Aos amigos interessados, em julho será lançado o livro "Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital", com tiragem limitada no formato físico e no digital. Para reservar o seu exemplar, basta entrar em contato comigo pelo meu Instagram (clique AQUI) ou através do email, AQUI. Em São Luis, o livro estará disponível na Livraria e Espaço Cultural AMEI, do Shopping São Luis. No formato digital, o livro será vendido pela Amazon, Mercado Livre e Hotmart
domingo, 7 de maio de 2023
Livro Almanaque do Futebol Maranhense Antigo: Clubes Menores da Capital - RESERVAS
Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - Episódio 2 - NEGUINHO
Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - Episódio 2 - NEGUINHO
segunda-feira, 1 de maio de 2023
Tem zebra no Maracanã: Flamengo empata em casa com o Moto Club
Texto extraído do livro "Memória rubro-negra: de Moto Club a eterno Papão do Norte"
O Moto Club foi responsável por uma das maiores zebras da Loteria Esportiva, no empate de 1 a 1 frente ao poderoso Flamengo, dentro do Maracanã pela Taça Ouro, resultado que tirou muita gente da corrida pelos milhões da semana. Esse era o titulo da capa de um dos maiores jornais em circulação de São Luis na década de 1980 (e acredito que ainda o é). A chamada mostrou, sem exageros, o que foi um heroico Moto Club dentro de um Maracanã em vermelho e preto. O empate com gosto de vitória fez com que o time motorizado, por alguns instantes, se sentisse em casa, em um mar de rubro-negros nas arquibancadas. Mais apropriado, impossível. O representante maranhense armou um esquema perfeito e quase saiu do Rio de Janeiro com uma vitória com uma perfeita atuação do ponteiro direito Newton, ponta direita que jogava com a camisa 7 e que se consagrou definitivamente dentro do futebol maranhense. Era ele a grande sensação desse time do Moto.
A Taça Ouro de 1983, atual Brasileirão, contou com a participação de 28 clubes, sendo os 16 primeiros colocados da edição do ano anterior, oito fundadores (para garantir os clubes grandes, como Corinthians, Flamengo, etc.), o campeão e o vice da Taça de Prata em 1982 e mais dois clubes por convite de acordo com a conveniência da CBF. E o Moto Club estava entre os 28 que compunham a disputa. Para a competição, o clube maranhense inscreveu os seguintes jogadores, entre atletas importados de outros Estados e os chamados “pratas da casa”: Moacir, Ganga, Cabrera, Irineu, Paulino, Moacir, Pernambucano, Luis Carlos, Tião, Zé Carlos, Lutércio, Raimundinho, Pirila, Gilmar, Zé Roberto, Gil Lima, Norinho, Santos e Alberto. O rubro-negro ainda tentou a contratação do atacante Rui Rei, que entrou para a história do futebol na final entre Ponte Preta e Corinthians, no Morumbi, em Outubro de 1977, quando Corinthians saiu da fila após 22 anos sem títulos. Rui foi acusado de se vender pela Ponte Preta, por ter provocado a sua expulsão de campo, com apenas cinco minutos de jogo, para facilitar as coisas para o Corinthians, que por coincidência o contratou um mês depois. Sem a concretização da vinda do atleta, no seu lugar o Moto Club contratou por empréstimo junto ao Sampaio Corrêa o lendário centroavante Cabecinha.
Apesar do forte elenco, um dos jogadores inscritos, contudo, fez história no rubro-negro, ao marcar o gol de uma das maiores zebras já registradas até então na história do velho Maracanã: o ponteiro direito Newton, craque do futebol maranhense e que chegou a ser titular absoluto em todas as seleções formadas ao final da temporada. Considerado a maior revelação do futebol maranhense nos últimos anos, o jovem Newton chegou ao Papão em 1982, comprado junto ao Expressinho do bairro da Cohab, em uma transação até hoje não explicada às claras, envolvendo o ex-presidente do quadro cohabense, Hilton Rocha, na época acusado de ter facilitado a transação pela sua condição de motense. O atleta despontou como a grande esperança rubro-negra para as disputas da Taça Ouro de 1983. Baixinho, veloz e de drible fácil, Newton não batia perfeitamente na bola, mas tinha boa presença de área. Após dois anos no Expressinho, quem o levou ao Moto Club foi o Dr. Cassas de Lima.
Naquele ano, o Flamengo foi o campeão Brasileiro e o Moto Clube apena o lanterna em sua chave. Antes da inesquecível zebra no Maracanã, o Moto vinha de uma campanha muito ruim, digna de um mero figurante na competição: Moto Club 1x1 Paysandu, em São Luis, e Santos 3x1 Moto Club, fora de casa. Após o heróico empate no Maracanã, o Papão seguiu com a sua pífia campanha: além de derrotas frente aos paraenses do Paysandu (2x1) e até dos amazonenses do Nacional (1x0), o rubro-negro maranhense havia sofrido uma goleada em pleno Castelão para o próprio Flamengo por 5x1. Na ocasião dessa goleada frente ao time carioca, um jornalista perguntou ao técnico do Papão se o jogador Zico teria uma marcação especial. O treinador do rubro-negro respondeu que não, pois Zico era um jogador como qualquer outro. A goleada por si só respondeu tal leviandade do técnico motense... Contudo, ainda arrumou tempo para empatar em São Luis com o Santos, em 1x1, dia 06 de Março. Ou seja: foi a zebra pra cima dos grandes, mas conseguiu se complicar diante dos pequenos. Coisas do futebol...
Sobre a partida frente ao Clube de Regatas Flamengo, realizada na tarde do dia 30 de Janeiro de 1983, mais de 23 mil pessoas pagaram para ver mais uma goleada rubro-negra para cima do limitado elenco motense. Nessa competição, o Flamengo tinha “só” Raul, Leandro, Júnior, Andrade e Zico. Com um elenco desses, a repetição o mesmo placar em São Luis (5x1) parecia até pouco. Contudo, quem pagou ingresso para ver Zico em ação, acabou conhecendo o ponteiro Newton, que escreveu o seu nome no hall de zebras que pintaram pelo Maracanã em tempos recentes. “Depois que o CSA venceu o Fluminense e a Ferroviária derrotou o Botafogo, hoje foi a vez do Moto Clube equilibrar o jogo contra o Flamengo e sair do Maracanã com um honroso empate de 1 a 1. O torcedor carioca foi surpreendido pelo rubro-negro maranhense e não perdoou a pior exibição do Flamengo nos últimos tempos, vaiando demoradamente a equipe na saída do jogo. O narrador Luis Mendes, da Rádio Nacional-RJ, ainda comentou: Quero deixar bem claro para o torcedor do Flamengo que o time que está de vermelho e preto é o Moto Club do Maranhão e que está dando um show de bola no time de branco, o Flamengo!” O Moto, além de muito espírito de luta, mostrou o excelente ponta-direita Newton, “autor do gol dos motenses aos 35 minutos abrindo o escore, aproveitando-se de uma indecisão dos flamenguistas Raul e Júnior. O Mengão empatou de bola parada, numa perfeita cobrança de falta através de Zico, aos 38 minutos do primeiro tempo.
A heroica formação motense que empatou em pleno Maracanã contra o futuro campeão nacional daquele ano era composta pelos seguintes atletas: Samuel, Cabreira, Sandoval, Guaracy e Tião Baiano; Zé Carlos e Raimundinho; Newton, Paulo Cardoso e Lutércio. Segundo relato2, Newton deu um baile em Júnior, na época lateral-esquerdo do Flamengo e hoje comentarista da Rede Globo. A imprensa carioca deu grande destaque para a atuação do jogador motense, que deu muito trabalho a Júnior. Pela sua grande atuação na partida contra o Flamengo no Maracanã, após o Campeonato Brasileiro desse ano Newton foi vendido ao Soa Paulo de Telê Santana. Porém, acabou sendo pouco aproveitado no time titular e jogou mais pela equipe “B” do São Paulo.
A delegação motense foi recebida com enorme euforia pelos torcedores maranhenses, que nem sequer lembravam-se da fraca campanha rubro-negra na competição. Empatar diante de uma das maiores equipes do mundo, fora de casa, era a maior das vitórias e valia muito mais do que qualquer decepcionante campanha. O goleiro Samuel, apesar dos 14 gols sofridos ao longo da competição, foi um dos principais jogadores do time motense. Newton foi o artilheiro do Papão na competição, com três gols. Mais de 345 milhões de cruzeiros foram arrecadados só nas partidas em São Luis, o que prova que nunca ninguém tinha sido tão apoiado pelo público, apesar da decepcionante campanha. Na última rodada da Taça Brasil, além de vencer o Santos, o Moto Club torcida por uma vitória do Rio Negro em Belém contra o Paysandu (o jogo acabou em 1x1). Paraenses e amazonenses terminaram, respectivamente, em antepenúltimo e último colocados na chave; o Moto encerrou a sua participação na terceira colocação, o que daria direito de seguir na Taça de Ouro (repescagem). A luta, naquelas alturas, ficou resumida por almejar o quarto o lugar entre motenses e bicolores.
Hamilton se despede do futebol com a camisa do Maranhão (1970)
Texto extraído do livro "Salve, Salve, meu Bode Gregório: a História do Maranhão Atlético Clube"
Décimo primeiro artilheiro em toda a história do Maranhão Atlético Clube, com 71 gols em apenas duas temporadas (1969/70). Maior artilheiro na história do Moto Club e um dos grandes nomes que vestiram a camisa da Seleção Maranhense de Futebol. Isso, é claro, aclamado como o maior centroavante de todos os tempos do futebol maranhense. Alguns ousam em apontá-lo como o maior jogador que já existiu no Brasil. O seu único erro: ter nascido em época errada, segundo muitos comentam. A história de Hamilton Sadias Campos, paraense de Pesqueiro, mistura-se à história dos grandes clubes do nosso futebol. O craque dedicou toda uma vida aos gramados e hoje, na lucidez e tranquilidade do merecido descanso, ainda é lembrado pela antiga geração que o via desfilar em campo com a bola nos pés.
Quinze anos de futebol, tendo defendido Tuna Luso, Ferroviário, Santa Cruz e Moto Club e Maranhão. O craque, aos 37 anos de muito futebol e aproximadamente 499 gols oficiais, resolveu, enfim, abandonar os gramados. A sua estreia com a camisa do Glorioso aconteceu no dia 01 de Maio de 1969, em um amistoso diante do Atlético de Pedreiras, no Estádio Marechal Castelo Branco, em Pedreiras. E foi logo deixando a sua marca, no empate em 1 a 1 contra a equipe do interior do Estado.
Ainda em contrato vigente com o Maranhão, o craque despediu-se do futebol ostentando a camisa do Glorioso, em partida amistosa realizada no dia 08 de Dezembro de 1971, no Estádio Municipal Nhozinho Santos. E a data seria escolhida pelo próprio Hamilton, já que o 08 de Dezembro era dia consagrado a Nossa Senhora da Conceição. A Coordenadoria de Esportes, em parceria com a FMD, providenciou a promoção da festa de despedida do craque. A renda da partida seria toda destinada a Hamilton, sem taxas. O centroavante atuaria um tempo pelo Maranhão e outro pelo Moto Club. Os clubes não receberiam nada pela partida amistosa. Algumas homenagens seriam prestadas ao extraordinário jogador antes da sua despedida.
Pelo cronograma da festividade, que se iniciaria às 16h30, Hamilton seria homenageado pelo Maranhão, Moto Club, Ferroviário, imprensa, Coordenadoria dos Esportes e FMD. Todos os clubes ofereceriam placas de prata, com inscrições lembrando sua passagem por cada agremiação. A federação colocaria em jogo o troféu “Hamilton Sadias Campos” e o atleta daria a volta Olímpica. Receberia ainda as duas camisas com as quais atuaria e mais uma do Santa Cruz, vinda de Recife. Às 17h00 começaria a partida, com ingressos ao preço de Cr$ 6,00 e arquibancada e Cr$ 3,00 para a geral. A FMD e a Coordenadoria dispensaram todas as taxas e até o juiz Francisco Sousa apitaria de graça.
Seis dias antes do jogo, o craque foi homenageado antes do amistoso entre Moto Club e Santa Cruz, clube este pelo qual Hamilton jogou durante dois anos e foi campeão pernambucano. O craque deu o pontapé inicial à partida e ainda recebeu uma flâmula do clube de Recife, em partida realizada no dia 06 de Dezembro, no Municipal. O Coronel Josias Vasco, Presidente do Santa, ainda fez rasgados elogios ao craque à imprensa que cobria a partida.
Com o Municipal lotado, Hamilton, enfim, preparava-se para encerrar a sua vitoriosa carreira de 18 anos como profissional. O dia 08 de Dezembro ficaria marcado para sempre nos anais do futebol maranhense como o dia em que uma lenda não mais agraciaria o público com um futebol de muita habilidade, dribles desconcertantes, técnica e uma calma descomunal. Para quem o via jogar, sabia que o craque paraense era incapaz de provocar o adversário. Compensava a marcação com gols, muitos gols. E o fazia em seu melhor estilo: apenas erguia o punho cerrado, intimamente comemorava o seu tento e tão logo retornava para o reinício da partida, em uma clara alusão à sua famosa timidez. Assim perfilaram as duas equipes na histórica partida: o Moto Club do treinador Marçal mandou a campo Assis; Ribeiro, Marins, Sérgio e Romildo; Jorge e Joari; Ivanildo, Marcos, Hamilton e Garrinchinha; o MAC atuou com Marcos; Jacinto, Luís Carlos, Sansão e Elias; Almir e Lucas; Euzébio, Antônio Carlos, Sanega e Dario, comandados pelo técnico Walter Cruz.
Hamilton foi calorosamente aplaudido pela torcida. Em campo, Moto e Maranhão empataram pelo placar de 1 a 1, em partida das mais disputadas, chegando a agradar o público que compareceu ao Municipal. Na fase inicial, aos 31 minutos, o Maranhão marcou o seu gol através de Dario, em excelente jogada de Euzébio pela direita, que bateu seu marcador, cruzando rasteiro para a entrada fulminante do ponteiro-esquerdo, atirando sem chances para o goleiro Assis, que nada pôde fazer. No intervalo, recebendo o justo aplauso, Hamilton deu a volta Olímpica no gramado com as chuteiras nas mãos. Clubes e entidades então o homenagearam, exceção feita pelo Ferroviário, que inexplicavelmente não participou da festa. Até o Sampaio Corrêa, clube o qual Hamilton sequer atuou, prestou-lhe o devido reconhecimento. Hamilton recebeu cumprimento de todos os jogadores, dirigentes, troféus, placar e brindes de firmas comerciais. Na etapa final, Hamilton envergou a camisa do Maranhão, entrando em lugar de Antônio Carlos. E o Moto chegaria ao empate somente aos 44 minutos, após forte chute de Garrinchinha e que o goleiro Marcos não conseguiu segurar. Após a partida, Hamilton ofereceu a camisa que jogou a sua última partida como profissional ao diretor Carlos Guterres. A renda somou a quantia de Cr$ 7.500.
Após encerrar a carreira, Hamilton passou a ocupar a função de Diretor da Escolinha de Craques da Coordenadoria de Esportes da Prefeitura de São Luís – a mesma entidade que empregara, após o final de carreira, Dudu e Zé Raimundo (Sampaio Corrêa), Nabor e Baezão (Moto Club) e Serra (Vitória do Mar), dentre outros.
Elogiado pelos melhores comentaristas do Nordeste, Hamilton ganhou manchetes sensacionais, foi aplaudido de pé e cumprimentado por grandes autoridades, mas sempre humilde e dedicado ao clube que lhe tinha sob contrato. Ele foi um profissional correto. Após pendurar as chuteiras, o craque, a princípio, descartou a possibilidade de seguir carreira como técnico, tento rejeitado alguns convites para ficar dirigindo o Maranhão. “Futebol mesmo só jogando. Técnico é difícil”, relembra o craque, no alto da sua simplicidade. No ano seguinte, porém, iniciou carreira como treinador no São José. A sua passagem como técnico, porém, duraria pouco tempo. Para quem viu Hamilton jogar em grande forma, é difícil compará-lo a qualquer jogador de hoje. Ele esteve perto da perfeição como atleta.
domingo, 30 de abril de 2023
Ferroviário 1x1 Moto Club - Campeonato Maranhense 1976
Ao empatar com o Moto Club de São Luis por 1x1 no último domingo, o Ferroviário Esporte Clube deu grande passo para a conquista do primeiro turno do campeonato maranhense, uma vez que terá apenas um forte adversário pela frente nesta quarta-feira, ou seja, o Sampaio Corrêa. Num jogo bem movimentado, em que o time da estrada de ferro, apesar de desfalcado de sua melhor peça do meio-campo, qual seja o meia Carlos Alberto, mesmo assim seus jogadores deram uma demonstração de que estão dispostos a se classificarem para o terceiro turno e finais do campeonato, tendo em vista a melhor produção do quadro até o momento.
Para os dirigentes ferrins, não há mais dúvida de que o Ferroviário já tem garantida a sua participação na etapa final do certame, pois acreditam muito nesta possibilidade, uma vez que, embora a equipe ainda não tenha chegado ao ponto ideal, tem demonstrado capacidade ofensiva e defensiva que estão agradando inteiramente. O resultado foi considerado justo.
Para alguns jogadores, entretanto, o resultado de ontem foi injusto, pois, segundo eles, o ferroviário jogou melhor e merecia a vitória. Jorge Santos, que ficou de fora do jogo por motivo de contusão, entende que “o jogo foi bom, mas o escore não retrata a melhor organização dentro de campo, que mostrou claramente uma superioridade do Ferroviário. Dois a um era o placard mais viável. Contudo, vamos esperar o Sampaio na quarta e desta feita espero já ter condições de atuar”.
O ambiente na REFFSA é dos mais alegres, porque todos estão otimistas quanto a um bom resultado no jogo de amanhã. O treinador Villar, entretanto, desde ontem lembrou aos jogadores que não deve haver excesso de otimismo e que o Sampaio é um grande time, estando também invicto no certamente e com a melhor artilharia. Ontem foi dia de folga para os jogadores que atuaram na partida de domingo, enquanto hoje pela manhã, todos participam de novos exercícios.
O JOGO – a partida chegou a agradar ao regular público que compareceu ao parque esportivo da Vila Passos, pela sua movimentação e pelo espírito de luta das duas agremiações. No primeiro tempo o Ferroviário foi mais time e mereceu vencer o jogo, pois contava com uma defesa bastante sólida e um meio de campo mais organizado, além de um ataque bastante perigoso, onde Odilon andou estonteando os homens da peça de retaguarda motorizada, culminando com o lançamento de Isaías e que deu origem ao gol ferrim, Marcial foi menos empenhado que Nei, nesta fase e até certo ponto foi um goleiro absolutamente tranquilo. O Moto, apesar da força de vontade de alguns jogadores, não se engrenava e por isso mesmo saiu como perdedor desta etapa, pagando pouco pelos muitos pecados que cometia na partida.
No segundo tempo o Moto voltou melhor, com o técnico Marçal consertando os erros no vestiário. As peças inoperantes na primeira fase forma acionadas a se comportarem melhor, o que proporcionou melhor entrosamento no meio-campo e maior disposição no ataque. Marins não se encabulou com as pontarias de Odilon e acabou dando conta do seu recado. O time motorizado conseguiu ir à frente e marcar os eu gol aos 7 minutos através de Carbono, perdendo ainda outras oportunidades através do próprio Carbono e de Cláudio. Vivico falhou na marcação do gol motense.
Os minutos finais do jogo foram de maior pressão por parte do Moto, que entretanto não soube aproveitar as oportunidades. O placar final estampou 1 a 1 e o Ferroviário continua na liderança invicta do certamente.
FICHA DO JOGO
FERROVIÁRIO 1X1 MOTO CLUBE
Data: 06 de junho de 1976
Local: Estádio Municipal Nhozinho Santos
Renda: Cr$ 54.823,00
Juiz: Wilson Van Lume
Bandeirinhas: Josenil Sousa e Raimundo Lima
Cartão amarelo: Paulo Ricardo
Gols: Isaias aos 12 minutos do primeiro tempo; Carbono no segundo tempo
Ferroviário: Marcial; Ferreira, Alzimar, Vivico e Carrinho; Gojobinha, Isaías e Mário; Saneguinha (Evandro), Odilon e Zé Roberto.
Moto Club: Nei; Ivan, Martins, Paulo Ricardo e Breno; Rogério, Nunes e Edmilson (Santana); Lima, Carbono e Acir (Cláudio)
quinta-feira, 27 de abril de 2023
Podcast 02 "Memórias do Futebol Maranhense" - NEGUINHO
O segundo podcast "Memórias do Futebol Maranhense" irá ao ar no próximo dia 07 de maio, com uma entrevista com o eterno Xerifão Neguinho, campeão brasileiro em 1972 com o Sampaio Corrêa e com passagem por Moto Club, Maranhão e Vitória do Mar. Imperdível!!! Você pode acompanhar o podcast pelo YouTube clicando AQUI ou pelo Spotify clicando AQUI
terça-feira, 4 de abril de 2023
domingo, 2 de abril de 2023
Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - Episódio 1 - JUCA BALEIA
Podcast "Memórias do Futebol Maranhense" - Episódio 1 - JUCA BALEIA
.








