quarta-feira, 19 de março de 2014

Heraldo Gonçalves "Trivela"

Texto extraído do jornal O Estado do Maranhão, de Agosto de 1999 (Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão).


“Já não se faz mais crioulo de defesa como a gente”. Esse comentário foi de Neguinho para Heraldo, jogares de futebol de campo (zagueiro e lateral-esquerdo) que ficaram conhecidos pela garra, pela forma dura de jogar, que intimidava atacantes. Jogara juntos no Ferroviário e no Sampaio, na década de 70. Heraldo, mais habilidoso e veloz, desmoralizava alguns pontas-direitas e brincava na hora de apoiar seu ataque. Muitas vezes chegou a ser taxado de irresponsável, por causa do jeito moleque de fazer cruzamentos e cobrar escanteios de trivela. As derrotas por conta disso foram doídas. Mas até hoje ele continua fazendo a mesma coisa no sênior.

Heraldo era peladeiro de futebol dos campos da Roma Velha, bairro paralelo ao Monte Castelo. Nutrido a caldo de sururu do porto do local, o garoto era hábil no meio de campo e sua agilidade chamava a atenção dos torcedores. Alegre e brincalhão, sempre que podia fazia uma graça com a bola, dando dribles desconcertantes, chapéus, sempre de um jeito brincalhão, que ninguém dava tanta importância.

No dia que foi embora o volante Zé Carlos, juvenil do Sampaio, o jeito era encontrar um substituo. Vareta já conhecia Heraldo. Para não dar muita bandeira, resolveu convidá-lo para bater uma bola. Só não disse onde. Jogaria no Estádio Santa Izabel, na preliminar contra o MAC, que tinha como meio-campistas os craques Yomar e Santana. Quando chegou ao estádio, Vareta disse a Heraldo que o Tricolor precisava de um jogador como ele. O cara tremeu. “Joga do mesmo jeito da pelada”, pediu Vareta. Aceito o desafio, foi o que fez o garoto Heraldo, 16/17 anos de idade. Na saída do Sampaio, o moleque irresponsável driblou Santana e passou para o companheiro de meio-campo, Parode. A vitória por 3 a 1 já dava dimensão do grande futuro que o jogador e seus companheiros teriam pela frente. Dentre outros, estavam jogando Djalma Campos, Fifi, João Bala, Pompeu, Cadinho e Vareta. Com esse time Heraldo foi bicampeão da categoria.

Por volta de 1964 já era um jogador de banco profissional. O time tinha Manga; Nivaldo, Valfredo Carioca, Damasceno, Roberto, Maneca, Chico, Sabará, Jarbas e Antonino. No ano seguinte, o dirigente Antônio Bento Cantanhede Faria vendeu todo o time do Sampaio para o Ceará. Subiu a garotada do juvenil para marcar a história do futebol maranhense.

Em 1968 Heraldo estava no Ferroviário. Em 1970 voltava ao Sampaio, sempre jogando sua razoável bola. Quando o clube preparou um timaço para disputar o Brasileirinho, foi contratado o craque maranhense Gojoba, depois de brilhar em vários campos defendendo o Sport Clube Recife e o Ceará. Gojoba assumia a cabeça de área. Heraldo teve que amargar o banco, ficando na posição de coringa: onde precisava, ele entrava, até mesmo pela sua versatilidade. Foi peça importante na conquista do título.

Depois disso,em uma excursão do Sampaio em Belém, o lateral-esquerdo Romildo se machucou. Djalma Campos, que era uma espécie de xerife, pela liderança, experiência e visão de jogo, deu a camisa 6 para Heraldo. “Lateral-esquerdo eu?”, perguntou. “Quem sabe jogar entra em qualquer posição”, retrucou Djalma. Começava outra fase do jogador. Ele marcou duro o ponteiro paraense Zé Hídio e o Tricolor saiu com a vitória por 2 a 1, gols de Zé Carlos.

Virilidade, raça, agilidade nos contra-ataques, passaram a ser sua principal característica, assim como amaneira como intimidava os pontas-direitas, ora jogando duro na bola, ora ameaçando dar porrada.

Ele conta que respeitou apenas Euzébio, do MAC. “Contra Euzébio eu tremia na base e procurava não vacilar, porque senão ele poderia dar um show em cima de mim”. Mas era só contra Euzébio. Os outros pontas Heraldo chamava de ponta de cigarro, mostrando o jeito moleque herdado nas peladas. “Professor Pardal”, “Fricote”, “Trivela” viraram apelidos pela maneira como ele atuava em campo, sempre inventando nos contra-ataques, lançamentos e cobranças de escanteio. Mesmo advertido pelos treinadores, não mudava sua maneira de ser. “Do jeito norma não tinha graça e a torcida não vibrava”, justifica. Mas essa forma de jogar causavam alguns problemas, porque quando ele perdia a bola e saia um gol do adversário, levava a culpa. Isso aconteceu no jogo contra o Guarany de Sobral. O empate em 2 a 1 era um bom resultado. Heraldo foi fazer um cruzamento de trivela e errou, o adversário foi lá e marcou 3 a 2.

Em partidas diante do Flamengo de Teresina foram as suas piores atuações. Jogando lá, o time perdeu de 1 a 0, gol do ponta-direita Caveirinha em cima de Heraldo. Quando o clube piauiense veio jogar aqui, a gozação começou no vestiário. “Teu pai ta ai”, diziam os companheiros. Dez minutos de jogo, Flamengo 1 a 0, gol de Caveirinha. Deu vontade de pedir para sair. No intervalo, o técnico Marçal Tolentino Serra fez Heraldo voltar e acrescentou: “Dá um jeito e anula esse sujeito”. Caveirinha continuava melhor. Em uma bola do ataque adversário, Heraldo, já de cabeça quente, resolveu tirar de bicicleta. A chuteira foi na boca de caveirinha, que saiu de campo com a dentadura postiça toda quebrada e a boca sangrando. “Fui desleal e me arrependo disso até hoje. Soube depois daquele acidente que Caveirinha ficou 40 dias hospitalizado. Se eu pudesse, pediria desculpas a ele”. Com a saída de Caveirinha, o Sampaio venceu por 2 a 1. Todo mundo podia dizer muita coisa de Heraldo, mas desleal, não! O fato marcou a vida do atleta, que pouco depois parou de jogar.

sábado, 15 de março de 2014

PÔSTER - Sampaio Corrêa Futebol Clube - 1970


Sansão, zagueiro do Maranhão Atlético Clube

Registro do zagueiro Raimundo Chaga, o Sansão, que atuou durante alguns anos pelo Maranhão Atlético Clube. Iniciou a carreira pelo Nacional, com passagem pelo Graça Aranha (GAEC), Sampaio Corrêa e Moto Club, Sansão foi bicampeão maranhense em 1969/70 pelo MAC. O craque ainda atou pelo Bacabal, São José e River de Teresina. 



Antônio Carlos e Sansão


Clemer, um goleiro campeão do mundo com passagem por Maranhão e Moto Club



Quando despontou com apenas 15 anos no já extinto Tupan, da Madre Deus, o jovem Clemer sequer imaginaria o rumo que a sua carreira seguiria dali em diante. Apesar de um acidente grave que, por um instante o fez repensar a carreira, o goleiro nunca desistiu de seguir jogando futebol e tentar a sorte em um grande centro do Brasil. Conseguiu. Após rodar por alguns clubes maranhenses e do Norte, ganhou notoriedade na Portuguesa de Desportos vice-campeã Brasileira em 1996, despontando, em seguida, para clubes mais tradicionais, até conquistar o Mundial de Clubes no Japão. Coincidentemente, o nome de Clemer foi escolhido por seu pai numa homenagem a outro goleiro, Ray Clemence, que fez história no Liverpool.

Quando garoto, Clemer Melo da Silva, nascido em São Luis no dia 20 de Outubro de 1968, começou a jogar pelada no Habitacional Turu, na capital maranhense. Convidado pelo Presidente do Tupan, sr. Alexandrino, o garoto rapidamente ingressou nas divisões de base do clube indígena, a princípio como zagueiro. Devido a sua estatura (1m90), aceitou a sugestão de companheiros e passou a atuar no gol. Rapidamente foi elevado à categoria de profissional, em 1987, disparando o Campeonato Maranhense daquele ano pelo time indígena, treinador por Aurino Vieira e com a base formada por Clemer; Pedro, Dutra, Chico e Ivaldo; Mazinho, Batista e Vinicius; Adail, Neto e Lélio.

Clemer chegou ao Moto Club em 1987, quando tinha apenas 19 anos de idade. Bastante seguro na meta, realizou grandes jogos pelo Papão do Norte e logo despertou o interesse de outros clubes. A convite, logo foi para São Paulo, a fim defender, em 1989, o então Guaratinguetá Esporte Clube, clube paulista de menor expressão, e posteriormente o Santo André, que acabou comprando o seu passe. Ainda teve uma breve passagem pelo Guaratinguetá antes de retornar a São Luis, para defender, por empréstimo, as cores do Maranhão Atlético Clube, em 1990.

Um acidente quase mudou a vida e a carreira do jovem goleiro atleticano: quando retornava de um treino do Maranhão, Clemer envolveu-se em um acidente no próprio Bairro do Turu, quando um ônibus acabou atingindo a sua bicicleta. Com parte da mão acidentada, ele acabou se afastando por um tempos dos gramados, inclusive cedendo o posto de goleiro titular atleticano ao jovem Raimundão. Por causa do acidente, o Maranhão e até mesmo o Santo André não se mostraram mais interessados pelos seu concurso. Então os familiares de Clemer se reuniram e compraram seu passe junto à equipe paulista, na época, por Cr$ 7 milhões. Esse foi um presente dado pela família ao jogador.

Em 1993, já recuperado, Clemer foi jogar pelo Ferroviário do Ceará, tornando-se vice-campeão alencarino. Rapidamente o goleiro foi convidado a voltar ao Moto Club, na época contando com o goleiro Geraldo, desacreditado pela torcida e que acabou passando ao posto de reserva. Contratado a pedido do treinador José Carlos Quieróz, Clemer assumiu a posição, foi campeão da Taça Cidade de São Luís em 1993 e fez uma boa campanha no Campeonato Brasileiro da Série B em 1994. Pelas suas atuações, ainda nesse ano acabou transferindo-se para o Clube do Remo, onde foi levado pelo jogador Mazinho, que lhe abriu os olhos para novos horizontes, acreditando na sua condição de atuar em qualquer time do Brasil. Na time azulino, Clemer conseguiu conquistar duas vezes o Campeonato Paraense (1994/95) e chamou a atenção de outros clubes. Assim, posteriormente esteve no Goiás, entre 1995 e 1996, quando foi considerado um dos três melhores goleiros do Campeonato Brasileiro, até chegar à Portuguesa de Desportos, clube que mudaria definitivamente a trajetória de Clemer no futebol brasileiro.

A Portuguesa de Desportos de 1996, segundo ano de Clemer naquele time, não ganhou nenhum título de expressão, mas ficou marcada por estar entre as melhores equipes do país naquele ano, conquistando o título de vice-campeã brasileira. Assim, no ano seguinte, não só o goleiro foi contratado pelo Flamengo, mas também Rodrigo Fabri, então companheiro de Clemer. Clemer brilhou no clube carioca até 2002, antes de levantar pelo menos sete taças pelo time rubro-negro. Porém, a profissionalização de Júlio César acabou ofuscando o potencial de Clemer, e quando saiu da Gávea, o ex-goleiro já houvera sido relegado à condição de reserva.

Do Flamengo, seguiu para o Sul. Chegou ao Internacional em 2002. Após temporadas intermediárias em 2003 e 2004, Clemer ajudou o Inter a ser vice-campeão Brasileiro em 2005 e conquistou a Taça Libertadores da América e a Copa do Mundo de Clubes da FIFA em 2006, os dois títulos mais importantes de sua carreira. Em 2008 na final do Campeonato Gaúcho, Clemer marcou um gol de pênalti na goleada do Internacional sobre o Juventude por 8 a 1. Em 21 de Julho de 2007, completou, contra o Juventude, a incrível marca de 300 jogos como goleiro do Internacional. No final de 2007, com 39 anos de idade, renovou por mais um ano com o time. Já em final de carreira, Clemer recebeu propostas de partidos políticos para se candidatar a Deputado Estadual ou Federal nas Eleições de 2010, quando aposentou-se como jogador e virou preparador de goleiros do Colorado.



PÔSTER - Ferroviário Esporte Clube


quarta-feira, 12 de março de 2014

PÔSTER - Maranhão Atlético Clube - 4º Colocado Campeonato Maranhense 1954


Cabecinha - Sampaio Corrêa




O dia 30 de novembro de 2011 ficará marcado em Santarém, como o dia da ‘Manifestação Nacional do Plebiscito’, pró-Tapajós, com cobertura até da Rede Globo.

Como a importância do plebiscito, em nossa vida, não poderia deixar passar, outro acontecimento marcante no futebol santareno e alenquerense. Neste mesmo dia, o artilheiro dos artilheiros completou 60 anos de vida. E poderia passar como já passou para muitos novos torcedores, este nome em anonimato: José Luiz de Lima Rentes, mas, quando o seu apelido é colocado em cena, quem em Santarém não conhece o fabuloso: Cabecinha. Santareno de coração, alenquerense de nascimento, Cabecinha começou a se destacar entre os adultos, pelo Flamengo de Alenquer. Alguns engraçadinhos diziam que ele era titular, por que o time era do seu Pai, saudoso Manoel Rentes. Quando viram o garoto com fome de gols, calaram e gritaram o seu nome, assim como Chico Coimbra, Osmar Simões e Bené Bicudo, quando viram levaram o craque para o São Francisco. Começou a jogar campeonato pelo Leão em 1969, onde foi bi-campeão para no seguinte se consagrar como tri-campeão santareno. No momento mais brilhante do nosso craque ele participou de um elenco do Leão com grandes craques de alta qualidade como: Xabregas, Guajará, Helvécio, Maromba e Pedrinho Araújo; Valdo Abdala e Da Silva; Carlitinho, Cabecinha, Jeremias e Navarrinho.

CLUBE DO REMO Seu nome começou a se destacar na capital do Estado e Osmar Simões e Dídimo Sousa foram os responsáveis pela sua transferência para o Clube do Remo da capital, juntamente com Cuca e Jeremias. Em Belém não foi fácil ele manter a performance de artilheiro, mas aos poucos foi ganhando posição. João Avelino começou a lançar nosso craque como ponta esquerda, Alcino era o centro avante. João Avelino queimou o nosso artilheiro, no clássico REXPA na decisão do certame de 1971.

O Remo ganhava de 2×0 no 1º tempo. No 2º tempo, Lúcio Oliveira fez cera ao provocar uma contusão num momento que o Paysandu pressionava. Fora de campo, João Avelino se preocupou e mandou Cacinha baixar para a lateral, enquanto Lúcio ainda era atendido. Logo em seguida Cabecinha se ver rodeado de jogadores do Paysandu perto do escanteio do seu campo. A torcida gritava chuta pra lateral, mas o nosso craque resolveu dar uma gingada e bateu pra frente e caiu nos pés de Moreira, que fuzilou para diminui o placar. Com a pressão da torcida o treinador substituiu Cabecinha. E cometeu dois erros: Primeiro pegou corda da torcida, segundo, enfraqueceu o seu ataque com a saída de Cabecinha. E sabem o que aconteceu: O Paysandu virou para 3×2.

CONSAGRAÇÃO Cabeça se recupera dentro do Leão Azul belenense, quando foi uma das grandes atrações no Torneio Norte/Nordeste, quando se consagrou campeão em cima do Vila Nova. O Clube do Remo podia perder até por um gol a menos e perdeu de 2×1, mesmo assim foi o campeão e Cabecinha fez o gol. Em 1973 foi vendido para o MAC (MA), onde jogou o campeonato maranhense e a seguir foi emprestado ao Paysandu para jogar no Brasileirão. Sua estréia foi contra o CRB com a vitória de 2×1, Cabecinha deixou o seu.  Em 1974 foi comprado pelo Sampaio Corrêa, onde ficou de 1974 a 1981, nestes sete anos foram tristezas e glórias. Títulos, troféus, artilharias, ídolo, conforto e paparicado nas ruas da capital e festejado nos gramados. Assediado por diversos clubes como: América (RJ), Fortaleza e Ferroviário (CE), Moto Clube (Ma), entre outros.

Hamilton pela Seleção Maranhense (1958)

Registro do artilheiro Hamilton com a camisa da Seleção Maranhense, em 1958, pouquíssimos meses após assinar contrato com o Ferroviário, vindo da Tuna Luso de Belém do Pará. O craque, pelo seu futebol, rapidamente foi convocado para o nosso selecionado naquele ano. Hamilton, posteriormente, atuou pelo Santa Cruz, Moto Club e Maranhão, sendo este último o clube pelo qual encerrou a carreira, em 1971. 


sábado, 1 de março de 2014

VÍDEO E FOTOS - Sampaio Corrêa 2x2 Moto Club - Final Primeiro Turno Campeonato Maranhense 2014


Matéria: G1 Maranhão

Clássico, pênalti perdido, emoção nos minutos finais. Com esses ingredientes, o Sampaio foi campeão do primeiro turno do Campeonato Maranhense, ao empatar em 2 a 2 com o Moto na noite deste domingo. Um empate quase inusitado, já que o Sampaio chegou a abrir 2 a 0, mas faltando seis minutos para o fim do jogo, o Moto chegou à igualdade, entretanto o placar não voltou a mudar.

No primeiro tempo as duas equipes buscaram o ataque, mas não balançaram as redes. Na etapa complementar o Sampaio voltou melhor e o Moto teve a primeira boa chance com Pierre, cobrando pênalti. O volante porém errou a cobrança e logo na sequência Toti abriu o placar para o Sampaio e William ampliou. O Moto chegou ao empate com gols de Ítalo e Vitor, mas foi o insuficiente para tirar o título do Sampaio.

Com a conquista do primeiro turno, de forma invicta, o Sampaio garantiu também uma vaga na Copa do Nordeste e da Copa do Brasil de 2015. As duas vagas serviram de comemoração para o goleiro do Sampaio.

- Foi um bom jogo e o mais importante foi que garantimos a vaga na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste de 2015 - disse o goleiro Rodrigo Ramos.

Pelo Moto, o técnico Edson Porto lamentou o vice-campeonato e citou o pênalti perdido como crucial.

- O que fez a diferença foi o pênalti perdido.

Campeão do primeiro turno, o Sampaio volta a campo na próxima quarta-feira, quando encara o Imperatriz, no Frei Epifânio. No mesmo dia, o Moto recebe o Bacabal no Nhozinho Santos

O Moto começou o jogo melhor indo para cima do Sampaio, apostando principalmente nos avanços de Jefferson Abreu pela esquerda. Logo aos dois minutos, Henrique conseguiu se livrar da marcação e em uma dividida com o zagueiro Paulo Sérgio, perdeu a chance de gol, enquanto o zagueiro do Sampaio acabou levando a pior e sofrendo uma lesão. Ainda melhor em campo, Gilson arriscou o chute da intermediária e carimbou a trave do goleiro Rodrigo Ramos.

Como resposta, o Sampaio voltava a manter suas apostas nas bolas paradas. Em um escanteio, Tote colocou a bola na cabeça de Paulo Sérgio, que cabeceou sozinho, mas mandou pela linha de fundo. O rubro-negro era superior em campo, entretanto, outra boa chance de gol surgiu somente aos 30 minutos para o Sampaio. Arlindo Maracanã arriscou da intermediária, quase da mesma posição em que fez o gol do empate do Sampaio no primeiro jogo e a bola passou próxima da trave do goleiro Ruan.

O Moto também arriscava de longe, principalmente com Jefferson Abreu e Diego Renan, mas os chutes passavam por cima do gol de Rodrigo Ramos. A última grande chance do primeiro tempo foi do Sampaio, quando William recebeu dentro da área, mas chutou fraco, para defesa tranquilia de Ruan.

Na volta para o segundo tempo, o Sampaio voltou melhor e pressionando. Logo nos quatro primeiros minutos, quatro finalizações com perigo ao gol do Moto. Mas a vitória não viria fácil. Aos seis minutos, Henrique invadiu a área e sofreu pênalti cometido por Jonas. Pierre foi para a cobrança e errou o chute.

Logo após o pênalti errado, o Sampaio foi para o ataque, a bola chegou em Eloir, que tocou para Toti e o lateral arriscou o chute, a bola quicou e enganou o goleiro Ruan antes de morrer no fundo do gol Moto. Após o gol, o Tricolor manteve a pressão e em nova jogada pela direita, dessa vez com Edgar invadindo a área e tocando para William, que só empurrou a bola para o fundo do gol, ampliando o marcador no Castelão.

Com o 2 a 0 no placar, o Sampaio tinha a tranquilidade em campo a seu favor, mas não contava com a entrada dos garotos Ítalo e Vitor. Aos 26 minutos, Felipe invadiu a área e tocou para Ítalo, que só completou e diminuiu. O gol recolocava o Moto no jogo, mas o Sampaio seguia melhor. Apesar disso, aos 39 minutos, após boa jogada de Ítalo, a bola ficou para Vitor, que deixou tudo igual. Faltavam cinco minutos para o fim, mas a partida não voltou a ter grandes emoções e com o empate o Sampaio garantiu a conquista do primeiro turno.


VÍDEO



ATUAÇÕES

 SAMPAIO CORRÊA

RODRIGO RAMOS – GOLEIRO
Fez o possível para não sofrer gols e não teve culpa nos gols sofridos. Nota: 5,5

TOTE – LATERAL-DIREITO
Em mais um jogo excelente no ataque, marcou o primeiro gol do título do Sampaio. Nota: 6,5

PAULO SÉRGIO – ZAGUEIRO
Marcou bem nos 15 minutos que esteve em campo, mas uma lesão no tornozelo obrigou sua saída no início do primeiro tempo. Sem nota

MIMICA – ZAGUEIRO
Fez uma boa marcação no jogo, mas não foi páreo para o toque de bola do Moto no segundo tempo. Nota: 5,5

GELVANE – LATERAL-ESQUERDO
Não apoiou ofensivamente e teve mais utilidade defensiva, mas ainda deixando muitos espaços para os rivais Nota: 3,5

JONAS – VOLANTE
Tentou anular Henrique no primeiro tempo, cometeu o pênalti no segundo e quase vira o vilão da noite Nota: 3,0

ARLINDO MARACANÃ - VOLANTE
Caindo pela esquerda para compensar a falta de ofensividade de Gelvane, Arlindo voltou a arriscar de fora da área e foi fundamental na armação do Sampaio. Nota: 6,0

ELOIR – MEIA
Voltou a aparecer no jogo, arriscando de fora da área e deu o passe para o gol de Tote. Nota: 6,0

CLEITINHO – MEIA
Tentou dribles e lançamentos, mas foi pouco efetivo em campo. Nota: 3,0

EDGAR – ATACANTE
Depois de um primieiro tempo de pouca produção, voltou mellhor na etapa complementar e foi fundamental para o segundo gol do Sampaio. Nota: 5,0

WILLIAM – ATACANTE
Fez a estreia com a camisa do Sampaio, se esforçou em todas as divididas e bolas aéreas, e ainda marcou o segundo gol da equipe. Nota: 5,5

JADSON - ZAGUEIRO
Subsituiu Paulo Sérgio e foi o responsável por tentar marcar Henrique no segundo tempo, mas não foi bem. Nota: 4,0

UILLIAN - VOLANTE
Entrou no lugar de Cleitinho para fechar o Sampaio e interditou a frente da área do Sampaio cumprindo sua função. Nota: 4,0

ROBSON SIMPLÍCIO - VOLANTE
Entrou nos minutos finais. Sem nota

MOTO CLUB

RUAN - GOLEIRO
Fez boas defesas durante o jogo e foi traído pelo quique da bola no lance do primeiro gol do Sampaio. Nota: 5,5

DIEGO RENAN – LATERAL-DIREITO
Ficou preso na defesa para evitar os espaços para o ataque do Sampaio no lado esquerdo e apareceu pouco no jogo. Nota: 4,5

LUÍS FERNANDO – ZAGUEIRO
Fez um bom jogo no primeiro tempo, mas pecou na marcação de Edgar no lance do segundo gol do Sampaio Nota: 4,5

FERNANDO – ZAGUEIRO
Fez novamente um bom jogo, marcando bem por zona. Nota: 5,0

JEFFERSON ABREU – LATERAL-ESQUERDO
Jogando com mais liberdade no meio-campo, apoiou bastante o ataque e criou boas chances para o rubro-negro Nota: 5,5

CURUCA – VOLANTE
Jogou como volante, mas quando preciso subiu para apoiar o ataque do Moto, tentando criar chances de gol. Nota: 6,0

PIERRE - VOLANTE
Foi bem na marcação, mas o pênalti perdido foi crucial para o Moto ficar sem o título. Nota: 5,0

KLÉO – MEIA
Jogou um pouco mais recuado e foi notado novamente nas jogadas de bola parada e nos avanços pela direita do Moto. Nota: 5,5

FELIPE – MEIA
Jogou como um meia centralizado e era responsável por criar as chances de gols no ataque do Moto. Nota: 6,0

HENRIQUE – ATACANTE
Apesar da marcação individual, o atacante ousou mais e conseguiu criar boas chances de gols, além de sofrer um pênalti. Nota: 5,5

GILSON – ATACANTE

Apareceu no primeiro tempo acertando a trave do goleiro Rodrigo Ramos e nada mais Nota: 4,0

VICTOR - ATACANTE
Entrou e deu novo ritmo ao ataque do Moto, além de marcar o gol do empate. Nota: 5,5

ÍTALO - LATERAL-ESQUERDO
Entrou no lugar de Jefferson Abreu atuando pela esquerda, marcou o primeiro gol e fez a jogada do empate rubro-negro. Nota: 6,5

FERNANDÃO - LATERAL-DIREITO
Entrou nos minutos finais. Sem nota