Deixo neste post o vídeo com os gols do São Paulo sobre o Moto Club por 2 a 0, em jogo disputado no dia 14 de maio de 1978 no Estádio do Morumbi e válido pelo Campeonato Brasileiro de 1978.
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024
Sampaio Corrêa 3x0 São José – Campeonato Maranhense 1976
O Sampaio Corrêa iniciou o segundo turno do Campeonato Maranhense de 1976 derrotando o Esporte Clube São José por 3 a 0, mesmo atuando sem as suas melhores peças, como Cabrera, Moisés, Bolinha e Tupan. O jogo em movimentação foi muito bom, mesmo com a equipe sampaína mostrando um futebol capenga por falta de um meia-direita, onde Cabecinha, improvisado naquela posição, acabou por se transformar em mais um homem de área.
Com o meio campo tendo apenas Eliezer e Ferraz, foi o suficiente para a vitória, já que o São José não soube aproveitar essa falha da meia cancha sampaína, já que tinha muitas possibilidades de pelo menos fazer por ali as suas principais jogadas. O que aconteceu é que o São José veio a esse campeonato apenas com o objetivo de participa, não sendo um adversário capaz de pelo menos complicar as vitórias dos grandes.
Os gols saíram normalmente, numa demonstração de que o Sampaio estava muito amis interessado em se exibir, esquecendo que o gol é o principal objetivo. A primeira etapa terminou com a vitória de 1 a 0, gol de Cabecinha aos 29 minutos. O mesmo Cabecinha ampliou para 2 a 0 logo aos 10 minutos da segunda etapa, para Durval estabelecer o placar final aos 18 minutos.
Outras oportunidades foram desperdiçadas pela equipe boliviana e em momento algum chegou a se preocupar com sua retaguarda, já que o ataque do time joãopaulino não existe.
Sampaio Corrêa 3x0 São José
Local: Estádio Nhozinho Santos
Data: 06 de maio de 1976
Renda: Cr$ 12.673,00
Público: não divulgado
Juiz: Claudionor Lopes
Bandeirinhas: não informado
Gols: Cabecinha aos 29 minutos do primeiro tempo; Cabecinha aos 10 e Durval aos 18 minutos do segundo tempo
Sampaio Corrêa: Crésio; Zé Alberto, Paulinho, Sérgio e Ferreira (Jorge); Eliezer e Ferraz; Gilmar, Cabecinha, Durval e Maneca (Bimbinha)
São José: Ubirajara; Albino, Neguinho, Ziza e Luís Carlos; Alencar e Castro; Piolho, Toinho, Lino (Calado) e Zezinho
Pinheiro 1x1 Tupan – Campeonato Maranhense 1992
O Pinheiro Atlético Clube perdeu sua grande chance de ficar perto da classificação para o quadrangular final do primeiro turno do Campeonato Maranhense de 1992 ao empatar em 1 a 1 com o Tupan, na tarde do dia 20 de julho de 1992, no Estádio Costa Rodrigues. Élson, para o Tupan, aos 35, e Louro, para o Pinheiro, aos 44 minutos do primeiro tempo, marcaram os gols.
Foi um jogo bem disputado, onde o Pinheiro teve mais oportunidades de gols, até porque precisava vencer para brigar decididamente por uma vaga para a decisão do turno, mas encontrou um adversário bem postado e valente. Os times resistiram ao forte calor das 15h30 – começou mais cedo para fugir da concorrência da final do Brasileiro, entre Flamengo x Botafogo -, principalmente o Pinheiro, que enfrentou o Sampaio na sexta-feira e teve apenas o sábado para descansar. Caio Franco, treinador, fez a sua estreia no comando tupanense.
Pinheiro 1x1 Tupan
Data: 20 de julho de 1992
Local: Estádio Municipal Costa Rodrigues
Renda: Cr$ 822.000,00
Público: 274 pagantes
Juiz: Nacor Arouche
Bandeirinhas: José Inácio Boás e Gilmar Amorim
Gols: Élson aos 35 e Louro aos 44 minutos do primeiro tempo
Cartão amarelo: Élso e Ricardo
Pinheiro: Sarará; Barroso, Palmena, Gentil e Charles; Oliveira (César), Tião e Jamaica (Joãozinho); Louro, Niltinho e Ricardo. Treinador: Meinha
Tupan: Netinho; Newton, Edinho, Lucivaldo e Naldo; Célio (Escadinha), Élso e Wesley; Merica, Wellington e Marco Antônio. Treinador: Caio Franco
Moto Club 1x1 Ferroviário – Campeonato Maranhense 1976
Quem compareceu ao jogo entre Moto e Ferroviário, disputado no dia 05 de junho de 1976, ou até mesmo aqueles que ficaram em casa ouvindo as transmissões esportivas, tinham a impressão que o Moto Club seria tranquilamente o vencedor do jogo, devido à facilidade e à disposição como iniciou o espetáculo. Infelizmente a noite não estava para o Moto, mesmo ajudado com um frango de Assis, logo aos 2 minutos no gol de Carbono. Os próprios erros motorizados contribuíram para o resultado de 1 a 1, quando Ney resolveu retribuir o presente do seu colega, soltando nos pés de Odilon um cruzamento de Orlando.
Uma equipe que precisava somente da vitória deveria ter um pouco mais de noção com a bola e não deixar que o adversário recuperasse o tempo perdido, equilibrando o jogo e alguns pontos, senhor absoluto do gramado. O Moto teve contra si outros erros, como de escalação, quando a teimosia de Coronel vem tirando as grandes oportunidades da equipe.
O jogo foi decidido na primeira etapa, justamente o período de melhor futebol apresentado, quando as duas equipes procuravam disputar a bola com amis disposição e foi ainda nesse período que surgiram as melhores jogadas, inclusive os dois gols. O primeiro, fruto de uma falha de Assis, que deixo passar por baixo de seus braços uma cabeçada de Carbono. Eram decorridos apenas 2 minutos de jogo. Quando se esperava que o Moto dominasse o espetáculo, o que se viu foi o Ferroviário recuperar o espaço perdido, equilibrar o jogo e partir para o empate, conseguido aos 20 minutos, por intermédio de Odilon, numa sobra do goleiro Ney. Para um time que não precisava de absolutamente nada, o resultado servia e pro isso a equipe Ferrim passou a tocar a bola e esperar que o tempo se esgotasse.
Para a segunda etapa, o time do Ferroviário voltou disposto a manter o resultado do primeiro tempo, estabelecendo Jorge Santos plantado na cabeça de área e neutralizando todas as investidas da equipe motorizada. Até que Coronel tentou corrigir o erro, fazendo várias substituições, colocando Acy na ponta-esquerda no lugar de Cláudio e Rogério entrando para a saída de Prado e o deslocamento de Lima para a ponta-direita. Infelizmente os erros não foram evitados, já que o time não encontrava condições para superar assegura e valente defesa do Ferroviário, ajudada pela disposição do time em acabar de uma vez por todas com a má fase que o perseguiu nos últimos dias. Infelizmente a torcida do Moto teve mais uma vez de deixar o campo cabisbaixo e lamentando possuir uma equipe individualmente muito boa e empatar um jogo por culpa exclusiva de quem procura inventar no futebol.
FICHA DO JOGO
Moto Club 1x1 Ferroviário
Local: Estádio Nhozinho Santos
Renda: Cr$ 34.252,00
Público: não divulgado
Juiz: Wilson de Moraes Vanlume
Bandeirinhas: não informado
Gols: Carbono aos 2 e Orlando aos 26 mintutos do primeiro tempo
Moto Club: Ney; Ivan, Gaspar, Paulo Ricardo e Bitonho; Meinha e Edmilson Leite; Lima, Prado (Rogério), Carbono e Cláudio (Acy). Técnico: Coronel
Ferroviário: Assis; Carlos Augusto, Alzimar, Vivico e Carrinho; Jorge Santos e Mário; Evandro (Sanega), Isaías, Odilon e Orlando. Técnico: Rinaldi Maia
Programa Apito Inicial - Rádio Universidade FM - VÍDEOS
Aos querido leitores do meu blog, no mês de novembro do ano passado estreou na Rádio Universidade FM o programa Apito Final, contando sobre as notícias do dia a dia do futebol maranhense. E eu, titular deste pequeno blog, sou um dos colaboradores, onde as entrevistas do podcast "Memórias do Futebol Maranhense Antigo" são vinculadas, em pequenos capítulos, nos programas, que vão ao ar aos sábados, das 11h00 às 12h00 - aos interessados, podem acompanhar o Apito Final pelo YouTube, clicando AQUI.
Deixo aqui todos os programas aqui, na íntegra, que já foram exibidos, sempre com a minha participação ao final do último bloco. Vale ressaltar que o Apito Final tem apresentação do mestre e Professor Heraldo Moreira e da jornalista Maísa Pestana.
Moto Club 2x2 Seleção Carioca - Jogo Amistoso 1997 - VÍDEO
ARTILHEIRO BACABAL SE DESPEDE E MOTO EMPATA COM A SELEÇÃO DO RIO DE JANEIRO - Foi uma grande dupla festa em São Luis. A vinda da Seleção Carioca e a despedida do eterno artilheiro e ídolo Bacabal. O Moto Club de São Luis organizou um evento digno das suas tradições e da sua apaixonada torcida. Em campo, mais do que um jogo amistoso, uma prova de gratidão àquele que tanto fez pela equipe motorizada. Bacabal despedia-se de forma oficial dos gramados e nada mais justo do que realizar a sua última partida enquanto profissional pelo clube o qual o artilheiro ajudou engrandecer parte da sua maravilhosa história com gols e feitos históricos.
Raimundo Nonato Matos de Abreu Silva, o Bacabal, é filho do ex-goleiro Bacabal, ídolo do Papão do Norte nos anos 60. Iniciou a sua carreira no extinto São José, para depois transferir-se para o Maranhão Atlético Clube, onde passou oito anos sem nenhuma conquista, a sua maior frustração enquanto atleta profissional. Chegou em 1990 ao Sampaio Corrêa justamente com a fama de pé frio. Na Bolívia, porém, Bacabal foi bicampeão estadual (1990/91) e artilheiro, com 15 gols em cada ano. Artilheiro de quase todas as equipes por onde jogou, entre eles a Tuna Luso, River (PI), Matsubara (PR), Coroatá e Sport Club Belém, o “Artilheiro de Santo Antônio”, como Bacabal ficou conhecido pelos torcedores maranhenses, sempre destacou o seu amor pelo Moto Club. O sangue rubro-negro, aliás, vinha de família. Chegou ao Papão em 1992 e seria homenageado pelo Presidente José Raimundo Rodrigues na partida entre maranhenses e cariocas.
A Seleção Carioca, organizada pelo Sindicato dos Atletas do Rio de Janeiro, chegou a São Luis com dois reforços de grande nome no futebol mundial: o tetracampeão do Mundo nos EUA, Branco, e Jairzinho, o Furacão da Copa de 70. Para a partida amistosa, foram convocados ainda o ex-goleiro do Fluminense e Botafogo, Ricardo Cruz, o campeão mundial em 81 pelo Flamengo, Nunes, o tricampeão mundial em 70, Marco Antônio, além dos atletas Mendonça, Gaúcho, Alfrêdo Sampaio, Gallo, Cláudio Gomes, Celso, Jorginho, Dudu, Igor, Maurício e Júlio César. Pelo lado do rubro-negro maranhense, o amistoso seria a grande atração da abertura da temporada de 1997 do futebol maranhense, após uma excelente participação do Moto Club no Campeonato Brasileiro da Série B em 1996, quando o Papão encerrou a sua participação na oitava colocação. O evento também marcaria a apresentação do novo time do Moto para a temporada. Do elenco do ano anterior, permaneceram apenas os atletas Touro, Da Silva e Pelezinho. A novidade ficava por conta da chegada do artilheiro do Campeonato Maranhense de 1996 pelo Sampaio Corrêa, Vagner Paulista, além dos jogadores Clayton, ex-Sampaio Corrêa, Hélio Maranhense, Zé Filho e César, ex-Paysandu, Jânio, que estava no futebol da Bélgica, e Carlinhos, comprado junto ao MAC.
Antes da partida, houve um grandioso evento no Estádio Castelão, na festiva tarde de domingo do dia 02 de Março de 1997: o desfile de 66 equipes que participarão da I Copa Domingão da Sorte, promovida pela Life, além da apresentação de 650 garotos das escolinhas do Moto – escolinhas de futebol, futebol de salão, handebol, basquete, vôlei, karatê e dança. O artilheiro Bacabal entrou a campo e foi ovacionado por mais de 10 mil motenses que compareceram à sua despedida. O jogador, que utilizou a camisa 9, jogou durante apenas 15 minutos, quando a partida foi interrompida e Bacabal, substituído pelo jogador Santos, deu uma simbólica volta Olímpica acompanhado dos garotos das escolinhas do Moto. Em seguida, recebeu um troféu e uma placa oferecidos pelo clube, entregue pelo ex-presidente do Moto, Cassas de Lima.
O Rubro-negro maranhense, sob o comando do ex-jogador Rosclin, começou arrasador na partida e deu a largada no marcador logo aos 50 segundos do primeiro tempo com o atacante Clayton, que aproveitou um passe de Zé Filho para marcar 1 a 0 para o Papão. Os cariocas, formados à base de grandes nomes do futebol brasileiro e até mundial, empatou a partida apenas aos 34 minutos, quando Maurício aproveitou uma falha no setor de marcação do Moto e empatou o jogo. Na segunda etapa o time maranhense passou à frente no marcador com um gol de cabeça do estreante Vagner Paulista. Paulo Henrique, porém, decretou o último gol da partida e o empate entre maranhenses e cariocas em 2x2. Após a partida, cogitou-se a contratação de dois grandes nomes para o rubro-negro, os chamados “jogadores-bilheteria” – apenas chamariz para aumentar a renda dos jogos do Moto Club para ao Campeonato Brasileiro, pois o certame Estadual não daria renda suficiente para pagar os salários dos dois jogadores: o goleiro Ricardo Cruz e o lateral Branco podem ser as próximas contratações do Moto. A notícia que deixou os torcedores motenses satisfeitos foi dada pelo próprio presidente José Raimundo Rodrigues. Ricardo Cruz acenou com a possibilidade de vestir a camisa do Moto pois estava sem clube. Já o atleta Branco, na época, tinha propostas de clubes de São Paulo e até dos Estados Unidos. Ambos, porém, não chegaram a vestir a camisa rubro-negra, pois as negociações não tiveram andamento.
Moto Club 2x2 Seleção Carioca
Data: 02 de março de 1997
Local: Estádio Castelão
Renda: não divulgada
Público: 10.145 pagantes
Juiz: Sérgio Faray
Bandeirinhas: Josenil Sousa e José Lima Oliveira
Gols: Clayton aos 17, Wagner Paulista aos 25 e Maurício aos 39 minutos do primeiro tempo; Paulo Henrique aos 13 minutos do segundo tempo
Moto Club: Marcius; Elzo, Carlinhos, Paulo César e Alessandro Silva; Touro, César (Pelezinho) e Zé Filho (Hélio Maranhense); Clayton (Márcio), Wagner Paulista (Roberto) e Bacabal (Santos). Técnico: Rosclin Serra
Seleção: Ricardo Cruz; Galo, Denilson, Basílio e Marco Antonio (Mano); Celso, Dudu e Branco; Jairzinho (Ramon), Maurício e Ronaldo (Paulo Henrique). Técnico: Jorginho Replay
Parceria Tupan/Mirante para o Campeoanto Estadual de 1989
Fragmentos do capítulo sobre a parceria Tupan/Mirante, extraídos do livro "Almanaque do Futebol Maranhense Antigo - Clubes Menores da Capital":
Foi um trabalho perfeito do ponto de vista organizacional. E de um ineditismo dentro do futebol maranhense - e talvez até na história do futebol brasileiro. O patrocínio de um clube por canais de televisão era algo até então impensável, sobretudo para uma emissora que estava no ar havia pouco mais de dois anos. A Lei 9.615, mais conhecida como Lei Pelé, permitia que emissoras patrocinassem e divulgassem suas marcas nas camisas de times de futebol. Em verdade, a lei era silente sobre esse ponto, não havendo qualquer restrição (tanto que o Fluminense foi patrocinado pelo Sportv, MTV e NET na década de 1990). A despeito disso, em janeiro de 2001, durante a partida decisiva da Copa João Havelange válido ainda pelo ano de 2000, o Vasco da Gama entrou em campo estampando em seu uniforme a marca do SBT. Tudo isso, porém, aconteceu após o já distante 1989, quando o Grupo Mirante resolveu adotar/bancar o clube indígena no Estadual daquele ano, com a fusão que ficou conhecida como Tupan/Mirante.
A parceria foi proposta por Joaquim Heickel e fechada a título de experiência por apenas uma temporada. Joaquim era expoente na ideia de que empresas e indústrias locais deveriam patrocinar os clubes maranhenses. Além do vasto material esportivo, a Mirante garantiria ao Tupan substancial ajuda financeira mensal, o suficiente para transformá-lo num concreto candidato a uma boa campanha no campeonato daquele ano. Junto ao presidente tupanense Augusto Pellegrini (também funcionário da Mirante), passaram a compor o grupo que iria gerir o clube Luis Fernando Heickel (Diretor de Futebol), José Trajano Neves (Vice-Presidente de Futebol) e Herberth Fontenele (representante do clube na F.M.D.), todos saídos da Associação Desportiva Mirante, equipe com experiência no campo amadorista – o canal de televisão ainda cederia alguns dos seus atletas do futebol amador para integrar o elenco tupanense.
No final de janeiro, o clube iniciou a sua preparação para o Estadual, com o primeiro treino realizado na praia do Olho d’Água, em frente ao Bar Veleiro – foi, na verdade, o primeiro contato entre dirigentes, atletas e comissão técnica, já que as sessões físicas ficariam para o campo do Itapiracó e os coletivos para o Nhozinho Santos ou no campo da Associação Recreativa CEMAR (AREC). A concentração dos atletas para partidas de maior importância acontecia apenas um dia antes do jogo, com os atletas recebendo tratamento diferenciado: houve uma parceria com o grupo Lusitana, que fornecia lanche e alimentação e, na medida do possível, cesta básica a alguns jogadores.
Sem fazer grandes contratações, o Tupan/Mirante tentou negociar a vinda de nomes como Juca Baleia, Vander e Tica, liberados pelo Maranhão, e o veterano zagueiro-central Ademir e Riba. O Sampaio Corrêa e Moto Club colocaram alguns dos seus atletas à disposição (houve a possibilidade da chegada dos ponteiros tricolor Joãozinho e Bimbinha e do zagueiro rubro-negro Moacir). O Tupan/Mirante ainda tentou, sem sucesso, a contratação do ponteiro-direito Neco, que acabou renovando com o Maranhão. A propósito, durante a fase de contratações, a direção tratou de desmentir os comentários sobre vantagens que estariam sendo oferecidas aos jogadores que chegavam ao clube, com a oferta de emprego na CEMAR aos atletas.
Para o início dos trabalhos, o grupo contou com exatos 26 atletas, entre profissionais e amadores: Juca Baleia, Jorge e César (goleiros); Dorivan e Nonato (laterais-direitos); Zé Mário e Mauro (zagueiros-centrais); Uberaba, Ademir e Jéferson (quartos-zagueiros); Serginho e Bira (laterais-esquerdos); Neto, Reginaldo e Luis Alberto (volantes); Tica, Jorge Santos e Léo (meias-direitas); Vander e Henrique (meias-esquerdas); César, Admoran e Chiquinho (centroavantes); e Lélio e Bau (pontas-esquerdas).
Sobre o Campeonato Maranhense de 1989, a federação começou cedo os trabalhos, ainda em janeiro, com uma reunião para discutir sobre a proposta enviada pela imprensa esportiva com relação à fórmula de disputa. Com as ausências dos representantes de Sampaio Corrêa, Moto, Maranhão, Tocantins e até do pequeno Americano, o encontro acabou adiado. Com isso, a minuta do regulamento, datilografada, foi enviada aos clubes interessados em discutir o assunto, com a competição disputada em três turnos – nos dois primeiros, com a presença de todos os participantes; já na última e decisiva fase, com apenas os quatro melhores no geral. Foi colocada ainda a possibilidade de os jogos que terminassem empatados serem decididos através das cobranças de penalidades máximas, a exemplo do que esteve em vigor na Copa União do ano anterior, promovida pela C.B.F. A ideia, contudo, não vingou.
O Moto quase ficou de fora do certamente de 1989. A direção cogitou deixar o clube de fora por problemas com a federação e, sobretudo, o TJD. Do elenco do ano anterior, o rubro-negro manteve apenas os jogadores Caio e Zé Roberto. Da casa, a diretoria trouxe reforços mais modestos, como Valber, Preto e Roberto Silva, vindos do Expressinho. Braide Ribeiro e Edmar Cutrim foram os responsáveis pelas contratações que chegaram do futebol pernambucano e cearense. A base motense para 1989 era formada por Dênis (ex-Flamengo/RJ); Evandro, Gilmar, Paulo César e Uberaba; Flávio, Caio e Viegas; Bebeto, Osvaldo e Zé Roberto.
Antes do campeonato, a F.M.D. promoveu o retorno do Torneio Início, rápida competição para a torcida conhecer os novos craques das equipes e ter uma base de como transcorreria o Estadual de 1989. O torneio foi novamente idealizado pela federação, por sugestão do seu presidente Márcio Carneiro. A solenidade de abertura dos jogos, que aconteceu no dia 26 de fevereiro, no Nhozinho Santos, teve início às 14h45, com o hasteamento das bandeiras do Brasil, Maranhão e Federação Maranhense de Desportos, precedido pelo desfile de equipes e árbitros escalados para as partidas (jogos com duração de 20 minutos e decisão de 60 minutos).
O Tupan/Mirante estreou no quarto jogo da tarde, diante do Sampaio Corrêa, e escalado com Juca Baleia; Serginho, Ademir, Uberaba e Neto I; Neto II, Tica e Vander; Riba, César e Jorge Santos. Após um empate sem gols, o Sampaio venceu os tupanenses nas cobranças de pênaltis por 5 a 4 e passou à fase seguinte – os tricolores ainda eliminaram na semifinal os estivadores do Vitória do Mar e chegaram à decisão diante do Maranhão. O Sampaio Corrêa foi o campeão do Torneio Início após vencer os atleticanos pelo placar de 3 a 1 na decisão de pênaltis, com o goleiro Paraíba defendendo duas cobranças.
O Campeonato Maranhense de 1989 teve início no domingo, 05 de março, com quatro jogos entre capital e interior. E o Tupan/Mirante começou a sua trajetória diante da Caxiense, que retornava ao cenário esportivo após onze anos – em 1978, o clube entrou nas disputas do campeonato com o nome de Associação Desportiva Caxiense. Os tupanenses, que corriam o risco de ficar sem dois atletas por problema de inscrição, mas ganharam condições e foram a campo, foram escalados pelo treinador José Abreu assim em sua estreia no Estadual: Juca Baleia; Serginho, Ademir, Zé Mário e Neto II; Neto, Tica e Vander; Riba, César e Lélio. Em jogo equilibrado, o zagueiro Moacir, aos 23 minutos do segundo tempo, decretou a vitória do time caxiense por 1 a 0, diante de quase 8 mil pagantes, o melhor público da rodada de abertura. O Tupan/Mirante ainda reclamou de uma penalidade máxima não marcada pelo árbitro Nacor Arouche, num lance em que o ponteiro-direito Riba foi derrubado na área.
Apesar da grande expectativa, o Tupan/Mirante não teve forças para realizar uma grande competição. Ainda no primeiro turno, o clube ainda teve um lapso de esperança, após duas vitórias (por goleada) consecutivas – 4 a 0 sobre o Tocantins e 5 a 0 frente ao Boa Vontade. A renda da partida diante do representante do bairro de Fátima, porém, mostraria que financeiramente o Tupan, com ou sem a Mirante, não atraia aquele tão esperado público: apenas 119 pagantes, para exatos Cr$ 205,00, o que nem de longe dava para cobrir as despesas básicas. Sem conseguir chegar sequer à fase seguinte nos dois turnos, o time ficou pelo meio da tabela, em uma participação apenas tímida no campeonato daquele ano.
Sem o Tupan/Mirante, as atenções do Estadual voltaram-se para a conquista do título daquele ano pelo Moto Club, evitando que o seu maior rival, o Sampaio Corrêa, chegasse ao seu inédito hexacampeonato seguido. E um momento negativo da competição aconteceu durante a partida envolvendo justamente bolivianos e motenses. Em jogo válido pela última rodada da fase final do Segundo Turno, o Moto Club venceu o seu rival pelo magro 1 a 0. O juiz Nacor Arouche simplesmente expulsou de campo todo o time do Sampaio Corrêa, incluindo treinador e até o presidente boliviano, Pedro Vasconcelos, que autorizou a retirada do seu time de campo, inconformado com a não confirmação de um gol feito por Raimundinho, aos 34 minutos do primeiro tempo, quando o time boliviano perdia por 1 a 0. O Moto Club, por sua vez, assistiu a tudo, sem se envolver com o pífio episódio.
Porém, o momento mais marcante ocorreu justamente no jogo envolvendo Moto Club e Maranhão. A última e decisiva partida do quadrangular final aconteceu no dia 06 de setembro de 1989, quando o rubro-negro venceu o quadricolor pelo placar de 2 a 0, gols de Zé Roberto e Lamartine, para 16 mil pagantes no Estádio Castelão. Mais do que uma simples vitória e a consequente conquista do campeonato, o Papão evitou que os atleticanos ganhassem o título mais fácil de toda a sua história. Na época, o goleiro maqueano Salvino foi apontado como um dos responsáveis pela vitória motense. Salvino teria facilitado a vida dos atacantes do time motense. Segundo contam alguns torcedores que vivenciaram aquela decisão e os seus bastidores, o goleiro já foi a campo com a mala de roupas, de onde saiu direto para o aeroporto após a decisão, justamente para não ter que se justificar à imprensa e à torcida pelos gols sofridos. De São Luis, ele seguiu direto para o Ceará, sua terra natal.
Os resultados foram considerados excelentes, mas não o esperado pelo grupo Mirante, apesar da insistente interferência da administração do clube. Os chamados grandes (Sampaio Corrêa, Moto Cube e Maranhão) também fizeram pressão e a ideia de renovação da parceria não foi adiante. Valeu, claro, pela experiência.
CAMPANHA NO CAMPEONATO MARANHENSE DE 1989 (6º COLOCADO)
PRIMEIRO TURNO (PRIMEIRA FASE)
05.03.1989: Caxiense 1x0 Tupan
09.03.1989: Tupan 4x0 Tocantins
12.03.1989: Tupan 5x0 Boa Vontade
19.03.1989: Tupan 2x1 Vitória do Mar
26.03.1989: Maranhão 1x0 Tupan
02.04.1989: Tupan 2x0 Expressinho
08.04.1989: Sampaio Corrêa 4x1 Tupan
13.04.1989: Imperatriz 2x2 Tupan
16.04.1989: Moto Club 2x0 Tupan
SEGUNDO TURNO (PRIMEIRA FASE)
17.05.1989: Expressinho 2x0 Tupan
21.05.1989: Tupan 2x1 Maranhão
27.05.1989: Tupan 2x2 Caxiense
04.06.1989: Sampaio Corrêa 2x0 Tupan
Moto Club 0x1 Flamengo/RJ - Jogo Amistoso 1968
Textos da publicação do jornal O Imparcial, de 21 de julho de 1968, destacando o jogo amistoso entre Moto Club e Flamengo do Rio de Janeiro:
LOGO MAIS À TARDE A PELEJA – SENSAÇÃO FLAMENGO X MOTO CLUB – Logo mais à tarde, no Estádio Municipal Nhozinho Santos, teremos o grande clássico interestadual envolvendo as representações do Clube de Regatas Flamengo, da Guanabara, o “Mais Querido do Brasil” x Moto Club de S. Luiz, bicampeão da cidade, marchando para a conquista do tri. O encontro entre rubro-negros do Maranhão e Guanabara está sendo ansiosamente esperado, devendo um grande público comparecer ao “Gigante da Vila Passos”, prestigiando assim a grande inciativa da Rádio Timbira do Maranhão, que traz à capital maranhense a valorosa equipe flamenguista.
Os dois clubes estão com treinamentos de campo encerrados, aguardando apenas a hora do sensacional duelo.
Ontem, o treinador Valter Miralia, acompanhado dos jogadores do Flamengo, foi até o Municipal, onde ministrou uma recreação para que os seus pupilos reconhecessem o terreno de jogo. Não há problema no Mais Querido do Brasil, que se apresentará à torcida com todos os seus titulares, sendo que Onça, Manicera, Murilo, Paulo Henrique, Liminha e Rodrigo Neto são as “cobras” do Mengo, que a torcida maranhense terá a oportunidade de ver pela primeira vez em nossa capital. Os portões no Estádio Nhozinho Santos estarão abertos a partir do meio dia.
FLAMENGO VENCEU, MAS NÃO CONVENCEU – DERROTA INJUSTA DO MOTO – Em sua única apresentação em São Luís, o Clube de Regatas Flamengo, da Guanabara, conseguiu vencer a duras penas o Moto Club, bicampeão maranhense, através do marcador de 1 a 0, graças a uma falha de Santana, do que se aproveitou o centroavante Reyes, que, aos 42 minutos fez o gol da vitória flamenguista.
Jogou bem o Moto Club de São Luís, que chegou em várias oportunidades a tomar conta do gramado. O resultado de 1 a 0 foi injusto para o bicampeão maranhense, que muito destacou a sua atuação em campo. O placar de 0 a 0 seria justo.
OS MELHORES – No Flamengo, apenas Marco Aurélio, no arco; Onça, na zaga-central; Rodrigues Neto, o coringa do time, na zaga-esquerda; Silva e Reyes, no ataque, foram os que mais agradaram. No Moto Club, todos atuaram bem, com destaque para Geraldo, Neguinho, Alzimar, Ronaldo, Pelezinho e Ribamar. O jogo marcou tambéma despedida do lendário atacante Hamilton com a camisa do Moto Club.
Na foto acima, vê-se o arqueiro Vila Nova, do Moto, usando o tradicional golpe de vista num forte chute do ponteiro Luís Carlos, da equipe do Flamengo. Vê-se também nas proximidades um defensor do Moto Club, que atentamente observa o lance. Vale ressaltar também o comportamento do goleiro motense, considerado excelente, dada a sua ganhabilidade, bem como aquela técnica que é peculiar qualquer jogador sulista. O grande arqueiro do Moto saiu-se maravilhosamente bem. No lance do gol, muitos puseram-lhe a culpa, porém o lance foi de infelicidade para Vila Nova, numa vez que foi um gol relâmpago, impegável realmente.Moto Club 0x1 Flamengo/RJ
Data: 21 de julho de 1968
Local: Estádio Nhozinho Santos
Renda: Cr$ 25.127,00
Público: não divulgado
Juiz: Wilson de Moraes Wanlume
Bandeirinhas: José Salgado e Francisco Sousa
Gol: Reyes aos 44 minutos do primeiro tempo
Moto Club: Vila Nova; Neguinho, Alzemar, Geraldo e Corrêa; Ronaldo e Santana; Zezico, Hamilton (Amaury), Pelezinho e Ribamar (Pestana). Técnico: Marçal Tolentino Serra
Flamengo/RJ: Marco Aurélio; Murilo, Manicera, Onça e Rodrigues Neto; Carlinhos e Liminha; Luís Carlos (Zélio), Dionísio (Reis) Silva e Valdir. Técnico: Valter Miralia
Flávio Murtosa pelo Maranhão, em 1976
Belo registro do jogador Flávio Murtosa com a camisa do Maranhão Atlético Clube, em junho de 1976. Na foto, Murtosa enfrenta o Moto Club de São Luis. Murtosa, após a carreira nos gramados, virou treinador de futebol e trabalhou por muitos anos ao lado do pentacampeão Luis Felipe Scolari. Para saber mais sobre a história do antigo craque atleticano, clique AQUI
















