sexta-feira, 9 de maio de 2014

Sampaio Corrêa, velha página do passado


Texto extraído do Jornal O Imparcial, de 1952:

Quem fala sobre o Sampaio Corrêa não pode esquecer os velhos tempos do amadorismo, quando o “Mias Querido” empolgava a sua numerosa torcida, diante de brilhantes feitos que constituem hoje a sua inesquecível glória do passado. Naquela época, tendo à frente a figura de Bernardino Cunha, grande benemérito ardoroso boliviano, valia o tempo gasto num “field”, assistindo o Sampaio jogar. Valdemar Almeida era o treinador. Os jogadores Neco, Araão, Dudú, Henrique, Coleta, Mascote, Massariquinho, Elesbão, Elvitre e tantos outros representavam para a torcida autênticos ídolos. Não havia departamento médico, não se exigia dinheiro, mas a única exigência partia propriamente dos jogadores entre sí, dando tudo que lhe possibilitava o físico e o preparo, em prol de vitórias.

Os tempos passaram, com o advento do profissionalismo, o Sampaio mergulhou no advento do homem pago para jogar. E dai por diante as coisas tomaram também novos rumos. Aquela foi a grande época do Tricolor e pois só em 1947, quando outros denominados esportistas quiseram repetir os bons tempos, teve o clube das multidões um pujante onze. No passado, era Bernardino Cunha o timoneiro; no presente que já vai distante também era Clodomir Ferrari, com seu espírito jovem de homem incansável, dando um pouco de si em benefício do esporte maranhense. E então surgiram Cido, Serejo, Baltazar, Reginaldo, Gegeca, Decadela, Bodinho, Duó, Giovani, Albano e Zé Pequeno. Foi essa, sem dúvida alguma, a segunda etapa gloriosa do então “Esquadrão de Aço”. De lá até os nossos dias, em cada ano que se vence, também se esgota a força sampaína. E como um doente sem cura, mas com esperanças, disposto a vencer, sem encontrar contudo o recurso necessário que o soerga. Os seus associados o abandonam, os que se dizem sampaínos se afastam...

Dizemos isso porque, por muitas vezes, temos presenciado as reuniões sampaínas redundando em autêntico fracasso, diante do descaso dos seus simpatizantes. Esqueceram-se aqueles que pagam o seu legítimo direito à reclamação de fatos que se desenrolam. E por acúmulo que pareça, o quadro de futebol, única espécie que se pratica, está entregue à sua própria sorte, com os jogadores mandando e desmandando. Seus dirigentes, supõe-se, acham-se sem forças para continuar a caminhada e diante das circunstâncias, nós, equidistantes, observamos que se afunda dia a dia o mais famoso esquadrão dos ídolos. Só uma forma maior poderá constituir-se a salvação, tirando o Sampaio do ostracismo, dando-lhe a mesma personalidade perdida... E essa força está contida na sua própria legião e fãs. É a união. No entanto, continuando abandonado pelos seus idealizadores e admiradores, o Sampaio não conseguirá firmar-se nessa tempestade natural dos tempos em que vivemos. O que fazemos, não representa uma crítica apenas. É o alerta, o grito de revolta natural da crônica esportiva, diante o descaso.


Paixão pelo futebol: a desculpa dos cartolas e políticos

 
Texto extraído do Jornal O Estado do Maranhão, de 13 de Setembro de 1993

O que levaria uma pessoa a gastar dinheiro sem que tivesse retorno? Esta pergunta é feita insistentemente por todos que vivem no mundo do futebol maranhense e brasileiros até. Os dirigentes do nosso futebol, tão carentes e pobre, colocam recursos dentro dos clubes sem que tenham retorno do dinheiro gasto. Indagados, eles sempre afirmam a mesma coisa: é a paixão. Paixão pelo futebol, apesar de tudo. Mas será que somente a paixão pelo futebol, ainda uma unanimidade nacional, levaria os políticos a colocar em jogo suas carreiras, suas vidas e seus recursos financeiros. Esta é outra pergunta que se faz a quantos são políticos e vivem dentro do futebol, como Pedro Vasconcelos, Edmar Cutrim, Sebastião Murad e até o saudoso Nagib Heickel, que por algumas vezes foi Presidente do Moto Club. Todos eles, com exceção de Nagib, que não respondeu a este questionamento, respondem a mesma coisa: é paixão pelo futebol e nada mais. No entanto, sabe-se que por trás do futebol existem outros interesses, muitas das vezes até mesmo político. Quantos dirigentes não já se lançaram nos clubes para conseguir se eleger a um cargo público de deputado ou vereador, e quantos outros se mantiveram sempre sob as luzes dos holofotes do esporte para continuar na política? Mas será que política e futebol podem sempre dar certo? Não, nem sempre. Muitas vezes o tiro sai pela culatra e o pretenso desportista, vestido de político, acaba levando o troco.

Se alguns abnegados gostam do futebol e vivem no meio dele é porque existe uma paixão pela bola neste país. Mas hoje a classe que mais se encontra no meio do esporte é a dos políticos. São deputados, vereadores que se alguma forma ou de outra se entregam de corpo e alma em busca desta paixão para poder ficar sempre em evidência no noticiário do rádio, da televisão e dos jornais. Alguns, no entanto, argumentam que não existe nada disso, e se estão no futebol é porque sentem realmente uma grande paixão. Senão vejamos alguns depoimentos políticos colocados n futebol.

Deputado Estadual do PFL, o Presidente do Moto Club, Sebastião Murad, justifica que sai permanência no futebol não é só pelo simples fato de ser político, mas sim porque tem uma grande paixão e até uma frustração de não ter tido o dom de jogar futebol. Murad afirma que mesmo não tendo sido eleito com o apoio total da torcida, ele contou com o voto dos motenses e por esta razão firmou um pacto com os torcedores do Moto Club e hoje é o candidato do rubro-negro. “Eu acho que política e futebol dá certo sim, pois se um clube tem o seu representante, a torcida vota nele e quem ganha é o próprio clube. A grande arma do povo é o voto. A grande arma da nação rubro-negra é votar naquele que vai se candidatar como representante do Moto Club de São Luís, tanto na Assembleia ou na Câmara Federal”, analisa Murad.

Indagado sobre a possível participação do secretário particular do Governador Edison Lobão, o Deputado Sebastião Murad disse que Edinho tem ajudado o Moto, tentando reunir motenses, mas sem qualquer fim político. “A ajuda de Edinho Lobão tem se manifestado no sentido de conseguir reunir em torno do Moto Club os abnegados, mas sem que chegue a ser qualquer tipo de ingerência político no clube”, afirma Murad. Sobre a colocação de dinheiro no clube, o Deputado Murad diz candidamente que não tem retorno, mas também não tira de suas empresas para colocar no clube. O que ele consegue é sempre com a ajuda de outros motenses, mas diz que tudo é mesmo uma grande paixão pelo futebol, nada mais do que isto.

Já o Deputado Pedro Vasconcelos (PFL) afirma que além da paixão que sente pelo Sampaio Corrêa, o futebol é sua própria vida e cita um exemplo: “Quando saí do Sampaio e fiquei afastado do clube, foi nesse período que adoeci e tive que fazer uma safena no coração. Mas agora estou d volta e me sinto bem no meu time do coração”, afirma Vasconcelos. O caso de Pedro Vasconcelos por ser encarado como diferente de Murad do Moto. Vasconcelos se elegeu na primeira vez com o apoio maciço da torcida Tricolor, que no entanto não lhe deu a mesma votação anterior, mas sempre assim ele ficou como suplente e agora efetivou-se por causa da morte de Nagib Heickel. Pedro diz que política e futebol já se misturam há muito tempo e aqui em São Luís é muito mais evidente e cita exemplos de Djalma Campos, Antônio Bento, Faísca e ele próprio. Indagado como faz para manter o Sampaio e se tem alguém por trás de si, Pedro Vasconcelos afirma que só ele banca o clube e seu salário de deputado é quase todo comprometido com as coisas do Tricolor. “Quem banca o Sampaio é Pedro Vasconcelos e é assim quando estou à frente do clube. É claro que muitos dirigentes ajudam, mas no fim de tudo quem banca mesmo sou eu”, afirma Vasconcelos.

Para este político, o futebol é “paixão e loucura” e no seu caso mais ainda por causa do amor que sente pelo Sampaio. Segundo Pedro Vasconcelos, não é só por interesse que vive no futebol, mas sim pelo fato de ser um apaixonado pelo seu clube. Como fazer para manter o time em dia, o Presidente afirma que é com muita “mágica”, pois hoje não é fácil, segundo declara. Hoje, como mais experiência, Vasconcelos entende que a torcida é um fator preponderante na sua vida política e conta com ela para retornar à Assembleia Legislativa, no pleito do próximo ano. “Esta história de que não se depende da torcida é pura balela. A torcida é o maior patrimônio do clube e, por esta razão, o político que dirige uma agremiação tem este patrimônio para cuidar e com muito carinho, como eu tenho pelo Sampaio Corrêa, e conto com ela para tudo na minha vida pública”, diz Vasconcelos.
 




quinta-feira, 8 de maio de 2014

PÔSTER - Vitória do Mar Futebol Clube (1969)


Entrega de faixas - Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Mais de 5 mil pessoas foram ao Estádio do Complexo Esportivo, ontem, para assistir e prestigiar a festa do Sampaio Corrêa, pela conquista do campeonato de 1984, título que garante a volta do “Mais Querido” ao Campeonato Nacional em 85.

A festa Tricolor começou com o jogo entre o time da ACLEM e os árbitros da FMD, terminando com a vitória fácil dos cronistas esportivos, que em campo provaram que são bons não apenas no microfone, mas que entendem também de bola. A vitória do quadro da imprensa foi cristalina e só não acabou numa goleada de maiores proporções tendo em visto ao ‘rebu’ que foi criado por um dos atletas dos árbitros, fazendo com que a peleja fosse encerrada só com os 6 a 1.

Depois dessa preliminar, dirigentes, jogadores, torcedores e até cronistas receberam faixas, troféus e medalhas, marcando a brilhante conquista do time do Sampaio, que, com justiça, foi o campeão de 84.

Também a ACLEM aproveitou para homenagear os melhores do ano, entregando de malhas, placas e troféus aos que foram escolhidos, notando-se a ausência dos jogadores do Moto – Bassi, Zé Carlos e Zé Roberto. Paulo e Osvaldo, do Tupan, estiveram presentes, já como jogadores do Sampaio contratados que foram para 85. Os jogadores Renato, Nestor e Gilvan, do Sampaio, e Gaúcho, do Maranhão, que viajaram à tarde, também não compareceram ao estádio.

O Presidente do Sampaio, Pedro Vasconcelos, o diretor de futebol Humberto Trovão, o vice de futebol Nivaldo da Graça e o torcedor Nivaldo Cutrim comandaram a festa da entrega de faixas. O Governador Luiz Rocha, convidado do clube Tricolor, em virtude de compromissos antes assumidos, não pôde comparecer, sendo representado pelo secretário Nan Sousa, da SEDEL, e inclusive entregando o troféu de campeão de 84 aos dirigentes do Mias Querido. O capitão Meinha e o zagueiro Rosclin receberam mais dois troféus – um pelo título do terceiro turno e outro oferecido pela Rádio Difusora.

 Vasconcelos fez questão de colocar a faixa no diretor de futebol Humberto Trovão, que muito contribuiu para o título

 Encarregado pela ACLEM, o diretor de árbitros, João Batista Ferraz, entregou a placa de prata a Vasconcelos como Diretor do Ano

 Mateus recebe a medalha de Craque do Ano ofertada pela ACLEM, que o escolheu com justo merecimento como o maior destaque

 Os campeões em fila, depois de receberem as faixas alusivas ao campeonato da temporada

Nas Sousa, da SEDEL, representando o governador Luiz Rocha, entregou o troféu a Meinha e Vasconcelos pelo título.

 Meinha recebeu também troféu de campeão, ofertado pela Rádio Difusora, que homenageou a equipe Mais Querida

O sub-diretor de futebol, Nivaldo da Graça, recebeu a sua faixa de campeão de 1984, pelo trabalho que fez

terça-feira, 6 de maio de 2014

VÍDEO - Confronto Palmeiras x Sampaio Corrêa - Copa do Brasil 1992



 Sampaio Corrêa Futebol Clube e Sociedade Esportiva Palmeiras, ao longo de toda a história, já se confrontaram em apenas três únicas oportunidades. Na primeira delas, o Palmeiras goleou o time Tricolor pelo Campeonato Brasileiro de 1978, em São Paulo. Os dois últimos confrontos foram registrados em 1992, pela mesma Copa do Brasil onde bolivianos e palmeirenses se enfrentarão no próximo dia 07 de Maio de 2014, pela segunda fase da competição. O detalhe no confronto é que o Sampaio Corrêa nunca assinalou um gol contra o Palmeiras. Abaixo deixo a lista com os confrontos e relatos de pré-jogo e de algumas partidas.

27.04.1978-Sampaio Corrêa 0x6 Palmeiras (Campeonato Nacional)
14.07.1992-Sampaio Corrêa 0x1 Palmeiras (Copa do Brasil)
21.07.1992-Palmeiras 4x0 Sampaio Corrêa (Copa do Brasil)


Jogos: 3 / Vitórias do Palmeiras: 3 / Gols do Palmeiras: 11 / Gols do Sampaio Corrêa: 0


PÔSTER - Ícaro Esporte Clube - Primeira Participação no Campeonato Maranhense (1963)


Sampaio Corrêa Campeão Maranhense 1984

Sampaio Corrêa Campeão Maranhense em 1984

Um dos mais alegres com a conquista do campeonato é o Presidente Pedro Vasconcelos, que, desde o ano passado, assumiu o comando do clube e fez uma promessa: “Só vou sossegar depois que for campeão maranhense”. Pedro Vasconcelos perdeu o campeonato de 83, embora tenha sido o maior investidor do futebol maranhense do ano passado, fazendo contratações de vulto, mas que não renderam os frutos esperados, dentro de campo.

Em 1984, o Presidente sampaíno tentou mudar a sua filosofia, investindo num time mais modesto, escolhendo ex-juvenis junto são futebol carioca. Teve que reformular os seus planos, pois os jogadores escolhidos pelo técnico José Storino, que também não deu certo, acabaram não correspondendo à expectativa. Quando notou que iria trabalhar em vão outra vez, Vasconcelos recrutou Humberto Trovão para Diretor de Futebol e Nivaldo da Graça Sampaio Correia para assessorá-lo. Ai os resultados passaram a aparecer, para a satisfação da galera, que sempre o apoiou, mesmo quando perdeu o título em 1983. Agora, como campeão em 84, Vasconcelos fez outra promessa aos bolivianos: “Vou fazer um grande time para honrar o futebol maranhense na Taça de Ouro”.


Júlio Arão é campeão invicto – O técnico Júlio Arão conquistou o título de campeão maranhense de forma invicta, pois desde a sua contratação não perdeu nenhum jogo. O Sampaio completou 24 jogos sem nenhuma derrota, entre os quais o preparador comandou  time em 23 partidas, sendo 15 pelo campeonato. O detalhe importante, que precisa ser frisado, é que o preparador não perdeu para os dois maiores adversários – Moto e Maranhão. Contra o Moto, fez cinco jogos, ganhou quatro e empatou um; Também fez cinco jogos diante do Maranhão, ganhou dois e foram registrados três empates.

Nasser deu gás ao time – Numa questão de justiça é preciso citar o excelente trabalho desenvolvido prelo fisicultor Nasser Jadão, que dotou o elenco de um preparo físico invejável. Nasser Jadão, cujo importante trabalho vem sendo pouco lembrado pelos próprios bolivianos, é um rapaz humilde que chegou ao Sampaio quando a equipe estava atravessando uma fase negativa, já que os resultados, inclusive físicos, não estavam convencendo. Nasser, que foi formado recentemente em Educação Física, antes do Sampaio trabalhou como fisicultor do Maranhão Atlético Clube.

Bimbinha, o herói do título

O herói Bimbinha é campeão pela segunda vez - o ponteiro-esquerdo Binbinha, herói da conquista de 84 como autor da vitória no jogo contra o Maranhão, aos 10 minutos do segundo tempo, foi campeão pelo Tricolor também em 1980. Bimbinha é um dos remanescentes (o outro é Rosclin) do time sampaíno que ganhou o certâmen em 80, numa decisão diante do moto Club, com o empate em 1 a 1. Ele foi o ponta-esquerda da equipe formado um dos mais famosos ataques que o Sampaio já teve – Bimbinha, Fernando e Cabecinha. Bimbinha começou a sua carreira nos juvenis do Sampaio, de onde foi promovido para o time principal em 80. Ao passado, Bimbinha foi afastado do elenco do “Mais Querido” por ter sido emprestado ao Izabelense, tendo disputado o campeonato paraense.

 
A decisão - Sampaio Corrêa e Maranhão decidiram o certame de 1984. Na grande final, brilhou a estrela do ponteiro Bimbinha, autor do gol que garantiu o título daquele ano ao Sampaio, em jogo disputado no Estádio do Castelão. Foi o jogo de número 466 na história do Clássico Samará. A seguir, a ficha da partida entre bolivianos e atleticanos:

Sampaio Corrêa 1x0 Maranhão
Data: 2 de Dezembro de 1984
Local: Estádio Castelão
Juiz: Sérgio Faray
Bandeirinhas: Josenil Sousa e Idelfonso Araújo.
Renda: Cr$ 35.404.000,00
Público: 15.299 pagantes
Gol: Bimbinha aos 10 minutos do segundo tempo
Cartão vermelho: Alcino e Gaúcho
Sampaio Corrêa: Geordano, Nestor, Rosclin, Santos e Gilban; Meinha, Mateus e Beato; Joãozinho Neri (Puma), Renato e Bimbinha. Técnico: Júlio Aarão
Maranhão: Juca Baleia, Uberaba, Tataco, Gaúcho e Neto; Russo, Tica (Alcino) e Vilmario; Valter, Riba e Jânio (Rodrigues). Técnico: Marçal Tolentino Serra

Sampaio fez 24 partidas - O Sampaio utilizou 29 jogadores ao longo do certame. O primeiro quadro foi o seguinte: Ricardo, Rui, Rosclin, Eduardo e Ivanildo; Meinha, Mateus e Lutércio (Beato); Joãozinho, Zé Amaro e Bimbinha. O seu último time foi Geordano, Nestor, Rosclin, Santos e Gilson; Meinha, Mateus e Beato; Joãozinho (Puma), Renato e Bimbinha (Cascavel). Além desses, foram ainda utilizados Carneiro, Rubinho, Vinicius, Riba, Jotabê, Jerônimo, Marco Lima, Toinho, Carioca e Jadir. Meinha e Joãozinho, com 23 jogos, foram os que mais atuaram, seguidos de Rosclin e Mateus, com 22 partidas. Para ser campeão maranhense, o Sampaio Corrêa realizou 24 jogos. Os resultados foram os seguintes:

PRIMEIRA FASE DO PRIMEIRO TURNO
Sampaio Corrêa 2x2 Tupan
Sampaio Corrêa 2x0 Tocantins
Sampaio Corrêa 0x0 Maranhão
Sampaio Corrêa 0x2 Moto Club
Sampaio Corrêa 2x0 São José

PRIMEIRA FASE DO SEGUNDO TURNO
Sampaio Corrêa 2x1 Expressinho
Sampaio Corrêa 0x0 Imperatriz
Sampaio Corrêa 6x0 Boa Vontade
Sampaio Corrêa 2x2 Moto Club

PENTAGONAL DO SEGUNDO TURNO
Sampaio Corrêa 0x0 Imperatriz
Sampaio Corrêa 1x0 Tupan
Sampaio Corrêa 3x2 Moto Club
Sampaio Corrêa 0x0 Maranhão
Sampaio Corrêa 4x1 Imperatriz
Sampaio Corrêa 1x1 Maranhão
Sampaio Corrêa 6x4 Tupan
Sampaio Corrêa 2x1 Moto Club

PRIMEIRA FASE DO TERCEIRO TURNO
Sampaio Corrêa 3x1 Tupan
Sampaio Corrêa 2x2 Maranhão
Sampaio Corrêa 2x1 Moto Club

SEGUNDA FASE DO TERCEIRO TURNO
Sampaio Corrêa 5x0 Tupan
Sampaio Corrêa 4x0 Maranhão
Sampaio Corrêa 2x0 Moto Club

JOGO EXTRA DO TERCEIRO TURNO
Sampaio Corrêa 1x0 Maranhão

ÁUDIO - Sampaio Corrêa 1x0 Maranhão - Final do Campeonato Maranhense 1984

Áudio da grande decisão do Campeonato Maranhense de 1984 entre Sampaio Corrêa x Maranhão Atlético Clube. O time boliviano chegou à conquista daquele ano com um gol do ponta Bimbinha, aos 10 minutos do segundo tempo da grande final diante do time atleticano.


FICHA DO JOGO

Sampaio Corrêa 1x0 Maranhão
Data:
02 de Dezembro de 1984
Local: Estádio Castelão
Juiz: Sérgio Faray
Bandeirinhas: Josenil Sousa e Idelfonso Araújo.
Renda: Cr$ 35.404.000,00
Público: 15.299 pagantes
Gol: Bimbinha aos 10 minutos do segundo tempo
Cartão vermelho: Alcino e Gaúcho
Sampaio Corrêa: Geordano, Nestor, Rosclin, Santos e Gilban; Meinha, Mateus e Beato; Joãozinho Neri (Puma), Renato e Bimbinha. Técnico: Júlio Aarão
Maranhão: Juca Baleia, Uberaba, Tataco, Gaúcho e Neto; Russo, Tica (Alcino) e Vilmario; Valter, Riba e Jânio (Rodrigues). Técnico: Marçal Tolentino Serra

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Chiquinho, ponta-esquerda do Maranhão Atlético Clube da década de 80

Chiquinho com a camisa do MAC

Quem o viu jogar, sabe que ele foi um dos grandes nomes do MAC pelo ido dos anos 80. Rápido, habilidoso e bom de bola, o maranhense Francisco Chagas Pereira da Silva, conhecido pela torcida maranhense como Chiquinho, ganhou fama, fez muitos gols e teve uma bem sucedida carreira nos gramados de São Luís e até do exterior.

Chiquinho nasceu no dia 19 de Agosto de 1964, em Colina, cidade considerada como a “princesinha do alto sertão maranhense” e localizada a cerca de 437 quilômetros de São Luís. E foi no interior, aos 6 anos de idade, que ele começou os primeiros passos no futebol. Igual a qualquer criança da sua época, jogava descalço pela rua ou nos campinhos de várzea. De uma infância muito pobre, porém muito saudável, mudou-se aos 14 anos de idade para a cidade de Imperatriz, onde rapidamente começou a jogar no time do próprio bairro onde residia. Pelo seu futebol, logo foi convidado a atuar pela equipe do chamado Supermercado Variedades, equipe também amadora da cidade, já aos 16 anos. Foi o primeiro campeonato amador disputado por Chiquinho, no ano de 1980. Destacou-se, ajudou a sua equipe a chegar à decisão e logo foi convocado para a Seleção Amadora de Imperatriz, que iria disputar o tradicional Torneio Intermunicipal.

Após quatro partidas pelo selecionado, Chiquinho foi convidado a integrar a equipe profissional do Imperatriz, já em 1981. Atou no Cavalo de Aço até 1983, antes de receber um convite do amigo Hiltinho para jogar na cidade de Graça Aranha, pela equipe local que levava o mesmo nome da cidade. Era um time semiprofissional e comandado pelo Prefeito José Nacor. Juntos, Chiquinho e Hiltinho jogaram por quase dois anos em diversas cidades do Estado do Maranhão, permanecendo por incríveis 51 jogos invictos.


De Graça Aranha, o Prefeito o levou, juntamente com Hiltinho, para um período de testes do Maranhão Atlético Clube, já em 1985. Sob o comando do técnico Lula, ex-craque do Internacional e com passagem pela Seleção Brasileiro, Chiquinho acabou aprovado e foi convidado a assinar o seu primeiro contrato profissional pelo time atleticano. Assim, Chiquinho passou cinco anos vestindo a camisa maqueana, onde foi o titular absoluto na ponta-esquerda.

Apesar do bom futebol apresentado pelo Maranhão na década de 80, Chiquinho não chegou a levantar nenhum troféu de campeão Estadual durante os cinco anos em que vestiu a camisa atleticana. Em 1986, um vice-campeão com o time comandado por Eliéser Ramos: Juca Baleia, Uberaba, Ademir, Irineu e Neto; Batista, Tica e Daniel; Valter, Cesar e Chiquinho. No ano seguinte, 1987, novo vice-campeonato, desta vez com o treinador Garrinchinha no comando atleticano, que naquele ano formava com Juca Baleia, Serginho, João Luís, Eduardo e Neto; Batista, Tica e Daniel; Neco, Bacabal e Chiquinho. Em 1988 e 1989, novamente o vice-campeonato, com o MAC formando assim, respectivamente: Juca Baleia, Alípio, Uberaba, Eduardo e Elzo; Tica, Neco e Nazário; Valter, Bacabal e Chiquinho; em 1989, sob o comando de José Carlos Queiroz, o time formava com Salvino, Everaldo, Carlito, Lameu e Rogério; Adnilton, Batista e Daniel; Messias, Bacabal e Chiquinho.

Em Abril de 1990, surgiu uma oportunidade para jogar na Europa. Intermediado pelo empresário argentino José Rubilota, Chiquinho foi levado para Portugal, onde passou dez anos: o seu primeiro clube foi o Sport União Sintrense, de 1991 a 1993; em seguida, foi para o Barreirense Futebol Clube, onde jogou por quatro temporadas (1994 a 1997).  Jogou ainda no União Desportiva de Alcains, entre 1998 e 1999, e no Esporte Club Estrela de Portalegre, no ano de 2000, antes de encerrar a sua carreira como atleta profissional. E o começo no futebol europeu foi bastante complicado. No início, quando ainda rodava por clubes pequenos fazendo testes, Chiquinho ainda sofreu uma grave lesão que o deixou afastado dos gramados por três meses. E quando estava pronto para retornar a campo, havia somente o futebol português com inscrições para estrangeiros.

Ao longo da sua carreira, o jogo mais importante para Chiquinho com a camisa atleticana aconteceu em 1987, quando o MAC sagrou-se campeão do Segundo Turno do Campeonato Maranhense, vencendo o Imperatriz pelo placar de 2 a 1, em jogo realizado no dia 16 de Maio daquele ano. O seu gol mais bonito foi contra o Sampaio Corrêa em 1988, pelo Terceiro Turno do Estadual. O MAC, no jogo realizado dia 28 de Agosto daquele ano, perdia pelo placar de 2 a 0, gols de Paulo César e Ismael. Faltavam apenas 20 minutos para o final da partida e Chiquinho então assinalou dois seguidos gols e ajudou o Maranhão a garantir o empate no Samará.