quarta-feira, 9 de abril de 2014

Durvalino Lobão, do Maranhão e Ferroviário

Maranhão em 1946: em pé - Aldo, Nezinho, Alberto, Manoel Cotia, Durvalino, Castelar, Walter, Moura, Ananias e Edgar (técnico); agachados - Juarez, Toninho, Coelho, Mercy, Becão, Arel e Erasmo

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão

Jogar para Durvalino foi um grande passatempo. Fez parte do Maranhão Atlético Clube. Atuou em várias posições. Gostava da defesa. Também compôs o time de estreia do Ferroviário Esporte Clube, em 1954. Temperamental, acumulou no currículo inúmeras expulsões, a exemplo do ídolo rebelde Heleno de Freitas, do Botafogo. Fora dos gramados, trabalhava para levar uma vida tranquila. Ajudou muito os jogadores. Hoje, aos 77 anos de idade, diz que o futebol foi mais importante para ele do que ele para o futebol.

Durvalino esclarece que não foi craque, ao contrário dos irmãos mais velhos Leônidas (lateral e ponta-direita, jogou no MAC) e Ubaldo (atacante que chegou ao América, Vasco e Olaria). “Eles é que jogavam e me deixava influenciar”.

A paixão pelo futebol dos irmãos nasceu cedo. Conta Durvalino que, sendo moradores do Bairro de São Pantaleão, eles iam “rasgar o dedo do pé” nos campos do Tabocal e da Vila Bessa, mesmo contra a vontade do pai. “Meu pai não tolerava futebol e sempre prometia dar uma surra na gente. Cansou de brigar e desistiu porque não houve jeito de a gente parar”.

Quando Leônidas e Ubaldo chegaram ao MAC, Durvalino acompanhava os treinos no Campo do Luso, onde hoje está o Hospital Português e o SENAC. Levava a chuteira na mão para caso precisassem de alguém para completar a reserva. Foi assim que por volta de 1944 entrou para a lateral-direita como um quebra-galho e ficou no clube jogando como um não-amador. Não recebia salário. Participava do “bicho”, mas doava a parte que lhe cabia aos colegas mais pobres. “Eu trabalhava no comércio e futebol pra mim era pura diversão. Por isso não fazia questão dos bichos”. Para treinar e disputar as partidas à tarde, teve que fugir inúmeras vezes do trabalho.

Em campo, Durvalino estava sempre pronto a ajudar. Na lateral-direita ou na meia-direita, sua maior preocupação era a marcação. Brigão, se desentendia com os árbitros. “Quando eu achava que tinha razão, lutava pelos meus direitos. Cheguei a ir aos tapas com o árbitro Heitor Nunes, irmão do falecido Jafé Mendes Nunes”. Como consequência da indisciplina, “sina-braba” (como era chamado pelos mais íntimos) pegou 60 dias de suspensão.

Na década de 1950,trabalhando como agente especial da estação da Estrada de Ferro (REFFSA), continuava com a bola. Já próximo de completar 30 anos, atou na estreia do Ferroviário Esporte Clube, em 19 de Janeiro de 1954, no Estádio Santa Izabel lotado. O FEC perdeu para o Palmeiras de Caxias por 6 x 1 jogando com Sousa Castro; Ademar e Carlito; Lobato, Justino (Clóvis Viana) e Rangel; Maçarico e Durvalino; Rui, Negão e Domingos (Sabia II).

Durvalino jogou por longos 10 anos. Muitos lembram dele como o raçudo que, enquanto esteve em campo, vestiu com amor as camisas do MAC e do Ferroviário. Desentendia-se frequentemente com adversários e árbitros, mas era amigo dos companheiros de equipe e fazia sucesso com as garotas. Magro, alto para os padrões das época, pele clara, cabelos pretos e olhos azuis, teve muitas namoradas, às vezes tomadas dos próprios amigos. Viveu com 12 mulheres. Hoje apenas a filha Maiane mora com ele.

PÔSTER - Ferroviário Esporte Clube - Terceiro Colocado Campeonato Maranhense 1968


terça-feira, 8 de abril de 2014

Novo PARTIDO DO BODE - aniversário de 2 anos

 
No dia 08 de Abril de 2012, o neto do saudoso Napá, Gustavo Tanus, resolveu homenagear o seu avô, aquele que em vida muito contribuiu para o Glorioso, e reativou o Partido do Bode, sob o aval de dirigentes e torcedores mais antigos. O Partido chegou em sua nova versão ao público como uma justa e merecida homenagem a Carlos Dias, simbolicamente representado pelo mascote Napazinho. No dia 19 de Maio de 2012, o próprio Gustavo Tanus prestou uma linda e emocionante homenagem ao único fundador vivo da torcida, José Oliveira, o conhecido Fogoió. Gustavo entregou-lhe uma placa, uma camisa e uma bandeira do Partido do Bode, deixando-o muito emocionado. 

 Homenagem a Fogoió

A proposta do novo Partido do Bode é levar às arquibancadas o maior número possível de torcedores e simpatizantes do Maranhão e resgatar no torcedor o sentimento de amor pelas cores atleticanas e a volta da torcida aos estádios. Gustavo Tanus, um dos idealizadores do novo Partido do Bode, é um dos mais apaixonados e militantes torcedores maqueanos. Apesar de não ter conhecido o seu avô, o Napá, falecido na década de 1960, Gustavo resolveu homenagear aquele que em vida dedicou boa parte do seu tempo e energia em prol do Demolidor de Cartazes. Oriundo de uma família legitimamente maqueana (o seu tio, França Dias, foi um dos Presidentes do Maranhão na década de 1990), Gustavo agora revitaliza aquele que é considerado o primeiro grupo de apoio a um clube do futebol maranhense, o Partido do Bode.

A HISTÓRIA DO PARTIDO DO BODE

  Atleticanos de outro naipe, queremos pretensiosamente, render uma homenagem à família Pinto Dias, uma das mais dignas e tradicionais que emolduram o futebol maranhense. E, para isso, pesquisamos com os elementos que se tornaram possíveis, desde o dia 24 de setembro de 1932 – e como aprendemos! – passando pelo maqueano de corpo e alma, Carlos Fernandes Dias – NAPÁ – e a sua tradicional família Pinto Dias, onde todos são quadricolores no Maranhão, e uma grande maioria torce pelo Fluminense/RJ.

História do MAC pode ser transformada num livro. É muito bonita e existe muita coisa boa para contar. Não há um só atleticano que não tenha dado quase tudo de si pelo clube, pelo time e principalmente pela moralidade e dignidade do futebol que se pratica nesta terra.

Entre esses muitos homens, um é Carlos Fernandes Dias, falecido em 1963 – o ano em que seu clube conquistou o campeonato estadual com grande contribuição sua com formação inesquecível: Lunga; Neguinho, Vareta, Clécio e Negão; Zuza e Barrão; Valdecyr, Wilson, Croinha e Alencar, mas que não viveu o suficiente para assistir a final – cabeça de uma família maranhense por tradição torcedora do Bode.

 Napá

 Integrantes do primeiro Partido do Bode

Falar em Carlos Fernandes Dias é complicado. A maioria o conheceu pelo apelido Napá. Pois, Napá, residiu inicialmente na Rua de Santo Antonio, 188, onde conheceu e namorou Luzia Pinto Dias, que viria constituir a árvore genealógica da família Pinto Dias. Depois mudou para a Rua Catulo da Paixão Cearense, onde ainda hoje estão vivificando suas raízes.

Napá, comerciante estabelecido no João Paulo – onde tinha o hábito quase diário de receber atleticanos, inclusive o treinador. Antes, no comércio da Rua da Palma, recebia também o então técnico Carlos Verry e, formando o time com grãos de milho, pedia ao treinador atenção para aquela formação.

Embora o time de 1963 tenha sido campeão estadual, para Napá, a melhor formação atleticana foi a do time de 1957: Derval; Zé Artur, Nunes, Cabeça e Moacir Bueno; Nélio e Maçarico; Jaime (Edson Moraes Rêgo), Moraes, Toca (Cabôco) e Carne Assada (Alencar).

Vianense de nascimento – 8 de novembro de 1919 – Napá, casado com Luzia Pinto Dias, foi o pai de Antonio Carlos Pinto Dias, o Totó (campeão estadual do “Jogo do Prego”); Luceline Dias Almeida, a Teteca; Luís Carlos Pinto Dias, Raimundo Carlos Pinto Dias; José Carlos Pinto Dias, o Zeca Gordo; Francisco Carlos Pinto Dias, o França; Lucília Pinto Dias e Lúcia Maria Dias Ferreira.

Napá faleceu em São Luís a 11 de novembro de 1963 e não conheceu a maioria dos 12 netos. Foi integrante do famoso e tradicional “Partido do Bode”, grupo constituído com a finalidade principal de ajudar de várias formas a agremiação atleticana. Na foto editada nesta matéria podem ser vistos Napá, José Oliveira (Fogoió), Heitor Guterres (Vitrola), Jaime Paiva (Boquinha), Frazão (Barrigudo), Habibe, Zé Antena. Desses, apenas Fogoió está vivo e reside em Bacabal, interior do Maranhão.

Dos filhos de Carlos Fernandes Dias, apenas Francisco Carlos Pinto Dias, o França, aceitou ser presidente do Maranhão Atlético Clube, sendo também o único mandatário quadricolor, até o momento, a conqusitar um tricampeonato. Na gestão, França Dias foi tricampeão estadual profissional, tricampeão júnior e campeão estgadual de Handebol feminino.


CONTATOS COM O PARTIDO DO BODE

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FOTOS DO PARTIDO DO BODE












VOTAÇÃO - Qual o maior ídolo da história do seu clube?

Está chegando ao fim a votação para a eleição do maior ídolo dos clubes maranhenses. Na parcial, Jack Jone (Moto Club), Rodrigo Ramos (Sampaio Corrêa), Tutinha (Ferroviário) e Bacabal (Maranhão) lideram a votação. Torcedor, participe, votando até o próximo domingo, dia 13 de Abril.

VOTE AQUI

 




Mascote, o maior goleador em uma única partida no Brasil (Sampaio Corrêa - 1934)

Texto sobre o goleador boliviano Mascote, do Sampaio Corrêa, destacando o seu recorde nacional de gols, realizado no dia 02 de Setembro de 1934. Texto extraído do Jornal Pequeno, de Março de 1957.

 Jogador Mascote com a camisa do Sampaio Corrêa

Recorde de gols

Durante muito tempo, formou na linha atacante do Sampaio um jogador conhecido pelo apelido de Mascote. Durval Broxado era o seu verdadeiro nome. Entroncando, baixinho, com menos de 1m50 de altura, Mascote (já falecido) descoberto que fora, em 1929, nas peladas na rua do Outeiro pelo coach Valdemar Almeida, envergou, pela primeira vez, a jaqueta do Tricolor de São Pantaleão, jogando contra o Tupan, ao lado de Lobo, Café, Turrubinga, Mindiquinho, Pivide, Aarão, Cândido, Massariquinho e outros grandes craques do passado, tornando-se, com o correr dos anos, um dos melhores insiders que o futebol maranhense já possuiu.

Mascote sempre foi um grande artilheiro, autor de fintas espetaculares e constituía uma ameaça constante a qualquer goal-keeper sempre que pisava no gramado. Suas jogadas empolgavam a torcida e eram verdadeiros espetáculos. Em mais de uma década, seu nome de guerra andou na boa dos aficionados. Ele era o ídolo da hinchada do grêmio mais querido da cidade.

Lendo o diário de sua vida esportiva, anotamos que o infernal atacante realizou centenas de jogos interestaduais, formou em sete selecionados maranhenses e foi bi-campeão invicto pelo Sampaio Corrêa, em 1933 e 1934 e campeão invicto pelo mesmo time em 1940 e 1944.

Contou-nos Mascote, certa vez, que a maior emoção sentida em toda a sua carreira de foot-baller verificou-se quando do grande jogo, realizado no campo da rua do Passeio, entre o selecionado paraense e o Sampaio. Referido jogo terminou com o empate de 1 goal, acertando-se que antes o clube marajoara já havia vencido as 4 partidas em nossas canchas.

Aquele tempo era sobre Mascote que recaiam todas as esperanças da torcida, ao se realizarem temporadas interestaduais em São Luiz. Geralmente, ele conquistava os goals das vitórias ou dos empates para as nossas cores. Outro mérito do avante boliviano era o de ser exímio cobrador de pênaltis. Todavia, apesar disso, tendo sido encarregado de bater uma penalidade máxima contra o Sport Club Bahia, estando o Sampaio perdendo de 2x1, falhou, lamentavelmente, no goal de empate, por motivo de uma contusão no pé, dando oportunidade para que o arqueiro do clube visitante segurasse a pelota. Injuriando-se por isso, Mascote nunca mais quis saber de cobrar pênaltis.

Em 1946, Mascote abandonou, definitivamente, o esporte, deixando, porém, assinalado um grande feito nos anais do nosso futebol. Quando do jogo em que o Sampaio lavou o Santos Dumont F. Club, pelo escore de 20x0, foi ele o herói da tarde, marcando 13 dos 20 goals conquistados pelo tricolor de S. Pantaleão.

 Sampaio Corrêa em 1945: Em pé - Tarrindo, João Cinco, Cacaraí,Maçariquinho, Aldo, Domingão e Crepe Sola. Agachados - Maçaricão (técnico), Fatiguezinho, Amorim, Mascote, Manoel Cotia e Ferreira

Jogador Mascote no Sampaio Corrêa em 1940. Em pé: Beneditinho, Leocádio, Ferreira, Brandão, Manoel Cotia e Mascote. Agachados: Clarindo, Diquinho, João Cinco, Caranguejo, Tarrindo, Maçariquinho e Domingão

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PÔSTER - Maranhão Atlético Clube (1974)


VÍDEO - Família cultiva a paixão pelo Sampaio Corrêa

Vídeo exibido pela TV Guará

Moto perde em casa para o Coroatá - 1996


Texto extraído do Jornal O Estado do Maranhão de 17 de Julho de 1996

O Moto perdeu de 1 a 0 para o Coroatá ontem no Estádio Nhozinho Santos num jogo em que não mereceu melhor sorte, devido a falta de criatividade do time rubro-negro, o que provocou protestos da torcida, começando pelo Presidente José Raimundo Rodrigues, que anunciou mudanças radicais a partir de hoje no Papão.

No primeiro tempo, o Moto foi completamente envolvido pelo adversário. Levou o gol aos 34 minutos, quando a defesa, a peça mais fraca da equipe, vacilou e permitiu que Aldo chutasse para o fundo da meta confiada ao goleiro Júnior.

No segundo tempo, o Coroatá se encolheu um pouco e o Moto melhorou, não o suficiente para empatar ou ameaçar o último reduto do goleiro Everaldo. Os motenses pecaram muito nas finalizações.

O tiro de misericórdia do Coroatá foi dado aos 39 minutos do segundo tempo, quando o veterano Jorge Veras acertou a cobrança de falta de fora da área e fez 2 a 0. Depois disso, foi só o Coroatá esperar o tempo passar para comemorar a importante vitória, que levou seu time para a terceira posição do campeonato, ao lado do Bacabal, agora com 15 pontos ganhos e inda em condições de brigar pelo título.

A derrota deixou o Moto quase sem chances de ser o primeiro colocado do primeiro turno. O rubro-negro permanece com apenas 13 pontos, nove pontos atrás do Maranhão, que continua na liderança.

O goleiro Júnior, caído, Da Silva (3) e Mauro (8) apenas assistem a bola entrar no primeiro gol do Coroatá

 FICHA DO JOGO

Moto Club 0x2 Coroatá
Data:
16 de Julho de 1996
Local: Estádio Municipal Nhozinho Santos
Juiz: Marcelo Filho
Bandeirinhas: Adegilson Cavalcante e Rui Frazão
Renda: R$ 2.208,00
Público: 578 pagantes
Gols: Aldo aos 34 minutos do primeiro tempo; Jorge Veras aos 39 minutos do segundo tempo
Moto Club: Júnior; Betinho (Everaldo), Touro, Da Silva e Paulo Sérgio; Mauro (Kenilson), Edmilson e Big (Gil); Mael, Bacabal e Alessandro. Técnico: Rosclin Serra
Coroatá: Everaldo; Edmar, Jurandir, Henrique e Nivaldo; Aldo, Lê e Ulisses (Valdeir); Adão, Raimundo (Jamaica) e Jorge Veras. Técnico: Coca-Cola

MAC vence e estraga festa do Bacabal - 1996


Matéria extraído do Jornal O Estado do Maranhão, de 05 de Agosto de 1996

O Maranhão estragou a festa que o Bacabal tinha preparado para comemorar a conquista do primeiro turno do Campeonato Maranhense. O time atleticano derrotou o BEC por 2 a 0, na tarde/noite de ontem, no Estádio Castelão, resultado que confirmou o título do turno do Sampaio Corrêa. O Bacabal precisava vencer para ser campeão.

Mesmo com a vitória, o Maranhão não se classificou para o turno final, pois chegou junto do Bacabal, em pontos ganhos, mas acabou perdendo o título de vice-campeão pelo maior número de vitórias. O Bacabal teve 8 vitórias e o Maranhão apenas 7.

No jogo de ontem, o Bacabal começou atacando. O time azulino desperdiçou grandes oportunidades nos primeiros vinte minutos. Dai pra frente, o Maranhão passou a dominar as ações, até que fez 1 a 0 aos 38 minutos, através do atacante Reginaldo Santos.

Com a vantagem de 1 a 0, o Maranhão voltou para a etapa final mais tranquilo. O treinador Meinha tentou mudar o panorama da partida. Fez duas alterações na expectativa de tornar seu time mais ofensivo. Tirou Tião Santos e Márcio e colocou dois atacantes. As mudanças, entretanto, não surtiram efeito.

O Maranhão, na fase final, melhor no jogo, fez o segundo gol aos 32 minutos. O gol foi de Josemar, que recebeu bom lançamento do estreante Álvaro e teve categoria para desvio do goleiro.


FICHA DO JOGO

Maranhão 2x0 Bacabal
Data:
04 de Agosto de 1996
Local: Estádio Castelão
Renda: R$ 437,00
Público: 137 pagantes
Juiz: Antônio Araújo Ribeiro
Bandeirinhas: Marcelo Filho e José Melônio
Gols: Reginaldo Santos aos 38 minutos do primeiro tempo; Josemar aos 32 minutos do segundo tempo
Maranhão: Flávio; Joquinha, Júnior Otávio e Roberth; Dico, Josemar, Reginaldo I (Miúdo) e Álvaro; Reginaldo Santos (Válbson) e Romildo. Técnico: Arlindo Azevedo
Bacabal: Baby; Márcio (Mauro Sérgio), Cabecinha, renatoe Djalma; Oliveira Sobrinho, Vinícius, Tião Santos (Cabeça) e Sabido; Batistinha e Preto. Técnico: Meinha