quarta-feira, 25 de julho de 2012

Ivanildo Oliveira, o "Calibre 44"

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão.

Quando garoto, Ivanildo gostava tanto de futebol que vibrou quando o pai resolveu mudar-se do bairro São Jorge para o Arruda, onde fica o estádio do Santa Cruz de Recife. Morando perto de tão importante centro, não era difícil de concretizar o sonho de ser jogador profissional. Mesmo sem ter feito fama, ele correu o Brasil e acabou chegando em São Luis/MA. Jogou nos grandes clubes do estado. Com uma personalidade muito forte, foi incompreendido por alguns dirigentes em vários momentos. Em campo sabia o que fazer com a bola. No auge da carreira, por ter um chute muito forte com a perna direita, ficou conhecido como o “calibre 44”.
Ivanildo é pernambucano. Vem de uma família de seis irmãos (cinco homens e uma mulher). O pai, um grande comerciante de Olinda, não gostava de futebol e nem aprovava que os filhos Maneco e Ivanildo jogassem. Porém, ao vender o comércio e se mudar para Recife, seu João Nunes de Oliveira aproximou mais ainda os filhos da bola. “Fomos morar no bairro do Arruda e eu não perdia um treino dos profissionais do Santa Cruz. Foi lá que conheci Brito Ramos e Hamilton, jogadores que acabei reencontrando em São Luis”, relembra.
O pai morreu e a família ficou completamente desorientada. Aos poucos foi se recuperando emocionalmente, mas financeiramente as cosias não andavam bem. O garoto Ivanildo resolveu seguir os conselhos de alguns amigos e começou a encarar o futebol como profissão.
Depois de uma rápida passagem pelo time do IGB – Indústria Gráfica Brasileira -, Ivanildo foi levado para o Náutico Capibaribe. Foi o início de uma carreira que tinha tudo para ser brilhante. “Eu estava o fino no preparo físico e tudo dava certo dentro de campo. Me saía muito bem quando jogava de ponta ou de meia direita. Meu chute era como um ‘limãozinho’, perfeito”. Foi nessa época que passaram a apelidar Ivanildo de “calibre 44”, se referindo ao seu potente chute com a perna direita, um tiro”.
Ele ficou no Náutico, da categoria infantil até o profissional. Foi campeão juvenil em 1965 e artilheiro dos campeonatos aspirantes em 1965/55, Sem a orientação do pai, os amigos do Náutico é que o educavam. Foi ai que as coisas começaram a dar erradas. Com o sucesso na bola, vieram as excessivas comemorações com farras e, principalmente, com bebidas. Ivanildo passou a ser visto como um craque problemático.
Em 1967 ele foi emprestado ao Ferroviário do Ceará. Se destacou por lá e a diretoria do Náutico o trouxe de volta a Recife, para não jogar. “Eu queria mostrar jogo e não deixavam. Acabei entrando em conflito com os dirigentes e me emprestaram para o CRB de Alagoas”.
Depois disso Ivanildo ainda passou pelos clubes Botafogo/PPB, Campinense e E. C. Conquista/BA. Por volta de 23/24 anos de idade, depois de um vacilo da diretoria do Náutico, conseguiu – orientado por um advogado – ganhar o passe. Pode ter sido esse um grande erro. Quando chegava em um lugar com o passe na mão e novo, achavam que Ivanildo estava bichado ou qualquer coisa parecida. Não conseguia se empregar. Chegou a ir para São Paulo e Rio de Janeiro, mas ninguém o deixava treinar. “Acabei retornando a Recife meio desiludido com o futebol”.
Em 1969 Ivanildo estava treinando, sem compromisso, no Santa Cruz, quando soube que uma Junta Governativa do Sampaio Corrêa, formada por Jurandir Santos, Dejard Martins, Benjamin Gondinho e Cláudio Ferreira, estava em Recife e queria contratar o centroavante Fernando Carlos. Mesmo sem planejamento, em março de 69, Ivanildo o goleiro Marinaldo, o meia esquerda Roberto e o centroavante Bôsco desembarcaram em São Luis.

 Sampaio Corrêa em 1969. Em pé: Célio Rodrigues, Marinaldo, Osvaldo, Faísca, Vadinho e César Habibe. Agachados: Fifi, Ivanildo, Bosco, Roberto e Itamar.

 1969 foi o ano do Maranhão Atlético Clube. O Sampaio tinha um bom time, mas não conseguiu nada no campeonato estadual. O tricolor jogava com Marinaldo, Célio Rodrigues, Osvaldo, Vadinho e César Habibe; Faísca e Roberto; Fifi, Ivanildo, Bôsco e Itamar.
Por indicação de Marçal Tolentino Serra, em 1970 Ivalnildo foi contratado para atuar na meia ou na ponta-direita no MAC. Ajudou o clube a conquistar o bicampeonato estadual. “Cheguei ao MAC graças a Marçal e aos diretores Nestor, Josemar Bezerra, Jurandir, Carlos Mendes, Carlos Guterres, Nicolau Duailibe e o Capitão Goulart”. O bi campeão atleticano contava com: Da Silva; Baezinho, Luis Carlos, Clécio e Jorge da Silva; Ivanildo e Wolken; Euzébio, Hamilton, Antônio Carlos e Dario. “Nessa época calei a boca dos dirigentes do Sampaio. Eu havia chegado lá como um Deus e sai como o próprio diabo, Até hoje agradeço a confiança que os dirigentes do MAC tiveram por mim”.
Uma pequena divergência salarial fez com que Ivanildo trocasse o MAC pelo Moto Club em 1971. A passagem pelo rubro-negro foi bastante confusa, por falta de organização. “Atrasavam os salários em até dez meses. Vi que a barca era furada e aos 28 anos de idade resolvi abandonar o profissionalismo e fiquei só nas peladas”.
Para continuar em São Luis, Ivanildo se submeteu a trabalhar como vendedor no Laboratório Jesus e em duas lotéricas. Em 1973, graças ao amigo Almir Marques Filho, ele ingressou na Prodata, empresa estatal de processamento de dados.

Moacir Graça da Costa

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão.

“Não sinto saudade do futebol. Sinto saudade das amizades feitas através dele”. Com a voz embargada, indiferente e distante do futebol desde quando deixou de jogar profissionalmente pelo Maranhão Atlético Clube em 1961, Moacir Graça da Costa nos recebeu em sua residência, no bairro do Anil e, de forma lúcida, clara, demonstrando estar gozando de plena forma física e mental, contou-nos um pouco da sua trajetória no esporte maranhense. Uma história simples, como de tantos outros, que marcou pelos quase 10 anos vestindo a gloriosa camisa do clube das quatro cores.
José Aragão, Stelman, José Pinto, Vivaldo, João Pedro, Bi e outros colegas se juntaram a Moacir Graça, no final de 1939 e início de 1940, para bater peladas descalços em plena Rua das Flores, bairro do Anil. Após as peladas, era sagrado tomar banho nas águas limpas e azuis do Rio Azul (que depois passou a ser conhecido como Rio Anil).
Com 14 anos de idade, após concluir o quarto ano primário e o exame de admissão, ingressos na Escola Técnica Federal do Maranhão – ETFM (hoje IFMA). “Era um sonho estudar na Escola. Naquela época, morar no Anil era como morar no interior, de tão difícil acesso. Estudar na Escola, então, era como se tivesse entrado hoje na Universidade”, lembra.
O primeiro ano como aluno na Escola foi marcante por dois motivos: primeiro, porque teve a oportunidade de mostrar suas qualidades como jogador de futebol nos torneios interclasses e depois na seleção da entidade ao lado de amigos inesquecíveis, como o goleiro Boquinha, Lelé, Pilho, Orcinho Guterres, Xavier (Peru), Claudino, Sadi e Erismar, nas disputas das Olimpíadas Colegiais. Marcou também sai reprovação no primeiro ano por altas, já que era muito comum “matar” aulas para treinar futebol o para assistir aos treinos da seleção de basquete da escola. “Eu ficava encantado com a habilidade daqueles atletas. Não lembro o nome de nenhum deles, até porque eram bem mais velhos do que eu e cursavam o último ano, mas eram bons, parecia coisa de cinema”.
Paralelo às atividades esportivas desenvolvidas na Escola Técnica, Moacir ainda jogava no Cruzeiro do Anil, também conhecido como Leão da Vila Famosa. Caladão, gostava mais de ouvir do que falar. Em campo, segundo alguns amigos da época, dava gosto vê-lo jogar no meio ou na ponta esquerda. Mesmo sendo destro, fazia muitos gols com a perna esquerda, principalmente quando a bola vinha rolando em sua direção. Hábil, ainda cabeceava bem, ajudava na marcação e distribuía melhor ainda as jogadas para o ataque.
Assim que se formou, resolveu ir a Belém-PA para prestar exame para a Escola de Sargento da Aeronáutica. Gastou tempo e dinheiro porque não divulgaram os resultados das provas. Desgostoso, retornou a São Luis.
Por volta de 1952, quando já estava com 21 anos, foi treinar no tricolor de São Pantaleão. No meio do treino, sofreu uma torção tão forte no tornozelo que a tornozeleira teve que ser cortada. “Ninguém me deu assistência. Fui pra casa cheio de dor e me automediquei. Fazia compressas de água quente e massagens”.
Pedrinho, um amigo do Anil ligado ao Maranhão Atlético Clube, soube o que estava acontecendo com Moacir Graça e resolveu fazer-lhe uma visita. Escabreado, ouviu Pedrinho dizer que se isso tivesse acontecido no MAC, teria recebido assistência. Para confirmar o que estava dizendo, Pedrinho garantiu que iria ajuda-lo e depois de curado iria treinar no MAC.
Em menos de dez dias estava em forma novamente e comparece a treino no MAC. Comitante era o técnico atleticano. O grupo era formado por “cobras criadas” e havia conquistado o campeonato estadual de 1951. Moacir treinou bem e ganhou a confiança de todos. No domingo já estava jogando no time principal que formou com Derval, Arel e Carapuça; Dico Pero Preto, Palheta e Gegeca; Marianinho, Inaldo, Cabeço Duro, Ananias e ele.
Daí pra frente foram quase dez anos como titular absoluto. Não ganhou nenhum título estadual, mas teve o privilégio de fazer de um período altamente técnico do futebol maranhense. “Jogar ao lado de Cabeça, Moacir Bueno, Nunes, Nélio, Carne Assada, Serra Pano de Barco, Morais, Jaime e outros craques foi um grande aprendizado e muita satisfação”.

 Uma das formações do MAC em 1953/54: em pé - Serra Pano de Barco, Cabeça, Carrinho, Derval, Moacir Bueno e Marianinho; agachados - Nunes, Nélio, Morais, Moacir Graça e Carne Assada

 Uma passagem interessante que gosta de relembrar aconteceu após um jogo. “Era um habito dos jogadores que bebiam sair direto do campo para o Moto Bar, que ficava na Praça João Lisboa, no Centro de São Luis. Peguei carona com o amigo Arel, que tinha carro, pensando que ele iria para os lados do Anil. Só que ele estava indo rumo ao bar. Eu não bebia. Os nosso companheiros, quando me viram, ficaram admirados e começaram a gritar ‘carvoeiro... carvoeiro’ – meu apelido entre eles. Colocaram cerveja no meu copo e eu fingia que estava bebendo. Quando foi passando um ônibus que ia para o Anil, saí correndo e fui embora sem dar tchau. Passaram um bom tempo gozando da minha fuga”.
No último ano de clube (1961), Moacir se chateou com o técnico Zequinha, que havia trocado o Ferroviário pelo MAC. “Nos treinos ele colocava Cabeça, Moacir Bueno e eu em uma posição e quando chegava na hora do jogo, colocava a gente em outra posição. Fui me chateando e disse ao amigo Napá, diretor do clube, que queria a minha liberação. O Presidente Nicolau Duailibe Neto assinou meu atestado liberatório e voltei para o Cruzeiro do Anil, onde joguei mais uns três anos e parei com o futebol”.

domingo, 22 de julho de 2012

Divulgação do livro do Moto Club na Rádio Capital AM 1180

Hoje, 22 de Julho, dei uma entrevista bacana na Rádio Capial AM 1180 aqui de São Luis. O programa foi o "Tribuna do Esporte", do apresentador Paulo Alves Filho. Bate papo bacana. Deixo entrevista e fotos. Boa semana a todos!

Entrevista sobre o livro do Moto Club na Rádio Capial AM 1180











quinta-feira, 19 de julho de 2012

Zuza, o carregador de piano

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão, em 12 de Abril de 1999.

José Cursinho Coelho Filho nasceu dentro de barco em São Luis no dia 04 de fevereiro de 1938. A mãe, grávida de 9 meses, esperava que ele fosse filho de Guimarães. Depois dessa peça do destino, só restou à família seguir para o interior com o recém nascido, onde permaneceram por sete meses.
De volta à capital, Zuza (apelido colocado pelo pai, sem motivo especial) passou a morar na Vila Passos. Mas foi no União (time do Tirirical) que ele recebeu os treinamentos específicos para o futebol.
O Campeonato Anilense de 1956 serviu de vitrine para que o jovem de 18 anos, que no ano seguinte estava no meio de outros tantos craques do imbatível Ferroviário.
Ao chegar pela primeira vez ao Santa Isabel para treinar no Ferrim, Zuza, coma  timidez típica dos adolescentes, se limitou a observar um grupo de craques: Walber Penha, Marujo e caxambu (no gol), Bebeto, Negão, Esmagado, Ribeiro Garfo de Pau, Peruzinho, Gentil, Augusto, Carapuça, Pitú, Frango, Vicente, Rui, Claudionor, Augusto, Nonato Cassas, dentre outros. Foi quando Ribeiro e Gentil perguntaram se ele não queria completar o time de baixo.
Ele aceitou. Só que quando pediu a chuteira número 41, o roupeiro fez cara feia e não deu. Gentil, que calçava a mesma pontuação, cedeu as suas. E o garoto mostrou o que sabia, exibindo seu fôlego invejável, uma de suas características marcantes, atuando a princípio pela ponta-direita.
Durante o ano de 1957, Zuza foi contratado, assim como outros craques, como Hamilton, Decadela, Santos, Waltair. Se definiu como centro-médio (o volante de hoje). Desarmava os ataques adversários com extrema facilidade. Só tinha um defeito: arrebentava nos treinamentos, mas quando era na hora de jogar pra valer, a ansiedade de menino fazia com que tudo desse errado. Terminava tendo que se contentar com a reserva de Pitú e aprender cada vez mais com o time campeão maranhense daquele ano.
Em 1958 o atleta crescia, jogando ao lado de Negão, ora de Laxinha. Era um orgulho atuar com as feras do Ferroviário, bicampeão maranhense com: Walber Penha; Ribeiro Garfo de Pau, Santos, Decadela e Esmagado; Negão e Laxinha; Rui, Hamilton, Nabor e Neto.
Com a briga entre o clube e a Federação, em 1959, que terminou por desfazer o Ferroviário, Zuza, 21 anos, foi para o Maranhão Atlético Club viver, agora sim, seus tempos áureos. Mais maduro e com um futebol de melhor qualidade, ele escreveu seu nome na história do futebol maranhense. Ao lado de Barrão, formou uma das duplas de meio-campo mais famosas que já se viu por estas bandas.
Nesse período, ele mostrou seu valor, integrando também a Seleção Maranhense. Aplicado tecnicamente com um grande preparo físico, o centro-médio Zuza se destacava pela cobertura dos dois lados do meio-campo em todas as partidas que disputava. Um “carregador de piano” – como todos o chamavam, que desfazia ataques adversários e tinha em Barrão a continuidade da jogada rumo aos gols do seu time. Não é que gostasse de subir. Fazia isso de vez em quando, porque seu trabalho era muito mais valioso.

 Vitória do Mar de 1969: em pé - Badé, Edmar, Valois, Vico, Ronaldo e Manga. agachados - Fifi, Zuza, China, Roxo e Diomar

As más línguas diziam que ele fazia o nome de Barrão. Mas não era bem assim. Depois de desarmar os adversários, ele tinha a garantia que, dos pés de Barrão, exímio lançador, a bola chegaria limpa aos atacantes. Os dois ficaram famosos – assim como todo o timaço que levou o MAC ao título de 1963: Lunga; Neguinho, Vareta, Negão e Cléssio; Carlindo, Moacir Bueno, Barrão e Adaupi; Valdeci, Wilson, Croinha e Alencar.
O diferencial Zuza-Barrão é que eles “se afinavam por música”, que eram muito amigos. Tramavam as jogadas durante os treinos, fora deles, nas concentrações, nas farras e colocavam em prática, colhendo os frutos da fama por puro merecimento.
Muitos troféus foram conquistados por Zuza até 1966, quando ele passou no concurso do IAPI (hoje INSS) e foi transferido para Recife. Na capital pernambucana, ainda chegou a treinar no América e no Ferroviário. Mas como a diretoria maqueana não liberou seu empréstimo, se contentou em voltar a jogar profissionalmente em 1967 no Vitória do Mar (do compadre espiritual e técnico Calanzas) até Julho de 1969, quando teve que se mudar em definitivo para Brasília, para cumprir mais uma transferência pelo emprego público federal, abandonando em definitivo a profissão da paixão.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Seleção de Bacabal 2x1 Maranhão Atlético Club

SELEÇÃO DE BACABAL 2 X 1 MARANHÃO ATLETICO CLUBE



Amistoso realizado no Estádio Correão, em que o selecionado bacabalense venceu por 2x1 ao Maranhão Atlético Clube. Na formação, a Seleção de Bacabal está assim perfilada: em pé - Abdias (Josinaldo), Peixe, Craus, Nascimento, Nonato e Pernambuco; agachados - Nô, Mingo, Rato e Hildebrando. 

Info:Sergiomatias

Foto e informações extraídas da página do BEC do Facebook: http://www.facebook.com/pages/Bacabal-Esporte-Clube/178155472231529

sábado, 14 de julho de 2012

Maranhão e Sampaio Corrêa na Copa do Brasil de 2000

Deixo dois registros antigos da participação de Maranhão e Sampaio Corrêa na Copa do Brasil. O primeiro, a goleada sofrida pelo Bode no Maracanã para o Fluminense, após vitória em São Luis. Na segunda partida, o empate em 2x2 do Sampaio Corrêa em pleno Castelão diante do América de Natal, eliminando a Bolívia da competição, em 2000.

Fluminense 6x0 MAC (2000)

Sampaio Corrêa 2x2 América-RN (2000)

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Promoção "GRANDES ÍDOLOS DO MEU PAPÃO!"



1 - Para que sua participação seja válida e você tenha direito a levar o prêmio caso seja o contemplado, você precisa curtir a página do livro do Moto Club no facebook e compartilhar esta a imagem da promoção.
2 - Agora basta acessar a página do sorteio no Facebook e clicar em “quero participar” (há necessidade de dar permissão ao aplicativo).
3 - O sorteio será realizado no dia 09 de Agosto, através do aplicativo sorteie.me.
4 - A data do sorteio está sujeita a alteração.
5 - Se os participantes sorteados não estiverem aptos a receber o prêmio por não cumprir quaisquer das regras, será feito novo sorteio.
6 - O contemplado será contactado via Facebook e terá um prazo de 5 dias para enviar resposta.
7 - O prêmio deve ser retirado na loja Canto das Torcidas (Monumental Shopping)


Link do sorteio - http://www.facebook.com/LivroDoPapao/app_154246121296652


Empresas que apoiam o livro: 
Faculdade São Luis, Centro de Formação de Craques, Malharia Pontual, Soft Inn Hotéis, Blog Futebol Maranhense, Jacaré Rodas, Loja Canto das Torcidas, InVista e Oxigênio Propaganda e Marketing.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Artilheiro Paraíba

Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão.

Homem gol. Centroavante na acepção da palavra. José Valquírio Barbosa veio da Paraíba para fazer parte da história do futebol maranhense. Jogou no Moto e Sampaio e conquistou títulos pelos dois clubes. Um acidente de ônibus ocorrido em 1975 com o time do Sampaio matou Paulo Espanha e acabou com a carreira de atleta de Paraíba. Mas ele soube dar a volta por cima, transformando-se em um dos melhores técnicos do Maranhão.
O garoto nascido em Sapé (05/07/1945) e criado em Cabedelo, cidade da Paraíba, transformou-se em atleta profissional. Participou em 1961 do Campeonato Paraibano como centroavante do Estrela do Mar Futebol Clube. Despontou e no ano seguinte já estava com contrato assinado no Fortaleza esporte Clube do Ceará, aos 17 anos de idade. Até 1966, Paraíba conquistou três títulos.
O atleta passou a ser respeitado dentro da pequena área. Os adversários sabiam que não podiam deixa-lo pegar na bola. Tinha um aproveitamento excelente e sempre estava dentre os artilheiros das competições que participava. De raciocínio rápido, pernas hábeis e boa colocação, o oportunista Paraíba ia fazendo nome no Ceará. “Tive em Fortaleza dois grandes técnicos: Moézio Gomes e Dante Biane. Me passaram grandes ensinamentos”, conta ele porque tamanha habilidade na posição.
Em Fortaleza, teve uma outra grande oportunidade, a de conhecer Júlia, com quem se casou em 1966, ano em que foi vendido ao Ferroviário Atlético Clube (CE). Nesse clube, jogou ate 1969. Depois de ser emprestado para o Treze, de Campina Grande, entrou na justiça e conquistou passe livre, tendo o cuidado de assinar contrato de um ano.
Sua vinda para o Sampaio aconteceu quando estava jogando no Calouros do Ar, time da base aérea da capital cearense. Indicação do radialista gaúcho Dionísio da Ponte, que trabalhava na Rádio Educadora de São Luis. Veio para disputar o Nordestão em 1971 e saiu como artilheiro. Foram apenas três meses. Assinou depois disso contrato com o Tiradentes, do Piauí, em 1972. Nesse mesmo ano, voltou para fazer parte da forte equipe do Sampaio, campeã do Brasileirinho. Após essa competição, retornou para o Tiradentes, campeão de 1972 e 1973.
Homem-gol já conhecido das torcidas e dos dirigentes maranhenses, Paraíba foi novamente chamado, agora para reforçar o Moto. Em 1973 não deu para ser campeão (título do Ferroviário). Mas em 1974 o rubro-negro investiu e levou o título jogando com atletas do quilate de Edson e Jurandir (goleiros); Esteves, Neguinho, Sérgio Marreca, Ivan, Nestor, Gojoba, Soares, Santana, Lima, Paraíba e Coelho.

 Moto Club em 1973: em pé - Ivan, Neguinho, Irineu, Gojoba, Breno e Dé; agachados - Lima, Santana, Paraíba, Luis Augusto e Coelho. 

Moto Club campeão em 1974: em pé - Marçal Tolentino Serra (técnico), Edson Esteves, Neguinho, Sérgio, Antônio Carlos, Barros (supervidor) eJúlio Buhatem (diretor de futebol); agachados - Lima, Santana, Paraíba, Soares e Coelho.

Um fato interessante desse ano é que como morava em um hotel com Júlia, Paraíba aceitou o convite e foi para a casa do quarto-zagueiro do Sampaio, Sérgio Marreca. Os dois já se conheciam desde o Ceará. A amizade tornou-se forte entre eles. Mas terminaram se estranhando entre um Moto e Sampaio. O moto precisava da vitória. Saiu um escanteio quase no final na partida. Sérgio Marreca prende a bola, retardando o jogo. “Eu queria vencer. Esqueci que morava com Sérgio e parto pra cima dele. Por pouco não metia-lhe a mão na cara. Depois do jogo rimos muito do acontecido”.

Sampaio Corrêa em 1971: Brito, Prado e Paraíba

Em 1975 os dirigentes do Sampaio trazem Paraíba de volta. Nesse ano ele encerrou sua carreira de atleta após sofrer um acidente sério. O ônibus do Tricolor ia para Imperatriz e capotou na madrugada do dia 25 de Setembro, matando Paulo Espanha. Paraíba sofreu fratura em quatro vértebras da coluna, do osso pubiano, rotura do músculo da coxa esquerda, lesões no menisco e ligamentos do joelho. Ficou uma semana em coma.
O contrato com o Sampaio havia sido assinado até 1976. Confiando em ter Paraíba de volta aos campos, o dirigente Humberto Castro renovou contrato com o centroavante por mais dois anos. A recuperação não aconteceu. De jogador, foi levado à condição de auxiliar técnico. Em 1978, já como técnico, pôde retribuir a confiança da diretoria com o título estadual, que tinha, dentre outros jogadores, Juca Baleia, Ivanildo, Cabrera, Rosclin, Bimbinha, Cabecinha e Edésio.
A partir daí o Sampaio passou a ser a vida dele. Participou como auxiliar técnico e técnico nas eventualidades, de todos os títulos conquistados pelo clube desde então: campeão em 1980, penta de 1984 a 1988, tri de 1990 a 1992 e o bi de 1997 e 1998. Espera ainda por muitas alegrias com o futebol, que o consagrou no Maranhão.

domingo, 1 de julho de 2012

Banner do evento de lançamento do livro do Moto Club de São Luis, meu segundo livro

São três modelos de banner: com o fundo em vermelho e preto, lembrando as atuais cores do Papão, um nas cores verde e branco, as originais quando do sirgimento do clube de motociclismo, em 1937, e outro com um recorte original sobre o anúncio da fundação do Moto Club...