domingo, 27 de outubro de 2013

Sampaio Corrêa e Moto Club na exposição ''Mascotes de Futebol", no Metrô Sacomã em São Paulo (SP)

Em Junho de 2010 aconteceu a exposição ''Mascotes de Futebol'', no Metrô Sacomã, em São Paulo (SP). Ali, democraticamente, estiveram à Mostra escudos e símbolos de equipes de todas as espécies, das conhecidas às totalmente anônimas. O que tem, no mínimo, o mérito de ampliar os nossos conhecimentos sobre o esporte bretão. Afinal, para quem gosta, futebol nunca é demais. Na galeria das equipes, estiveram presentes o Sampaio Corrêa e o Moto Club.



Futebol, uma paixão maranhense

Belíssimo texto publicado no Jornal Pequeno, de 23 de Setembro de 2012. Vale a pena ler.


O maranhense é um apaixonado por futebol. Poucos lugares no mundo, como aqui, mantêm uma relação tão passional com esse esporte que encanta multidões. Mesmo à margem do ranking nacional, esquecida em um ponto obscuro do mapa da bola, São Luís está entre as principais praças do país em recorde de público de estádio, só comparada aos palcos do Rio, São Paulo e Belo Horizonte.

Quem viveu o ciclo dourado dos times locais há de saber o quanto o futebol é entronizado na alma do maranhense. Trago, límpidas na memória, as primeiras imagens do meu encontro com esse reino mágico. Tinha entre 9 e 10 anos. Egresso do interior, passava férias na Rua da Cerâmica, no João Paulo. Nas tardes de domingo, driblava a vigilância de familiares, e, junto com outros garotos, percorria a pé o trajeto que conduzia ao Estádio Nhozinho Santos para, de um oitão que permitia ver apenas metade do campo, acompanhar os jogos do Moto Clube, meu time do coração.

Jamais esqueci aquele som das torcidas, parecido com o de chuva torrencial, a se projetar dentro e fora do estádio, como uma onda sonora avassaladora. E o que dizer da narração, pelo rádio AM, dos clássicos entre Moto, Sampaio e Maranhão? Um espetáculo que nos remetia não apenas para dentro do campo de jogo como também para além dele, alcançando um ambiente mágico, onde tudo eram festa, emoção, fascínio e encantamento.

Quando me formei jornalista e fui trabalhar nas redações de jornal, foi o futebol que abracei como área de lazer. No Jornal de Hoje escrevia, por vontade própria, uma crônica diária, na coluna intitulada “Nonato Reis comenta”. Não perdia os jogos, mesmo aqueles realizados no meio da semana. Às vezes ia para a arquibancada e ali ficava anônimo, observando a mecânica dos jogos e a reação das torcidas. Outras vezes, descia à beira do gramado, para ficar mais próximo dos jogadores e acompanhar de perto os lances geniais e de maior plasticidade. Ali me juntava a Albino Soeiro, Geraldo Castro, Anacleto Araújo, Ligeirinho. Trocava figurinhas com Herberth Fontenele, Gilson Rodrigues, Laércio Costa, Tércio Dominici, Jairo Rodrigues, Neris Pinto.

Difícil esquecer times que marcaram época e jogadores que por eles se imortalizaram. Como o Sampaio de Djalma Campos, o melhor jogador tricolor de todos os tempos, e também de Neguinho, naquela memorável decisão do Brasileirinho, em 1972, equivalente hoje à série B do certame nacional; o Moto de Edmilson Leite, Ronaldo, Faísca, Juari e do artilheiro Paulo César, que no Nhozinho Santos quebrou a série invicta do goleiro Mazoroppi, do Vasco da Gama; ou ainda o Maranhão Atlético, de Croinha, Hamilton, Bacabal e Dario, genial ponta-esquerda que, vestindo a camisa do Moto, deu um show no Brasileiro de 1973 em cima do lateral-direito Nelinho, do Cruzeiro e também da Seleção Brasileira.

O futebol maranhense tem uma história iluminada. Seu passado cabe num belíssimo livro ainda não escrito fisicamente, mas presente na memória de quantos testemunharam os seus dias de glória. Os números estão aí como a provar esta assertiva. Nenhuma outra praça esportiva do país, guardando-se as devidas proporções do Maracanã, Mineirão e Morumbi, registra recordes de público tão majestoso. Nos anos 70, no velho Nhozinho Santos, era comum o superclássico Moto x Sampaio ser assistido por mais de 20 mil torcedores.

Depois veio a era do Castelão e a estatística apenas cresceu. Não raro o duelo dos maiores rivais levava público superior a 30 mil torcedores. A decisão da série C entre Sampaio e Francana, em 1997, foi assistida por quase 70 mil pessoas. Que outra praça, mesmo da série A, repetiria tal façanha? Feito maior aconteceu no dia 24 de setembro de 1998, quando 100 mil pessoas viram o jogo Sampaio x Santos, pela Commebol. Isso em plena segunda-feira, e um dia após a Seleção Brasileira ter enfrentado no mesmo campo a Iugoslávia, diante de 95 mil torcedores.

Não fosse a mentalidade primitiva daqueles que comandaram os órgãos diretivos ao longo dos anos, o futebol maranhense estaria em outro patamar. Infelizmente, os clubes e a federação foram entregues a pessoas erradas. Como um vírus que vai minando o organismo até a sua completa inanição, empurraram o futebol para o vazio absoluto, a ponto de hoje disputarmos a série D da competição nacional, e do Moto se encontrar na segunda divisão local.

FOTOS E VÍDEOS - Sampaio Corrêa consegue o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro

A torcida do Sampaio recepcionou a chegada do time na capital maranhense com festa. Milhares de torcedores se fizeram presente na manhã deste domingo, 27 de Outubro, no aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado, para festejar com os jogadores o acesso á Série B em 2014. O avião da Gol, que trouxe a delegação, pousou no aeroporto por volta das 11h40. A euforia da torcida foi grande ao ver os ídolos pisar em solo ludovicense. Assim que perceberam as presenças dos atletas, os mais fanáticos começaram a cantar. Os comandados de Flávio Araújo tiveram seus nomes gritados pelo público enquanto caminhavam até um ônibus. Alguns fanáticos pediam autógrafos e queriam abraçar os jogadores. Eles agradeceram a recepção dos torcedores e compartilharam a conquista com todos eles. Os atletas saíram no carro do Corpo de Bombeiros que os aguardavam no portão lateral do aeroporto, que dá acesso pela BR-135. Gente de moto, automóvel e a pé acompanha a carreata, cujo o percurso é o São Cristóvão, Cohab. Angelim, Cohama, avenida Litorânea, Ponta D´Areia, São Francisco, com concentração na Praça Maria Aragão, na avenida Beira-Mar, centro de São Luís, onde acaba a festa. Por onde o time passa em carreata é saudado pela orgulhosa torcida maranhense.


 VÍDEOS DA CARREATA






MATÉRIAS SOBRE O JOGO


Torcida recepciona o Sampaio após empate contra Macaé e acesso à Série B Globo Esporte
(28.10.2013)

 
Macaé 1x1 Sampaio Corrêa - GOL DE ELOIR (Gravação das Arquibancadas)


Matéria Globo Esporte Local - 28 de Outubro de 2013


GOLS - Macaé 1x1 Sampaio Corrêa - Série C 2013 - ACESSO DO SAMPAIO À SÉRIE B


 
Matéria Acesso e carreata do Sampaio Corrêa e Rodrigo Ramos (Bom Dia Mirante) - 28/10/2013

 
Rodrigo Ramos falando sobre o Acesso no Imirante Esportes - 29 de Outubro de 2013  
 
   
Briga de torcedores do Macaé e Sampaio antes da partida

FOTOS