sábado, 28 de fevereiro de 2015

ÁUDIO - Entrevista sobre o projeto do Museu do Futebol Maranhense

O Blog Futebol Maranhense Antigo, no post anterior, trouxe a excelente iniciativa do jovem José Henrique Oliveira Teixeira Filho, 23 anos, que, no seu TCC do curso de Arquitetura e Urbanismo, apresentou o trabalho intitulado “Anteprojeto Arquitetônico para um museu da memória do futebol maranhense”. Henrique agora explica, em entrevista à Rádio Mirante AM, programa de esportes do dia 28 de Fevereiro de 2015, sobre o interessante projeto.
ÁUDIO


SOBRE O PROJETO

“Visando a obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo, desenvolvemos um anteprojeto para um Museu da Memória do Futebol Maranhense. Tal museu será voltado para a valorização do esporte local, mais especificamente o futebol, trazendo um acervo muito rico sobre a história do futebol no estado e seus principais clubes, além de oferecer atividades culturais e de lazer tanto para os visitantes quanto para os moradores da região do Centro Histórico, buscando também a inclusão social oferecendo espaços adaptados aos portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida. Essa iniciativa surgiu da necessidade de se levar para o cidadão maranhense informações sobre o seu futebol e sobre a história de seus clubes, tentando assim criar um sentimento maior de pertencimento e valorização para com nosso esporte, tão rico e vitorioso mas que não recebe a devida atenção. Para a elaboração do anteprojeto, escolhemos um terreno ocioso que se encontra no bairro da Praia Grande, entre a Avenida Senador Vitorino Freire, a Rua da Estrela e o Beco da Lapa, estando bem próximo do convento das mercês. Esse local foi escolhido devido a sua proximidade ao eixo cultural da cidade, nas imediações do Centro Histórico, propondo assim um novo uso a um espaço que serve atualmente de depósito de lixo e abrigo para marginais, causando insegurança nas proximidades.

O edifício contará com locais amplos para a exposição dos acervos dos clubes, onde encontraremos informações históricas sobre cada um, galeria com imagens de momentos importantes da história de cada time, espaço para troféus, entre outras coisas relacionadas ao futebol maranhense. Outro ponto importante é a questão da acessibilidade: todo o edifício é adaptado para que pessoas com algum tipo de deficiência física ou mobilidade reduzida possam desfrutar do museu com a maior autonomia e independência possível, tornando ainda mais democrática a experiência de visitação.  Ademais, o museu disponibilizará espaços para a realização de eventos do desporto da cidade, sendo dotado de um auditório e salas nas quais serão oferecidos oficinas e minicursos voltados ao esporte e a cultura, podendo servir também de espaço para a realização de workshops em eventos realizados no local, atendendo à comunidade e entrando no circuito cultural de São Luís”

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Projeto sobre um museu do futebol maranhense


O Blog Futebol Maranhense antigo tem o prazer em apresentar aqui aos leitores um pequeno projeto muito interessante. Trata-se do material colhido no trabalho de Monografia de conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo, do jovem José Henrique Oliveira Teixeira Filho, 23 anos. Henrique, amigo pessoa do titular deste blog, é um torcedor boliviano e, acima de tudo, admirador do futebol praticado em nosso Estado. Curioso, Henrique coleciona estatísticas, relatos, histórias, livros e tudo aquilo que refere-se ao futebol, em especial ao maranhense. Ele também cultiva um hábito peculiar àqueles que curtem deleitar-se sobre o passado do futebol: coleciona camisas antigas do Sampaio Corrêa Futebol Clube. Aqui, deixo um pequeno resumo do belíssimo trabalho do Henrique, intitulado “Anteprojeto Arquitetônico para um museu da memória do futebol maranhense”. Além do texto sobre o museu, posto também algumas imagens da volumetria do projeto.

Fachada Principal

Fachada Principal

“Visando a obtenção do título de bacharel em Arquitetura e Urbanismo, desenvolvemos um anteprojeto para um Museu da Memória do Futebol Maranhense. Tal museu será voltado para a valorização do esporte local, mais especificamente o futebol, trazendo um acervo muito rico sobre a história do futebol no estado e seus principais clubes, além de oferecer atividades culturais e de lazer tanto para os visitantes quanto para os moradores da região do Centro Histórico, buscando também a inclusão social oferecendo espaços adaptados aos portadores de necessidades especiais ou mobilidade reduzida. Essa iniciativa surgiu da necessidade de se levar para o cidadão maranhense informações sobre o seu futebol e sobre a história de seus clubes, tentando assim criar um sentimento maior de pertencimento e valorização para com nosso esporte, tão rico e vitorioso mas que não recebe a devida atenção. Para a elaboração do anteprojeto, escolhemos um terreno ocioso que se encontra no bairro da Praia Grande, entre a Avenida Senador Vitorino Freire, a Rua da Estrela e o Beco da Lapa, estando bem próximo do convento das mercês. Esse local foi escolhido devido a sua proximidade ao eixo cultural da cidade, nas imediações do Centro Histórico, propondo assim um novo uso a um espaço que serve atualmente de depósito de lixo e abrigo para marginais, causando insegurança nas proximidades.

O edifício contará com locais amplos para a exposição dos acervos dos clubes, onde encontraremos informações históricas sobre cada um, galeria com imagens de momentos importantes da história de cada time, espaço para troféus, entre outras coisas relacionadas ao futebol maranhense. Outro ponto importante é a questão da acessibilidade: todo o edifício é adaptado para que pessoas com algum tipo de deficiência física ou mobilidade reduzida possam desfrutar do museu com a maior autonomia e independência possível, tornando ainda mais democrática a experiência de visitação.  Ademais, o museu disponibilizará espaços para a realização de eventos do desporto da cidade, sendo dotado de um auditório e salas nas quais serão oferecidos oficinas e minicursos voltados ao esporte e a cultura, podendo servir também de espaço para a realização de workshops em eventos realizados no local, atendendo à comunidade e entrando no circuito cultural de São Luís”

 Entrada do Museu

Vista lateral que mostra um pouco da quadra poliesportiva e espaço para cooper e caminhadas

Lateral esquerda

 Parte de trás do museu, com acesso para quem vem pela rua da estrela
  
 Parte de trás do museu, com acesso para quem vem pela rua da estrela
 
Henrique com a sua coleção dos meus livros. Que honra.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

PÔSTER - Ferroviário Esporte Clube, Campeão Maranhense (invicto) 1957


Flávio Murtosa atuando pelo Maranhão

Maranhão em 1976. Na foto, temos: em pé - Emílio, Santos, Omero, Tataco, Bite e Roberto; agachados - Murtosa, Ariosto, Neco, Pedro e Coelho

Texto extraído do livro "Salve, Salve, meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube".

Quem olha Murtosa, Auxiliar Técnico da Seleção Brasileira nas Copas de 2002 e 2014, sequer imagina que ele teve uma rápida passagem pelos gramados defendendo o Brasil do Rio Grande do Sul, além do Esporte Clube Pelotas. E muitos nem imaginam que, pouco antes de encerrar a sua curta aventura como atleta profissional, Murtosa ainda teve uma brevíssima passagem no Maranhão Atlético Clube. Sem sucesso ao tentar seguir os passos do seu tio Darcy Lopes da Cunha, abandonou os gramados, formou-se em Educação Física e estreou numa equipa técnica, como preparador-físico, ao serviço do Grêmio Atlético Farroupilha, em 1981. O ano seguinte assinalaria o encontro com Luiz Felipe Scolari, de quem se tornou adjunto no Grêmio Esportivo Brasil.

Corpo atarracado, bigode farto, cabelo ralo e pouco jeito de quem um dia foi um atleta profissional. Mas antes de virar o fiel escudeiro de Felipão, Flávio Murtosa foi um jogador de alto rendimento. E mais: se apresentava como um insinuante ponta-direita do Pelotas. Com um futebol de força física, velocidade e chute potente, características de um atacante que infernizava defesas pelos gramados do futebol gaúcho, já naquela época Murtosa mostrava que seu futuro seria mais frutífero fora de campo. Seu tio, Darcy, marcou época no futebol gaúcho. Ponta-direita com chute forte, o Murtosa tio ficou conhecido como o “Canhão da Baixada”. Murtosa, o sobrinho, também era ponta-direita e tinha na finalização a sua arma. Criado nas categorias de base do Pelotas, Murtosa virou profissional em 1967, logo aos 16 anos.

Ponta-direita com destaque para as finalização, Murtosa disputou diversos Campeonatos Gaúchos e torneios do interior com a camisa azul e ouro. Permaneceu por lá até 1975, quando decidiu deixar o futebol gaúcho e se aventurar no ano seguinte no MAC, em companhia do amigo e companheiro Louzada, meia-direita - na época, havia alguns atletas gaúchos no time atleticano. Em 1976, o Maranhão formava com Santos; Roberto, Lambau, Naber e Carlito; Tataco, Louzada e Álvaro; Murtosa, Joãozinho e Léo. Naquele ano o Glorioso foi apenas o terceiro colocado no Estadual.

No ano seguinte, Murtosa retornou ao Pelotas, jogou algum tempo e parou aos 26 anos, quando lesionou o joelho. Decidiu cursar a faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Pelotas. Em 1981, ainda estudante, foi ser preparador no Farroupilha. No ano seguinte aceitou o desafio de treinar o time e logo começou a trabalhar com Felipão. Desde então, apenas se separou do amigo em três ocasiões: em 1997, quando assumiu o comando do Juventude de Caxias; em 2000, quando foi campeão pelo Palmeiras da Copa dos Campeões; e em 2002, após a Copa do Mundo. De resto, o seu percurso é o percurso de Scolari: Al Shabab e Al Ahli (Arábia Saudita), Grémio, Goiás, Al Qadsia (Kuwait), Seleção do Kuwait, Criciúma, Jubilo Iwata (Japão), Cruzeiro, Seleção Brasileira e Portuguesa.

Moto Club 4x1 São José - Campeonato Maranhense 1974


Desfalcado a defesa e com um ataque muito fraco, o São José não podia fazer mais. O placar de 4x1 mostra a superioridade do Moto, que começou perdendo com um gol de pênalti inexistente, mas como tem uma equipe infinitamente superior, não teve dificuldades para virar o marcador e chegar à goleada, apesar de ter se complicado na fase final, quando mostrou mais uma vez pouca condição física, especialmente com Coelho, Esteves, Zé João e Soares. O primeiro tempo virou 3x1 para o Moto, que na fase final só marcou um gol de pênalti. Nabor foi expulso e a arbitragem foi simplesmente ridícula do sr. José Salgado.

Aos 11 minutos o juiz marcou um pênalti que não houve e Nabor converteu o primeiro gol da partida e que viria a ser o único do São José. O Moto não reclamou porque havia muito tempo pela frente e acreditou na sua superioridade técnica. Aos 16 minutos Zé João escorou um escanteio cobrado por Coelho e empatou com a defesa azulina olhando. Aos 23 Coelho bateu falta com barreira e colocou no canto direito de Josemar, que se colocara mal e aos 30 novamente Zé João marcou o terceiro, invadindo a área pelo meio quando a defesa parou, tentando deixar o atacante rubro-negro impedido.

A superioridade do Moto, que foi incontestável no primeiro tempo, não chegou a ser muito notada na fase final, mais pela falta de condição física do que pela acomodação do time. O São José voltou mais aguerrido e começou a pressionar, o que foi insuficiente para intranquilizar o adversário e o juiz, que passou a errar sistematicamente na interpretação de faltas, impedimentos e na aplicação do cartão amarelo, que usou desordenadamente, advertindo Neguinho, Sérgio e Esteves. Praticamente sem ataque, de pouco adiantou a valentia do time azulino. O Moto, mesmo confuso, atacava com mais perigo, mas só conseguiu ampliar a contagem com um gol de pênalti marcado pelo bandeirinha José Lima Oliveira, com quem o juiz concordou sem saber nem se houve falta. Neguinho marcou o quarto gol e Nabor, reclamando do bandeirinha, foi expulso; Uma vitória fácil do Moto, que conseguiu a goleada mais pelas falhas do adversário. Na preliminar, o Ferroviário marcou 3x1 sobre o Vitória do Mar. 
 


 
FICHA DO JOGO

Moto Club 4x1 São José
Data:
13 de Outubro de 1974
Local: Estádio Municipal Nhozinho Santos
Juiz: José Salgado
Renda: Cr$ 8.732,00
Público: não divulgado
Gols: Zé João (2), Coelho e Neguinho (Moto) e Nabor (São José)
Moto Club: Edson; Ivan, Neguinho, Sérgio (A. Carlos) e Esteves; França e Soares; Lima (Gilberto), Santana, Zé João e Coelho
São José: Josemar; Reinaldo, Ziza, Israel e Luiz Carlos I; Nabor e Zeca; Gimico, Aurino, Luis Carlos e Moreno.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

PÔSTER - Moto Club campeão invicto do Primeiro Turno do Estadual 1974


Sampaio Corrêa 0x0 Moto Club - Campeonato Maranhense 1974


A derrota do Sampaio para o Moto por 1x0 no jogo-exibição que as duas equipes fizeram em seu último encontro só serviu para ativar mias o otimismo dos motenses e aumentar a satisfação da torcida rubro-negra, empolgada com a campanha da sua equipe e especialmente a larga vantagem os números contra o seu mais tradicional adversário. A torcida motenses teve pano para as mangas e desprendeu uma tremenda gozação sobre os bolivianos, que na última partida contra o rubro-negro, ouviram comentários do tipo “puxa, parece até um treino de brincadeira”. Para os sampaínos, que há mais de dois anos vinham engolindo seco, a resposta vinha sempre com aquela esperança: “Vamos esperar a quarta-feira, que é pra valer”. O jogo treino, realizado na tarde do dia 26 de Outubro, no Santa Izabel, terminou com a vitória do Moto (gol de Luiz Augusto) com apenas 20 minutos de futebol, que fora suficientes para se notar que os dois times, mesmo num treino, não esqueceram a rivalidade e encararam tudo com muita seriedade.

Dentro deste clima de rivalidade, expectativa e esperança da torcida boliviana, os dois quadros se encontraram novamente no domingo, 30 de Outubro, pelo primeiro Turno do Campeonato Maranhense de 1974. O Moto, na ocasião, como líder, distanciado de Sampaio, MAC e Ferroviário, que eram os vice-líderes, por três pontos e com a vantagem de ter ainda a seu favor uma invencibilidade de dois anos e 17 jogos sobre o seu adversário, 14 empates e três vitórias. No campeonato de 74, o Sampaio também estava invicto e, em caso de vitória diante do Moto, passaria a depender do resultado do Moto contra o Ferroviário, na rodada seguinte. Caso o Moto vencesse os bolivianos e os ferrins, ficaria ainda mais distanciado dos demais participantes e o campeonato correria o risco de perder a motivação

Os dois turnos eram em pontos corridos, mas o importante era chegar na frente como campeão ao final dos dois turnos para ter o direito de ser o finalista com a vantagem de 1 ponto para o caso de uma série decisiva contra o vencedor do terceiro turno. Praticamente não havia risco de nenhuma das grandes equipes de ficar fora do turno fina, pois São José e Vitória do Mar deveriam mesmo sobrar, já que estavam na lanterna, somando sete e oito pontos, respectivamente.

A liderança do campeonato, a superioridade mantida havia vários jogos sobre o Sampaio, o apoio da torcida e até a atualização dos vencimentos tranquilizaram o Moto para o jogo. Nem a ausência de Santana chegou a quebrara a tranquilidade e otimismo dos rubro-negros. Com o adiamento do jogo, a direção técnica passou a apostar no reaparecimento de Gojoba e por isso o time somente foi escalado perto da partida, ficando a palavra final do Dr. Cassas de Lima para a definição do time, principalmente no setor de meio de campo. A vaga de Santana estava entre França e Gojoba, sendo que, em caso de entrada de um dos dois, a posição de ponta-de-lança seria ocupada por Peixinho, ficando Gojoba ou Franca na cabeça-de-área, que vinha sendo defendida por Soares nos últimos jogos.

O Sampaio Corrêa, por sua vez, defendia um número curioso: mantinha-se invicto havia 15 jogos, incluindo o empate com o Moto no último Estadual, mas tendo apenas um triunfo até então no atual campeonato de 74 (3x0 sobre o Vitória do Mar). O time boliviano partia para o seu último compromisso no returno, diante do Moto, de quem não conseguia vencer há 17 jogo. Estreando o novo técnico, Vicente Trajano, os bolivianos, os bolivianos mais do que nunca estavam empenhados em quebrar o tabu e salvar o campeonato, que dependia de uma vitória boliviana. Uma derrota complicaria muito a campanha do Mias Querido, que tinha três pontos negativos contra nenhum do seu adversário. José Medeiros, que foi substituído, deixou o time invicto e melhorando de jogo para jogo. A estreia de Trajano ficou, portanto, correndo muitos riscos, justamente contra o adversário mais difícil.

 Moto e Sampaio em jogo antes do empate que manteve o tabu do rubro-negro

 Moto e Sampaio em jogo antes do empate que manteve o tabu do rubro-negro

Sampaio Corrêa 0x0 Moto Club – novamente as duas equipes ficaram no empate sem gols. Bem que o Sampaio criou oportunidades e mereceu marcar, mas por duas vezes a trave salvou o gol de Édson, que acabou se constituindo na melhor figura do Moto, que foi um time muito abaixo do que normalmente podia produzir. O Moto não teve uma chance de marcar e esteve muito preso ao sistema de defesa pela falta de quem coordenasse o jogo no meio de campo.

O Moto tomou a iniciativa do ataque na saída do jogo, mas aos poucos o Sampaio se encontrou melhor e superou o adversário para ainda no primeiro tempo perder as melhores oportunidades de movimentar o placar. O Moto foi quem chutou a primeira bola realmente perigosa para o gol, num arremate violento de Soares de longa distância, obrigando o goleiro Ney a difícil intervenção. Logo depois, numa bola cruzada por Benasi contra a área rubro-negra, Sérgio cabeceou contra a as meta e a bola bateu no poste superior do gol do goleiro batido. Aos 40 minutos, nova bola na trave do Moto, chutada por Fernando depois de uma boa trama no ataque boliviano e novamente com Édson novamente batido.

No segundo tempo o Moto esteve ainda pio. Paraíba e Zé João continuaram jogando mal, enquanto Lima também não aparecia bem no jogo. A bola estava sempre com o Sampaio e com isso ficou sobrecarregado o trabalho da retaguarda rubro-negra, que não tinha tempo de respirar. O Sampaio pressionou até o último instante, cabendo a Itamar criar as situações mais perigosas, chutando nada menos de três bolas violentas que Edson defendeu com segurança, garantindo o empate que foi um grande resultado para o Moto, ainda líder do campeonato. Quando o técnico do Moto tentou consertar o meio de campo com Peixinho, este sentiu uma fisgada na coxa quando fazia o aquecimento e Nestor acabou entrando para o lugar de Soares, sem nenhum resultado. 









FICHA DO JOGO

Sampaio Corrêa 0x0 Moto Club
Data:
31 de Outubro de 1974
Local: Estádio Nhozinho Santos
Juiz: Lercílio Estrela
Bandeirinhas: Ronald Monassa e Wilson de Moraes Wanlume
Renda: Cr$ 72.587,00
Público: 13.961 pagantes
Sampaio Corrêa: Nei; Pedro Soares, Paulo Espanha, Arizinho e Benazzi; Nazareno, Djalma Campos (Adelino) e Edmilson Leite; Lucas (Zequinha), Fernando Carlos (Lucas) e Itamar. Técnico: Vicente Trajano
Moto Club: Edson; Ivan, Neguinho, Sérgio e Antonio Carlos; França, Soares (Nestor) e Paraíba; Lima, Zé João e Coelho. Técnico: Marçal Tolentino Serra

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Buraco se abre no gramado do Estádio Nhozinho Santos, em 1974

Na tarde do dia 18 de Abril de 1974 um fato curioso marcou o nosso futebol: a administração do Estádio Municipal mostrou grande eficiência tapando, em tempo recorde, um buraco que se abriu no gramado de jogo devido às fortes chuvas. Uma galeria que passa sob o estádio rompeu-se, provocando o atraso de uma hora da partida Moto Club 0x0 São José. Veja a sequência











Corrêa, tricampeão rubro-negro


Matéria de Edivaldo Pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão, de 27 de Abril de 1998

 Corrêa e Djalma Campos, em 1968

 Corrêa, o terceiro agachado, no Moto

 Zezico, Corrêa, Baezinho, Josemar e Ronaldo em jogo de faixas pelo tricampeonato em 1968, contra o São Cristóvão/RJ

 Moto Club em 1968: Neguinho, Vila Nova, C. Alberto, Alzimar, Geraldo e Corrêa. Baé, Djalma, Pelé, Amauri, Santana e Zezico.

Corrêa tricampeão pelo Moto Club

Francisco Corrêa Pereira poderia ter sido apenas mais um pescador do mar maranhense. Quis o destino que ele enveredasse pelos campos de futebol para se tornar um dos grandes jogadores da lateral-esquerda. Um orgulho do nossos Estado, que nos anos 66, 67 e 68 foi tricampeão pelo Moto. O mais incrível na vida de Corrêa é que desde pequeno, brincando de bola em São José de Ribamar, sua terra natal, ele sempre dizia que um dia jogaria pelo Moto. O caminho até a realização desse sonho começou a ser percorrido quando o garoto, com 1 anos, ingressou no segundo quadro do Vera Cruz, time de Ribamar. Dois anos mais tarde ele já reforçava o primeiro, mesmo tendo 1m55 de altura, sendo menor que todo mundo. A camisa, que ia pelos joelhos, não era empecilho para o então ponta-esquerda.

Outros times da cidade, como o Moropóia e São Cristóvão, também tiveram a oportunidade de ter Corrêa em seus quadros, antes dele se tornar um jogador profissional. Foi atuando pelo São Cristóvão que o atleta teve a oportunidade de conhecer jogadores tidos como profissionais de São Luís, levados pelo Presidente Paulinho para reforçar a equipe. Um deles, Neguinho, gostou tanto do ponteiro que o convidou para fazer um teste no Vitória do Mar.

O começo em São Luís – escondido da mãe, que nem sabia que ele jogava, Corrêa veio ao estádio Santa Izabel falar com o treinador Ferreira. Somente depois de aprovado é que a diretoria do Vitória foi a Ribamar pedir o consentimento da família, já que o rapaz (17 anos) era de menor. Ferreira deixou Corrêa na lateral-esquerda e nessa posição ele foi se adaptando. Entrar para jogar não foi possível por um longo período, já que o titular, Tutóia, tinha a preferência do treinador. Enquanto esperava, ele não desistia. Procurava aprender a marcar, tendo um cuidado especial com a sua preparação física.

Primeiro jogo – a primeira oportunidade que Corrêa teve para se firmar como titular veio com mais uma colaboração do destino. Conta ele que Tutóia adoeceu na véspera do jogo contra o Moto, que seria à noite no Estádio Nhozinho Santos. “Por volta de duas da tarde o Tenente Ferreira Novaes (técnico), acompanhado de Mizael (zagueiro-central) e Batatais (goleiro) veio me dizer que eu ia entrar jogando de titular. Naquele momento gritei de felicidade por dentro e pensei: hoje o pessoal de Ribamar vai ouvir meu nome no rádio”.

Corrêa, nesse dia, tinha a responsabilidade de marcar Garrinchinha, ponta-direita que estava prestes a ir para o Botafogo do Rio. E não decepcionou: a marcação cerrada impediu que Garrinchinha jogasse.

Os estivadores, que mantinham o time do Vitória do Mar, perguntavam no estádio quem era aquele garoto. Os brincalhões diziam que ele tinha vindo do Rio de Janeiro como um reforço, mas logo descobriram que o lateral tinha saído de Ribamar para se tornar conhecido em todo o Maranhão. O jogo foi de 1x0 para o Moto.

O jovem, de um vigor físico impressionante, agradou tanto que quando o titular da posição ficou bom de saúde, teve que se contentar com a reserva. Esse era o ano de 1960. Após a temporada, que apontou o Moto como bicampeão estadual, Corrêa recebeu da crônica esportiva o título de revelação do ano.

Concretizando um sonho – no final de 61 o Vitória do Mar atravessava uma enorme crise financeira. Como a Associação de Estivadores não teve condições de aumentar a contribuição para manter o pagamento dos jogadores, o plantel terminou sendo vendido. Corrêa foi para o Moto, ao lado de Mizael, Zequinha e Pedro Bala; Neguinho, Vareta, João Cristóvão passaram para o Maranhão Atlético Clube; Bastos, Pelezinho e Joãozinho foram para o Sampaio.

No Moto, Corrêa passou a treinar com o professor Rinaldi Maia, que elaborou um programa de treinamento para melhorar ainda mais sua boa condição física. Mesmo atravessando uma excelente fase, o lateral-esquerdo só veio a conhecer o sabor de campeão em 66, quebrando a cara daqueles que diziam em Ribamar que ele não tinha sorte.

A estrela do jogador continuou brilhando. E novas conquistas de títulos pelo Moto vieram em 67 e 68. O maior orgulho de Corrêa é dizer que além de tricampeão maranhense ele fez parte do grupo em 68 que foi campeão do Norte. Uma conquista que levou o “Papão do Norte” a ficar entre os quatro melhores na Taça Brasil, atrás apenas do Palmeiras, Ceará Sporting e Bahia. O time era formado basicamente por Vilanova; Neguinho, Alzimar, Alvim da Guia e Corrêa; Santana e Carlos Alberto; Djalma Campos, Amauri, Pelezinho e Ribamar.

Jogando contra Pelé – ainda em 68 São Luís teve o privilégio de receber o time do Santos, formado por Laercio; Carlos Alberto Torres, Orlando, Ramos Delgado e Rildo; Zito e Lima; Orlandinho, Silva, Pelé e Edu. Com tantos craques só uma seleção estadual poderia proporcionar um bom jogo aos torcedores. O técnico Ênio Silva chamou então para titulares: Manguito; Paulo, Alzimar, Alvim da Guia e Corrêa; Santana e Carlos Alberto; Garrinchinha, Isaac, Cândido e Pelezinho. Desses 11, apenas Manguito e Cândido eram do Ferroviário; todos os outros pertenciam ao Moto. O jogo foi bem disputado e terminou com a vitória do Santos por 1x0. Corrêa nesse dia deu tudo de si. E como um carrapato, grudou em Orlandinho, quando não deixando o ponta andar em campo.

E o futuro? – após a Taça Brasil o Moto emprestou alguns jogadores para o Sampaio. Corrêa ficou lá por um ano e retornou ao rubro-negro em 70. Foi quando, com 29 anos de idade, passou a ficar com medo do futuro. Além de jogar bola, ele só sabia pescar. Como tinha cursado apenas o primário, resolveu voltar a estudar. Aproveitando uma espécie de curso eletivo no Liceu, foi fazendo o ginásio. Em 1972 Corrêa voltou para o Vitória do Mar, numa forma de dar mais um pouco d sua colaboração ao time que o lançou. Já com o científico concluído e ingressando na carreira de magistério, parou de jogar em 73 e passou a dar aulas em São José de Ribamar.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sampaio Corrêa e Moto Club empataram em jogo de Handebol do Nhozinho Santos



Moto e Sampaio Corrêa ficaram no empate pelo placar de 0 a 0 pelo Campeonato Maranhense, na tarde do dia 08 de Dezembro de 1974, no Municipal. As duas equipes também empataram no jogo de demonstração de handebol, realizado antes da partida pelo campeonato de futebol. O jogo, que serviu apenas para apresentação ao público e marcou a fundação da Federação Maranhense de Handebol do Maranhão, terminou com o placar de 8x8, chegando a agradar e movimentou as torcidas dos dois clubes, que vibraram a cada gol. O Sampaio começou ganhando e esteve sempre à frente do marcador com o Moto empatando nos instantes finais, para maior alegria da torcida rubro-negra. O jogo foi dirigido pelo próprio Presidente da Federação, o professor Laércio Elias Pereira, e o público que compareceu ao Municipal foi de exatos 10.027 pagantes. Sobre a instituição de handebol, um destaque: naquele ano, 1974, foi fundada a Federação Maranhense de Handebol (FMAH), não legalizada, tendo o professor Laércio como o seu primeiro Presidente.