sábado, 19 de julho de 2014

VÍDEO, FOTO e TEXTO - Moto Club 4x0 Clube do Remo (Campeonato Brasileiro 1996)



O rubro-negro maranhense alcançou em 1996 a melhor sua campanha em todas as edições do Campeonato Brasileiro da Série B, chegando às oitavas-de-final da competição. Foi uma conquista atípica na história do Moto Club, em todos os aspectos, sobretudo pela grande campanha e vitórias memoráveis que até hoje são recordadas com bastante entusiasmo pela torcida motorizada. Quando se fala na maravilhosa campanha de 1996, inevitavelmente lembra-se da grande e maiúscula goleada sobre o Clube do Remo, atual campeão do Pará, logo na estréia da competição. Claro, sempre vem à mente a heróica classificação dentro de Recife, em uma verdadeira batalha no Estádio do Arruda (na época da Série B, o Santa Cruz era patrocinado pela multinacional Parmalat, que também estampava sua marca na camisa do imbatível Palmeiras daquele ano, além das equipes do Juventus (RJ) e até o Boca Junior, da Argentina).

O Papão do Norte compunha a Chave A do Campeonato Brasileiro de 1996, ao lado de Clube do Remo (PA), Tuna Luso (PA), Ceará (CE) e Paysandu (PA). O Remo chegou a São Luis com toda a pompa e cartaz de atual tetracampeão paraense e configurando-se como a primeira força daquele Estado. Tem também a tradição em complicar a vida dos representantes maranhenses em competições nacionais (a única vitória motense sobre os remistas pelo Brasileirão aconteceu em 1990, quando o Papão do Norte venceu o time paraense por 1 a 0, dentro do Mangueirão). Com a interdição do Estádio Nhozinho Santos, fechado para reformas, o local de estréia do Papão do Norte foi o Castelão. A diretoria motense, a principio, priorizava o Municipal, mas com um gramado impraticável e problemas na iluminação e interdição e partes da arquibancada, aquela praça esportiva foi descartada, passando o Moto a mandar os seus compromissos no estádio do Outeiro da Cruz. Sobre a partida contra a equipe azulina, o Papão do Norte foi simplesmente impecável. Nem o mais otimista torcedor rubro-negro poderia imaginar que o time motense golearia o Clube do Remo pelo placar de 4 a 0, pois historicamente o Moto sempre perdia nos confrontos contra os paraenses pelo Brasileiro e ninguém acreditava em uma sonora goleada como aquela (após essa jogo, inclusive, o público aumentou e passou a incentivar ainda mais o Moto na competição). Assim perfilou o Papão contra o Remo: Rui; Betinho, Edinho, Paulão e Helinho; Nasa, Bigu, Touro e Marcelo Vidal; Mael e Gil.

Com Gil e Mael configurando-se como os grandes destaques da tarde e apresentando um futebol de alta velocidade, o rubro-negro surpreendeu o Remo. Abriu o placar logo no primeiro minuto de jogo, com Marcelo Vidal aproveitando um rebote do goleiro Claudecir. Aos 9 minutos, Gil marcou o segundo, após defesa do goleiro no chute de Mael. Com a precoce expulsão de Nei, do Remo, o Moto aproveitou-se do desequilíbrio emocional do adversário e marcou o terceiro aos 41 minutos, com Mael cabeceando após cruzamento de Betinho. No segundo tempo, o Moto diminuiu o ritmo e administrou o placar. O Remo, por sua vez, limitou-se apenas a tocar a bola. Aos 47 minutos, quando o Moto dominava, Helinho suspendeu a bola para a área e o zagueiro Júlio César teve a infelicidade em empurrar a bola contra o seu próprio gol. No vestiário, o diretor de futebol, Zoroastro Pereira, ainda entregou aos atletas R$ 1 mil reais, o chamado “bicho” pela vitória e dividido entre os 17 atletas. Os cerca de 10 mil torcedores deixaram o Castelão convicto de que o rubro-negro iria longe na competição... 









FICHA DO JOGO

Moto Club 4x0 Clube do Remo
Data:
18 de Agosto de 1996
Local: Estádio Castelão
Renda: não divulgado
Público: 19.370 torcedores
Juiz: Emílio Porto (PI)
Bandeirinhas: Edmilson Sousa e José Ribamar Melônio
Gols: Marcelo Vidal aos 2, Gil aos 8 e Mael aos 43 minutos do primeiro tempo; Luís Carlos Capixaba aos 30 minutos do segundo tempo
Expulsão: Belterra
Moto Club: Rui; Betinho, Edinho (Robson), Paulão e Helinho; Bigú, Naza e Touro; Mael (Bacabal), Gil (Luís Carlos Capixaba) e Marcelo Vidal. Técnico: Tata
Clube do Remo: Claudecir; Cláudio (Júlio César), Ney, Belterra e Junior; Agnaldo, Valtinho e Dema; Rogerinho, Edil e Argeu. Técnico: Edvaldo Biá

VÍDEO


PÔSTER - Sampaio Corrêa - década de 80



Moto Club 0x1 Clube do Remo (Copa Norte 2002)



“Quase eliminado, o Moto Club encarou o Clube do Remo em seu último compromisso pela Copa Norte de 2002, no Estádio Municipal Nhozinho Santos. A intenção da comissão técnica era de cumpri o dever de casa e terminar bem a competição. Durante a semana que precedia ao jogo, o técnico Rodrigues Neto insistia para que os jogadores esquecessem a briga no tapetão, na qual os dirigentes tentavam que o Paysandu perdesse cinco pontos pela escalação irregular do meia Válber. Caso o time paraense perdesse os cinco pontos, o jogo entre Moto x Remo ganharia caráter decisivo, pois quem vencesse pularia para a primeira colocação da chave, sem possibilidade de ser alcançado pelo River. Além de ser uma decisão, o jogo foi uma revanche ara o Moto, derrotado em Belém por 2 a 1, em uma partida em que foi nitidamente prejudicado pelo árbitro amapaense Ricardo Gregório.

Em campo, o Moto não foi superior e acabou derrotado pelo placar de 1 a 0, dando adeus a qualquer chance de classificação à fase seguinte da Copa Norte. Desfalcado de vários titulares (Toni, Jean, Ribamar, Marcinho), o quadro motense não repetiu as boas atuações anteriores. O Remo aproveitou a única oportunidade que teve para marcar, aos 35 minutos do segundo tempo, quando Robinho, de cabeça, burlou a vigilância de James para golpear de cabeça, completando uma cobrança de falta feita por Cléber. Ao levar o gol, o Moto não teve forças para reagir e buscar o empate e permitiu que o Remo administrasse a vantagem para assegurar a importante vitória.”



FICHA DO JOGO

Moto Club 0x1 Clube do Remo
Data: 14 de Abril de 2002
Loca: Estádio Nhozinho Santos
Renda: R$ 8.997,00
Público: 1.665 pagantes
Juiz: Marco Antônio Colares Brasil (CE)
Bandeirinhas: José Ribamar Melônio e Aelson Mariano
Gol: Robinho aos 35 minutos do segundo tempo
Moto Club: Júnior; Roxo, James, Gabriel e Roberth (Jomiel); Da Silva, Sidcley, Jean Carlos (Passarinho) e Cléber; Carlinhos (Claydivan) e Zé Raimundo. Técnico: Rodrigues Neto
Clube do Remo: Marcelo Valença; Adiomar, Robinho, Carlão (Henoc) e Juliano; Charles Guerreiro, Carlos Valber, Cléber, Marcos Gúcho (Isaac), Balão e Tarcísio. Técnico: Júlio Espinosa

Remo-PA 0x2 Maranhão (Copa Norte 2000)



Em 2000, o MAC alcançou o vice-campeonato da Copa Norte, torneio regional criado pela CBF e que destinava uma vaga à extinta Copa Conmebol. Após passar para a semi-final, o clube atleticano encarou logo uma pedreira: o Clube do Remo. Para a primeira partida, dia 20 de Fevereiro, no Estádio Evandro Almeida (Baenão), o técnico Rogério Jansen confirmou a escalação com três volantes (Fischer, Marlon e Juanito), reforçando a marcação no meio de campo e protegendo mais a entrada de área (ou seja, o bom e velho esquema de jogar na retranca e sair em velocidade pro ataque ao primeiro descuido do adversário). No ataque, o treinador lançaria apenas o artilheiro Luis Carlos. Desfalcado do artilheiro Robenildo, em virtude de uma forte gripe, o Maranhão seguiu para Belém, onde encararia, além do Remo, a pressão da torcida leonina, famosa por hostilizar os representantes maranhenses na capital paraense. Mesmo com o forte calor, o Maranhão derrotou o Remo dentro dos seus domínios pelo placar de 2 a 0, diante de 5 mil torcedores que pressionaram o MAC durante os 90 minutos. O time atleticano segurou bem o empate no primeiro tempo e decidiu o jogo na segunda fase, jogando na base do contra-ataque. Paulo César, aos 13 e 29 minutos do segundo tempo, transformou-se no herói da partida e deu uma gigantesca vantagem atleticana para o jogo em São Luís. 



Moto para no Expressinho: 0x0 (Campeonato Maranhense 1980)



Matéria de O Estado do Maranhão, de 02 de Outubro de 1980

O Moto Club mais uma vez não soube sair da retranca armada pelo Expressinho e o jogo de ontem no Estádio Municipal pelo quadrangular decisivo do primeiro turno terminou com o empate de 0 a 0, resultado considerado justo pela aplicação tática do time da Cohab que novamente não deu espaço para o rubro-negro se armar e partir do meio de campo como naturalmente acontece contra os demais adversários.

Na verdade, o Moto teve o domínio absoluto da peleja, chegando mais perto do gol de abertura da contagem com algumas oportunidades, principalmente no período inicial, quando através de Vicentinho por duas vezes e de Luís Carlos em outra, na cobrança de falta, quase marca, não fora a excelente atuação do goleiro Juca Baleia, que praticou defesas sensacionais.

No período complementar, o Moto diminuiu mais o seu ritmo e isso permitiu ao Expressinho equilibrar a contenta, se bem que raras vezes se aventurou a partir do campo de ataque, a não ser no final da contenda, com uma jogada individual de Brígido, que passou por Paulinho e chutou nas pernas de Marcelino, que saia da meta. O quadro motorizado teve alguns bons momentos também no segundo tempo, em lances de bola parada. No primeiro deles, Adeilton cobrou uma falta com perfeição e a bola que já tinha passado pela barreira ia para o canto esquerdo, quando apareceu Juca Baleia de forma espetacular colocando para escanteio. Em outra delas foi Tião que finalizou de fora da área e a pelota passando para o arqueiro, se chocando contra o poste esquerdo.

A rigor, o Moto fez uma boa partida, e só não chegou à vitória porque há de se reconhecer a boa performance do Expressinho, que fez uma exibição impecável sob o ponto de vista tático, com os seus jogadores dentro de campo cumprindo fielmente as determinações do experiente treinador Ananias Silva. Os motenses reclamaram muito da atuação de Lercílio Estrela pelo fato do quadro da Cohab ter abusado das faltas. Não procede a reclamação porque Lercílio marcou todas as faltas, que na verdade não forma nada violentas.


FICHA DO JOGO

Moto Club 0x0 Expressinho
Loca:
Estádio Municipal Nhozinho Santos
Data: 01 de Outubro de 1980
Juiz: Lercílio Estrela
Bandeirinhas: Josenil Sousa e Raimundo Furtado
Renda: Cr$ 429.820,00
Público: 5.722 pagantes
Moto Club: Marcelino; Nascimento, Paulinho, Irineu e Luís Carlos; Tião, Breno e Edésio (Antônio Carlos), Vicentinho, Adeilton (Libânio) e Alberto
Expressinho: Juca Baleia; Simião, Neguinho, Ferreira e Jorge (Trovão); Ivo, Genésio e Zé Augusto; Fumachu, Brígido e César

sexta-feira, 18 de julho de 2014

CONFRONTO - Sampaio Corrêa x Bragantino



Sampaio Corrêa e Bragantino enfrentaram-se, ao longo da história, em apenas duas únicas oportunidades – e em todas válidas pela Série B do Campeonato Brasileiro. Na primeira delas, em 1999, as duas equipes fizeram campanhas idênticas em termos de fuga pelo rebaixamento. Pelas últimas rodadas, ambas as equipes mantinham chance de classificação e, ao mesmo tempo, luta contra o descenso. O time boliviano manteve reais chances de classificação até a penúltima rodada, quando, precisando da vitória para se manter com chances de classificação para a fase decisiva, humilhado o Bragantino, dentro do interior paulista, por 5 a 0. Na última o Bragantino ainda venceu o Paysandu por 1x0 em Belém, mas o resultado não foi suficiente para classificar a equipe. Já o Sampaio somente escapou da degola por uma combinação de resultados, já que em São Luís o time Tricolor havia perdido para o Santa Cruz por 2 a 1. Naquele ano, o Sampaio Corrêa, triando por Arnaldo Lira, jogava basicamente nas últimas partidas com Raul; William, Nei, Fernando e Romero; Lúcio Surubim, Massei e Juruna; Valbson, Arlan e Jairo Lenzi.

Sampaio, 16º colocado em 1999 dentre 22 equipes, e Bragantino, 12º naquele ano, voltariam a se enfrentar apenas em 2002, uma vez que o modelo de disputa em 2000 e 2001 fora organizado de modo regionalizado. Já rebaixado, o Bragantino foi a pedra no sapato do time boliviano, que necessitava desesperadamente da vitória para escapar dar da queda à Série C. Com a vitória paulista pelo placar de 1 a 0, o time maranhense acabou perdendo no jogo seguinte para o Vila Nova, em São Luís, e praticamente assegurando a sua vaga dentre os seis rebaixados naquele ano. O Bragantino foi o último colocado dentre os 26 clubes participantes e o Sampaio Corrêa encerrou a sua participação apenas na 23º, com 25 pontos – atrás de Americano (RJ) e Botafogo de Ribeirão Preto, também rebaixados. Treinado por Arturzinho, o Sampaio atuava com Wellerson; Zezinho, Júlio César, César Lira e Da Silva; Márcio Goiano, Zé Augusto e Clayton Maranhense; Samuel, Gilson e Cristiano.

HISTÓRICO DO CONFRONTO

24.10.1999-Bragantino 0x5 Sampaio Corrêa (Campeonato Brasileiro Série B)
01.11.2002-Bragantino 1x0 Sampaio Corrêa (Campeonato Brasileiro Série B)

quinta-feira, 17 de julho de 2014

FOTOS - novo uniforme do Moto Club de São Luis (Julho de 2014)



 Com um grande evento no anfiteatro do Jornal O Imparcial, a diretoria do Moto Club lança o novo uniforme do Papão do Norte para as disputas do Campeonato Brasileiro da Série D de 2014 e dos novos patrocinadores. A cerimônia de lançamento do novo uniforme contou com a presença da torcida e, em especial, do radialista e ex presidente Roberto Fernandes, o presidente Bira, o presidente da FMF e o major da PM. 

As camisas já estarão à venda na próxima semana nas lojas especializadas em material esportivo da capital. O presidente do time, Ubirajara Torres destacou a situação do Moto Club durante o evento. “É um ponto forte para mostrar à torcida a situação do time, é a largada para a nossa classificação, depende muito da organização do clube para que possamos alcançar o nosso objetivo. Vamos estrear de uniforme e vai dar muito sorte para a gente”, afirmou ele.

No encontro com chefes de torcidas, a diretoria fez um apelo para que, a partir de agora, as Organizadas se responsabilizem pelo bom comportamento de seus integrantes, não se omitindo quanto à identidade daqueles que por ventura cometam excessos que possam resultar em punição do clube com perda de mando de campo durante a competição da CBF. A ordem é entregar ao comando do policiamento aqueles mais exaltados que não respeitem as normas impostas pelas torcidas organizadas do Moto Club.

Campanha - Durante o lançamento foi apresentado um plano integrado junto com as torcidas e entidades envolvidas nos jogos para prevenir invasão do campo e o arremesso de objetos, o que provoca punição para o time e violência nos estádios. A campanha ocorre em parceria também com a Polícia Militar. 


A tão esperada primeira camisa do glorioso Papão ganha destaque pela sua beleza construída com simplicidade, o preto é a maior parte e o vermelho foi muito bem encaixado no design. Nas costas da peça pouco abaixo a gola há um detalhe estilizado especial com as bandeiras do Maranhão e do Brasil.


A segunda camisa do Moto Club tem como base a tradicional cor branca usada nos segundos uniformes do time, uma faixa preta transpõe do peito pras mangas e o vermelho fica por conta dos ombros, gola e barrado das mangas.


Na foto, temos o terceiro uniforme, bem desenhado e oferecendo ótimo caimento no corpo. Sua boa aparência provem do estilo clean, com faixas pretas e vermelhas alternando entre si na vertical, a gola polo com 'v' completa o charme.


FOTOS DO EVENTO