adentraram ao campo da Rua do Passeio para o confronto. A diretoria atleticana ainda convidou para o embate o gerente do London Bank of South América, para dar o pontapé inicial da partida. O Glorioso formou com Amado; Orelha e Joamir; Pipira, Clarindo e Mozabá; Caboré, Elesbão, Cotia, Jaime e Diniz. No banco, o time atleticano contou ainda com Diquinho, Bilau, Newton, Roxo, Juracy e Manoel. Diante de um público apenas regular, o primeiro tempo terminou com o resultado de 2x1, favorável ao grêmio local. Na fase final da partida, o time visitante fracassou, conquistando o Maranhão mais cinco pontos. O embate finalizou com o score de 7x1, vencendo os locais.

Os marinheiros ingleses estavam visivelmente sem condições de jogo. Todos os prognósticos possíveis foram confirmados, pois os atletas do encouraçado Scarborough, como jogadores de futebol, não passavam de autênticos marinheiros. Sem exageros, o Maranhão poderia ter vencido por um placar gritantemente elástico, tamanho a mediocridade do adversário. Às primeiras horas do dia 12 o navio inglês prosseguiu viagem para o Rio de Janeiro, com parada em Maceió e na Bahia. Seria o início de uma série de desastrosos jogos amistosos que se iniciara em São Luís, diante do Maranhão.

Tupan 2x1 Sampaio Corrêa – Campeonato Maranhense 1979

O Tupan proporcionou a grande surpresa do campeonato de 1979 ao vencer, na noite do dia 18 de abril de 1979, o Sampaio por 2 a 1, pulando à rente da tabela e podendo mostra no final que time pequeno também tinha vez. Como dois jogadores expulsos, Evandro no primeiro e Gonçalves no segundo, o quadro indígena não se intimidou e o ponto de bonificação que o Tricolor tinha conseguido no jogo anterior, não existia mais naquele momento. O Sampaio precisaria vencer o Maranhão na rodada seguinte, pois do contrário teria sua situação complicada no certame.

O JOGO – o ponto de bonificação que o Sampaio Corrêa havia conquistado na rodada anterior, desapareceu no dia 18 de abril de 1979, quando a equipe boliviana perdeu para o Tupan por 2 a 1 e com os comandados de Pedro Duarte assumindo a liderança do Campeonato Maranhense de 1979. O Sampaio, que vinha de uma vitória diante do Moto, entrou em campo como franco favorito, e se conquistasse a vitória estaria bem situado, porque com o ponto extra, passaria a contar com três pontos e se isolaria na liderança da competição. Entretanto, o Tupan não se intimidou e mostrando que o trabalho do seu técnico Pedro Duarte tinha sido digno, armando um esquema para colocar o Sampaio como falso dominador, e pegar sua defesa desprevenida, acabou por vencer o espetáculo, quando chegou a fazer 2 a 0 no primeiro tempo e somente não vencendo talvez por mais face o centroavante Evandro, jogador experiente, ter procurado sua expulsão de campo, quando o time vencia por 2 a 0, merecendo até ser dispensado da equipe da Madre Deus, pois é atualmente o atleta que amis recebe cartão amarelo em nosso futebol.

No segundo tempo, o Sampaio diminuiu logo no início do espetáculo, e logo após o zagueiro Gonçalves foi expulso de campo, prejudicando as coisas para o Tupan, mas com seus jogadores mostrando uma garra incomum e chegando até o final com o sensacional triunfo. Foi merecido porque atuou quase o segundo tempo com nove elementos, e o Sampaio mostrou mais uma vez que sua peça de ataque não faz mal a ninguém. Ainda tentou Antoninho dar mais potencialidade ao ataque, colocando Adeilson e Cabrera, em substituição a Jorge Luís e Cabecinha, mas a defensiva do Tupan estava bem plantada.



FICHA DO JOGO

Tupan 2x1 Sampaio Corrêa
Local:
Estádio Nhozinho Santos
Renda: Cr$ 29,880,00
Público: não divulgado
Juiz: Francisco Sousa
Bandeirinhas: Júlio César Saraiva e Osvaldo Pestana
Gols: Evandro aos 15 e Airton aos 31 minutos do primeiro tempo; Jorge aos 7 minutos do segundo tempo
Tupan: Jailson; Isaías, Jorge Luís, Gonçalves e Tomé; Ivo, Nascimento e Evandro, Gibi, Pedro e Airton
Sampaio Corrêa: Crésio; Zé Alberto, Jorge, Paulinho e Nélio; Rosclin, Jorge Luís (Cabrera) e Edésio; Prado, Cabecinha (Adeilson) e Nilton

domingo, 2 de junho de 2024

Ferroviário Esporte Clube, campeão maranhense 1971

Extraído do livro "Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital":

O Campeonato Maranhense de 1971 foi vencido pelo Ferroviário, o seu terceiro título estadual, com uma bela campanha, desbancando equipes fortíssimas, como o Sampaio Corrêa do treinador Bero e com alguns grandes nomes em seu elenco (Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo, Gojoba, Prado, Pelezinho, Djalma, Itamar e outros), o Moto Club de Clécio, Faísca, Paraíba e João Bala, e do até então bicampeão MAC, que apresentava em seu elenco nomes como Baezinho, Luís Carlos, Sansão, Riba, Dario e a dupla Hamilton e Croinha. O Ferrim foi campeão de ponta a ponta, vencendo os dois turnos. O título, porém, somente pôde ser comemorado após um imbróglio envolvendo uma partida anulada diante do Graça Aranha e que teve de ser novamente disputada praticamente dois meses após o término da competição. Coisas do nosso futebol.

Ferroviário e Moto Club abriram o Estadual daquele ano na tarde do dia 23 de maio, no Municipal. Comandado pelo experiente treinador Marçal Tolentino Serra, a equipe da RFFSA, para a sua estreia, sentiu a falta da presença de área com a ausência de Mineiro, inativo por alguns dias. E a falta de ritmo e de todos os titulares seria sentida logo na abertura do certamente de 1971. Assim perfilaram as duas equipes: o Moto, do técnico Antônio Pereira, com o concurso de Josafá; Reinaldo, Dodó, Clécio e Romildo; Faísca e Toca; Pedrinho, Paraíba, João Bala e Palheta; o Ferrim com Marcial; Paulo, Alzimar, Vivico e Zulu; Valdinar e Santana; Joari; Gimico, Carlos Alberto e Coelho. Faísca foi o autor do gol da vitória rubro-negra, assinalado aos 15 minutos do primeiro tempo, após um tiro de longe que o goleiro Marcial não conseguiu deter.

Após previsíveis vitórias diante dos inexpressivos Vitória do Mar e São José, o Ferrim não passou de um empate sem abertura de contagem diante do Sampaio Corrêa. Sem Antônio Carlos e Edson, o time da RFFSA, reduzido a nove homens, aguentou a pressão boliviana, que lançou a campo uma forte equipe: Alemão; Célio Rodrigues, Neguinho, Nivaldo e Geraldo; Noberto e Gojoba; Prado, Zé Carlos e Pelezinho. Pelas circunstâncias, o empate ficou de bom tamanho, com o time ainda se ajustando taticamente em início de competição.

A vitória diante do Bode Gregório na rodada seguinte foi tão comemorada que o jornalista Ribamar Bogéa, titular do Jornal Pequeno, gravou uma paródia de sua autoria sobre o feito dos Ferrins (paródia criada sobre a música “Essa Moça Está Diferente”, do consagrado Chico Buarque de Holanda). Os compactos, horas depois, foram tocados no Parque do Bom Menino e nas principais emissoras locais (numa época em que o nosso futebol era levado mais a sério e a cidade parava para prestar atenção nos fatos que aconteciam em nossas praças esportivas). Eis a letra:

O famoso bode, coitado, com joguinho lero-lero. Foi pelo trem esmagado, apanhou de dois a zero. O avante Carlos Alberto, na fase inicial, com endereço bem certo fez tento sensacional. Veio a fase complementar, quando a partida esquentou. Mineiro, espetacular, a vitória consolidou. O Ferrim está vem contente com a vitória que alcançou. E o Bode bem doente, de dois a zero apanhou.

Mineiro, aliás, havia assinado com o Ferrim dias antes e estreado contra o Maranhão. Apesar da grande comemoração, o Ferrim caiu diante do Graça Aranha na rodada seguinte, mas, por ironia do destino, esse seria o jogo que mudaria o rumo do campeonato e daria mais um título para a galeria do Ferroviário.  

No Segundo Turno, após empates diante de Maranhão e Sampaio e a boa vitória frente aos rubro-negros do Moto Club, o Ferroviário goleou impiedosamente o Vitória do Mar por 7 a 0, este último sem nenhuma aspiração na competição. Com a conquista, o representante da Estrada de Ferro foi declarado então o campeão do certame de 1971, com o Sampaio alcançando o vice-campeonato. A federação, porém, forçou o novo encontro entre Ferrim e Graça Aranha (GAEC), na partida que acabou anulada ainda no Primeiro Turno, pela escalação irregular de um atleta do GAEC.

Em nova partida, realizada no dia 24 de agosto, no Nhozinho Santos (quase um mês após o término do campeonato), as duas equipes lançaram as suas formações consideradas ideais: o Ferroviário com Martins; Airton, Alzimar, Antônio Carlos e Carrinho; Valdinar, Joari e Carlos Alberto; Edson, Mineiro e Coelho; o GAEC, treinado pelo radialista Fernando Sousa, atuou com Vilenor; Mário, Castelo, Sebastião e Catel; Wilson, Baldez e Raimundinho; Burunga, Chico e Moraes.

O Graça Aranha entrou em campo com o intuito de prejudicar o andamento da partida contra o Ferroviário. A maioria dos seus atletas fez o que bem entendeu em campo, principalmente o lateral Catel, que não foi excluído de campo talvez por temor do juiz José Salgado, que não teve o pulso necessário para expulsá-lo, preferindo terminar o jogo com quase todos os jogadores, exceção feita a Baldez, que resolveu chamar nomes obscenos e recebeu o cartão vermelho aos 35 minutos do primeiro tempo. O Ferroviário encontrou um adversário fácil pela frente, mas se atrapalhou todo, com um Ailton jogando mais uma vez abaixo da crítica e não aproveitando a vantagem de o adversário não possuir ponta-esquerda. O Ferroviário marcou no primeiro tempo através de Edson e Mineiro; na etapa final, Valdinar, cobrando falta, e Carlos Alberto deram números finais, numa partida em que o representante da RFFSA dominou inteiramente seu adversário e conquistou o título de campeão maranhense agora em definitivo. Após a goleada sobre o Graça Aranha, o Ferrim realizou sua festa na sede do clube, que se prolongou até a madrugada.

A CAMPANHA

Primeiro Turno
23/05/1971-Moto Club 1x0 Ferroviário
26/05/1971-Ferroviário 5x0 Vitória do Mar
09/06/1971-Ferroviário 1x0 São José
13/06/1971-Sampaio Corrêa 0x0 Ferroviário
20/06/1971-Ferroviário 2x0 MAC
23/06/1971-Ferroviário 0x2 GAEC (*)

Segundo Turno
07/07/1971-MAC 1x1 Ferroviário
11/07/1971-Ferroviário 0x0 Sampaio Corrêa
14/07/1971-Ferroviário 2x1 Moto Club
25/07/1971-Vitória do Mar 0x7 Ferroviário
24/08/1971-GAEC 0x4 Ferroviário

(*) Jogo anulado pelo TJD. A partida foi realizada no dia 24 de Agosto

Americano 2x3 Maranhão – Campeonato Maranhense 1991

Embora o ataque tenha voltado a pecar nas finalizações, o Maranhão estreou bem na segunda etapa do primeiro turno do Campeonato Maranhense de 1991, ao derrotar o Americano por 3 a 2, no dia 01 de julho de 1991, no Estádio Correão, em Bacabal.

O objetivo do Maranhão, mesmo jogando na casa do adversário, era trazer a vitória para facilitar a classificação para i quadrangular final do primeiro turno no jogo de volta, em São Luís. O quadro atleticano armou um esquema fechado, com três volantes, sem esquecer, entretanto, o poder ofensivo. Como ia jogar na casa adversária, Arlindo Azevedo recomendou aos seus atletas que ficassem esperando o Americano na defesa para explorar a velocidade do seu jovem ataque.

A estratégia deu certo e o Americano, que começou atacando, se deu mal, tanto que o Maranhão marcou 1 a 0 através de Elzo, ainda no primeiro tempo, abrindo caminho para a vitória. O Maranhão, todavia, não contava com a reação do Americano, que empatou a partida aos 42 minutos, ainda no primeiro tempo, depois de uma jogada pelo meio de área.

Para o segundo tempo, já sabendo do que o Americano seria capaz, o Maranhão voltou para ganhar a partida. Logo na saída da bola, numa jogada ensaiada no Parque Valério Monteiro, o Glorioso fez 2 a 1 por intermédio do atacante Zé Cláudio, surpreendendo a defesa bacabalense.

O Maranhão se tranquilizou mas no placar aumentando a vantagem para 3 a 1 aos 7 minutos, com Roberto, de cabeça, fazendo um bonito gol.

O Americano, porém, deu um susto no Maranhão, diminuindo o escore para 3 a 2, aos 10 minutos. O gol foi de Roxo, depois de uma confusão na área atleticana.

O Americano forçou o empate e ai abriu a sua defesa, só que o ataque do Maranhão não soube se aproveitar perdendo muitas chances por falta de tranquilidade. Apesar de tentar, o Americano não conseguiu empatar a partida e terminou mesmo com a vitória do Maranhão por 3 a 2. Com o triunfo, o Maranhão deu um grande passo para se classificar às finais do primeiro turno. Para perder a vaga, o Maranhão terá que perder para o Americano, em São Luís, com dois gols de diferença.

Zagueiro Renato, do Maranhão, na partida contra o Americano no Correão em Bacabal

FICHA DO JOGO

Americano 2x3 Maranhão
Local:
Estádio Correão (Bacabal)
Renda: Cr$ 107.000,00
Público: 207 pagantes
Juiz: Jackson da Silveira
Bandeirinhas: Manoel Cavalcanti e Domingos Dutra
Americano: Spíndola; Germires, Basquete, Júnior e Pedro; Marlon, Mauro Sérgio (João Melo) e Roxo; Bena, Cláudio Bizuca e Edu
Maranhão: Clemer; Reginaldo, Roberto, Renato e Djalma; Ari (Chita), César e Elzo; Mael, Zé Cláudio e Wellington

sábado, 1 de junho de 2024

Maranhão 0x0 Sampaio Corrêa – Campeonato Maranhense 1978

Para muitos, o Maranhão aparecia com maiores possibilidades de vencer o clássico do dia 08 de abril de 1979 (válido pelo Estadual de 1978) frente ao Sampaio Corrêa, devido aos 3 a 0 aplicados no Moto e face seu adversário não vir se apresentando bem, onde a falta de gols, fator preponderante do time, não corresponder à expectativa. Entretanto, o Mais Querido não se intimidou e mesmo com Cabrera jogando na cabeça de área porque Jorge Luís não passou nos testes de campo realizado pela manhã, aguentou o empate no primeiro tempo, e graças à mexida feita pelo técnico Antoninho no intervalo, colocando Bimbinha exclusivamente no meio-campo, o time dominou as ações e merecia ter saído de campo com o triunfo.

Os estreantes do Maranhão não chegaram a agradar, principalmente o meia-armador Stélio, apontado como craque, mas que deixou saudades do titular Soeiro, que fez enorme falta ao time maqueano. Perdendo o duelo do meio-campo na fase final, quando Bimbinha desarrumou o sistema atleticano, o Maranhão não poderia desejar outra coisa que não o empate, num bom resultado para quem jogou tão mal, não repetindo a brilhante atuação contra o Moto. Silvinho, o ponteiro-esquerdo foi outro que não agradou de maneira alguma, não passando uma vez por Zé Alberto e falhando nos cruzamentos. Ademais, um erro capital cometido pelo técnico Arizona, ia proporcionando a derrota atleticana.

Quando Walter crescia de produção, não dando margens a que Ferreira subisse para alimentar o ataque, o treinador tirou-o para colocar Noel, que estreou sem nada produzir, quando deveria ter mexido no meio-campo, com a entrada de Ferreira, que era para arrumar as coisas. E Noel, nada disse em campo, dando margens a que Ferreira se constituísse em um sexto atacante e passasse o Sampaio a insistir pela esquerda, por ai sim Bimbinha se converteu em meio-campista e como é um jogador ágil e que sabe trabalhar com a bola, era constantemente dono das maiores jogadas. E em duas bolas cruzadas por Prado, quase que o Sampaio conseguiu a vitória.

O empate foi bom resultado para o Maranhão, que no segundo tempo foi inteiramente dominado pelo adversário. Nem Émerson nem Stélio se entendiam e o Tricolor deitou e rolou, com a subida de produção de Cabrera, que se firmou na cabeça de área, deixando Rosclin mais livre ao lado de Adeilton, que deu mais potencialidade ao ataque, depois que substituiu a Beto. Tivesse o Sampaio um centroavante que soubesse marcar gols, talvez ganharia o espetáculo, porque, na verdade, Cabecinha está inteiramente fora de forma, ou com seu futebol se acabando.







FICHA DO JOGO

Maranhão 0x0 Sampaio Corrêa
Data:
08 de abril de 1979
Local: Estádio Nhozinho Santos
Público: 13.170 pagantes
Renda: Cr$ 295.460,00
Juiz: Jaime Batista/PA
Bandeirinhas: José Salgado e Raimundo Lima
Sampaio Corrêa: Crésio; Zé Alberto, Jorge Travolta, Paulinho e Ferreira; Cabrera, Rosclin e Beto (Adeilton); Prado, Cabecinha e Bimbinha. Técnico: Antoninho
Maranhão: Marcelino; Célio Rodrigues, Tataco, Cleuber e Oliveira; Emerson, Carlinhos e Stélio; Valter (Noé), Baiano e Silvino (Dario). Técnico: Arizona

Sampaio Corrêa 0x3 Ceará - Campeonato Brasileiro 1986 [VÍDEO]

 
FICHA DO JOGO

Sampaio Corrêa 0x3 Ceará/CE
Data:
03 de setembro de 1986
Local: Estádio Castelão
Renda: Não divulgada
Público: 12.203 pagantes
Juiz: Manoel Serapião/BA
Bandeirinhas: José Barbosa e José Carlos Barreto/BA
Gols: Biluca (contra), Petróleo e Rubens Feijão
Sampaio Corrêa: Moreira; Biluca, Dedé (Ivanildo), Luís Carlos e Paulo Lifor; Zé Carlos, Rubinho e Mateus (Meinha); Edinho, Santana e Marco Antonio. Técnico: Geraldo Duarte
Ceará/CE: Salvino; Everaldo, Djalma, Argeu e Milton Lima; Serginho, Rubens Feijão e Lira; Hamilton Rocha, Petróleo e Gilson Sodré (Bebeto). Técnico: Caiçara

Moto Club 0x0 Sampaio Corrêa - Campeonato Maranhense 1980 [VÍDEO]

Moto Club 0x3 Maranhão – Campeonato Maranhense 1978

O Maranhão conquistou o direito de lutar em igualdade de condições com Sampaio e Moto pelo ponto de bonificação para o turno final do Campeonato Maranhense de 1978 ao vencer na noite do dia 04 de abril de 1979 (válido pelo Estadual de 1978) ao time do Moto por 3 a 0, com gols anotados nos 22 minutos iniciais da fase complementar, e desperdiçando oportunidades de marcar maior número de gols em seu adversário.

O time do Moto, com um meio de campo onde Tião e Rogério não se entenderam em momento algum, nem com a entrada de Beato, ficando Toninho Abaeté na suplência, não equilibrou o jogo em momento algum, e se o adversário não decidiu a partida na primeira etapa, deve-se ao fato do desperdício de oportunidades, principalmente por Riba, que fugiu muito da área, depois de espantado por Gaspar e Vivico.

Antes de completar a primeira volta do ponteiro no segundo tempo, Carlinhos Inaugurou o placar, atirando de pé direito o no ângulo direito da meta de Higino, de fora da área, aumentando Riba em jogada sensacional aos 18 minutos, em um contra-ataque, quando fintou a Vivico e chutou de pé trocado, e encerrando o placar, Carlinhos aos 22 minutos, aproveitando-se de uma deixa do arqueiro motenses, depois de uma falta cobrada por Tataco.


FICHA DO JOGO

Moto Club 0x3 Maranhão
Local:
Estádio Nhozinho Santos
Renda: Cr$ 309.596,00
Público: 13.916 pagantes
Juiz: Manoel Amaro de Lima/PE
Bandeirinhas: Renato Rodrigues e Roberval Castro
Gols: Carlinhos a 1 minuto, Riba aos 18 e Carlinhos aos 22 minutos do segundo tempo   
Moto Club: Zé Higino; Gonçalves, Gaspar, Vivico e Breno; Rogério (Beato), Tião e Edmilson Leite; Caio (Galego), Luís Paulo e Alberto. Técnico: Marçal Tolentino Serra
Maranhão: Marcelino; Célio, Tataco, Cleuber e Antônio Carlos (Ferreira); Emerson, Carlinhos e Soeiro; Valter, Riba e Sabino (Dario). Técnico: Arizona

Sampaio Corrêa 4x0 Caxias – Campeonato Maranhense 1991

Debaixo de chuvas e com certas facilidades, o Sampaio Corrêa sagrou-se na noite do dia 21 de fevereiro de 1991 campeão do segundo turno do Campeonato Maranhense ao derrotas o Caxias por 4 a 0, depois de 2 a 0 na primeira etapa. A equipe visitante, muito frágil, mostrou que só pode endurecer as partidas travadas em seu próprio campo, já que pela segunda vez que atuava em nossa capital levou duas goleadas, pois a primeira foi para o Moto por 5 a 0.

Mesmo com o Sampaio todo quebrado e sem poder contar com Paulinho e Cabrera e lançando os juvenis Batista e Renato, o Caxias não foi o adversário a altura do Sampaio e sua pretensa retranca armada para tentar o empate ou ganhar o jogo em contra-ataques não deu certo, porque aos 11 minutos o médio Rosclin, que marca gol de ano em ano, chutou sem apelação para inaugurar o placar.

No tempo final, se os caxienses voltaram com disposição de diminuir a contagem, isto foi de imediato desfeito. Antes de transcorrer os primeiros trinta segundos o ponteiro-esquerdo Bimbinha venceu o lateral Matos na corrida e atirou para marcar o terceiro gol. Logo após, era Cabecinha quem marcava o quarto e último gol. Depois disso, o Caxias resolveu fazer uma ´serie de mexidas no time, colocando goleiro no ataque e atacante na defesa e o jogo passou a transcorrer em ritmo lento, com o Sampaio se poupando porque jogaria na sexta-feira seguinte em Sobral, com a delegação viajando para a cidade cearense logo após o jogo diante do Caxias.

O Sampaio Corrêa formou com Caju; Batista, Zé Alberto, Jorge e Ferreira; Rosclin, Eliézer (beto) e Juarez; Renato, Cabecinha e Bimbinha; o Caxias com Vela; Matos, Chicão, Toquinho e William; Gonçalo, Sipituba e Naldo (Índio II); Cabo (Zé William), Boré e Bidico