Entrevista sobre o livro do Moto Club na Rádio Capial AM 1180
domingo, 22 de julho de 2012
Divulgação do livro do Moto Club na Rádio Capital AM 1180
Hoje, 22 de Julho, dei uma entrevista bacana na Rádio Capial AM 1180 aqui de São Luis. O programa foi o "Tribuna do Esporte", do apresentador Paulo Alves Filho. Bate papo bacana. Deixo entrevista e fotos. Boa semana a todos!
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Zuza, o carregador de piano
Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão, em 12 de Abril de 1999.
José Cursinho Coelho Filho nasceu dentro de barco em São Luis no dia 04 de fevereiro de 1938. A mãe, grávida de 9 meses, esperava que ele fosse filho de Guimarães. Depois dessa peça do destino, só restou à família seguir para o interior com o recém nascido, onde permaneceram por sete meses.
José Cursinho Coelho Filho nasceu dentro de barco em São Luis no dia 04 de fevereiro de 1938. A mãe, grávida de 9 meses, esperava que ele fosse filho de Guimarães. Depois dessa peça do destino, só restou à família seguir para o interior com o recém nascido, onde permaneceram por sete meses.
De
volta à capital, Zuza (apelido colocado pelo pai, sem motivo especial) passou a
morar na Vila Passos. Mas foi no União (time do Tirirical) que ele recebeu os
treinamentos específicos para o futebol.
O
Campeonato Anilense de 1956 serviu de vitrine para que o jovem de 18 anos, que
no ano seguinte estava no meio de outros tantos craques do imbatível
Ferroviário.
Ao
chegar pela primeira vez ao Santa Isabel para treinar no Ferrim, Zuza,
coma timidez típica dos adolescentes, se
limitou a observar um grupo de craques: Walber Penha, Marujo e caxambu (no
gol), Bebeto, Negão, Esmagado, Ribeiro Garfo de Pau, Peruzinho, Gentil,
Augusto, Carapuça, Pitú, Frango, Vicente, Rui, Claudionor, Augusto, Nonato
Cassas, dentre outros. Foi quando Ribeiro e Gentil perguntaram se ele não
queria completar o time de baixo.
Ele
aceitou. Só que quando pediu a chuteira número 41, o roupeiro fez cara feia e
não deu. Gentil, que calçava a mesma pontuação, cedeu as suas. E o garoto
mostrou o que sabia, exibindo seu fôlego invejável, uma de suas características
marcantes, atuando a princípio pela ponta-direita.
Durante
o ano de 1957, Zuza foi contratado, assim como outros craques, como Hamilton, Decadela,
Santos, Waltair. Se definiu como centro-médio (o volante de hoje). Desarmava os
ataques adversários com extrema facilidade. Só tinha um defeito: arrebentava
nos treinamentos, mas quando era na hora de jogar pra valer, a ansiedade de
menino fazia com que tudo desse errado. Terminava tendo que se contentar com a
reserva de Pitú e aprender cada vez mais com o time campeão maranhense daquele
ano.
Em
1958 o atleta crescia, jogando ao lado de Negão, ora de Laxinha. Era um orgulho
atuar com as feras do Ferroviário, bicampeão maranhense com: Walber Penha;
Ribeiro Garfo de Pau, Santos, Decadela e Esmagado; Negão e Laxinha; Rui,
Hamilton, Nabor e Neto.
Com
a briga entre o clube e a Federação, em 1959, que terminou por desfazer o
Ferroviário, Zuza, 21 anos, foi para o Maranhão Atlético Club viver, agora sim,
seus tempos áureos. Mais maduro e com um futebol de melhor qualidade, ele
escreveu seu nome na história do futebol maranhense. Ao lado de Barrão, formou
uma das duplas de meio-campo mais famosas que já se viu por estas bandas.
Nesse
período, ele mostrou seu valor, integrando também a Seleção Maranhense.
Aplicado tecnicamente com um grande preparo físico, o centro-médio Zuza se
destacava pela cobertura dos dois lados do meio-campo em todas as partidas que
disputava. Um “carregador de piano” – como todos o chamavam, que desfazia
ataques adversários e tinha em Barrão a continuidade da jogada rumo aos gols do
seu time. Não é que gostasse de subir. Fazia isso de vez em quando, porque seu
trabalho era muito mais valioso.
Vitória do Mar de 1969: em pé - Badé, Edmar, Valois, Vico, Ronaldo e Manga. agachados - Fifi, Zuza, China, Roxo e Diomar
As
más línguas diziam que ele fazia o nome de Barrão. Mas não era bem assim.
Depois de desarmar os adversários, ele tinha a garantia que, dos pés de Barrão,
exímio lançador, a bola chegaria limpa aos atacantes. Os dois ficaram famosos –
assim como todo o timaço que levou o MAC ao título de 1963: Lunga; Neguinho,
Vareta, Negão e Cléssio; Carlindo, Moacir Bueno, Barrão e Adaupi; Valdeci,
Wilson, Croinha e Alencar.
O
diferencial Zuza-Barrão é que eles “se afinavam por música”, que eram muito
amigos. Tramavam as jogadas durante os treinos, fora deles, nas concentrações,
nas farras e colocavam em prática, colhendo os frutos da fama por puro
merecimento.
Muitos
troféus foram conquistados por Zuza até 1966, quando ele passou no concurso do
IAPI (hoje INSS) e foi transferido para Recife. Na capital pernambucana, ainda
chegou a treinar no América e no Ferroviário. Mas como a diretoria maqueana não
liberou seu empréstimo, se contentou em voltar a jogar profissionalmente em
1967 no Vitória do Mar (do compadre espiritual e técnico Calanzas) até Julho de
1969, quando teve que se mudar em definitivo para Brasília, para cumprir mais
uma transferência pelo emprego público federal, abandonando em definitivo a
profissão da paixão.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Seleção de Bacabal 2x1 Maranhão Atlético Club
SELEÇÃO DE BACABAL 2 X 1 MARANHÃO ATLETICO CLUBE
Amistoso realizado no Estádio Correão, em que o selecionado bacabalense venceu por 2x1 ao Maranhão Atlético Clube. Na formação, a Seleção de Bacabal está assim perfilada: em pé - Abdias (Josinaldo), Peixe, Craus, Nascimento, Nonato e Pernambuco; agachados - Nô, Mingo, Rato e Hildebrando.
Info:Sergiomatias
Foto e informações extraídas da página do BEC do Facebook: http://www.facebook.com/pages/Bacabal-Esporte-Clube/178155472231529
sábado, 14 de julho de 2012
Maranhão e Sampaio Corrêa na Copa do Brasil de 2000
Deixo dois registros antigos da participação de Maranhão e Sampaio Corrêa na Copa do Brasil. O primeiro, a goleada sofrida pelo Bode no Maracanã para o Fluminense, após vitória em São Luis. Na segunda partida, o empate em 2x2 do Sampaio Corrêa em pleno Castelão diante do América de Natal, eliminando a Bolívia da competição, em 2000.
Fluminense 6x0 MAC (2000)
Sampaio Corrêa 2x2 América-RN (2000)
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Promoção "GRANDES ÍDOLOS DO MEU PAPÃO!"
1 - Para que sua participação seja válida e
você tenha direito a levar o prêmio caso seja o contemplado, você
precisa curtir a página do livro do Moto Club no facebook e compartilhar
esta a imagem da promoção.
2 - Agora basta acessar a página do sorteio no Facebook e clicar em “quero participar” (há necessidade de dar permissão ao aplicativo).
3 - O sorteio será realizado no dia 09 de Agosto, através do aplicativo sorteie.me.
4 - A data do sorteio está sujeita a alteração.
5 - Se os participantes sorteados não estiverem aptos a receber o prêmio por não cumprir quaisquer das regras, será feito novo sorteio.
6 - O contemplado será contactado via Facebook e terá um prazo de 5 dias para enviar resposta.
7 - O prêmio deve ser retirado na loja Canto das Torcidas (Monumental Shopping)
Link do sorteio - http://www.facebook.com/ LivroDoPapao/ app_154246121296652
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7 - O prêmio deve ser retirado na loja Canto das Torcidas (Monumental Shopping)
Link do sorteio - http://www.facebook.com/
Empresas que apoiam o livro:
Faculdade São Luis, Centro de Formação de
Craques, Malharia Pontual, Soft Inn Hotéis, Blog Futebol Maranhense, Jacaré
Rodas, Loja Canto das Torcidas, InVista e Oxigênio Propaganda e Marketing.sexta-feira, 6 de julho de 2012
Artilheiro Paraíba
Matéria de Edivaldo pereira Biguá e Tânia Biguá, página "Onde Anda Você?", do Jornal O Estado do Maranhão.
Homem gol. Centroavante na acepção da palavra. José Valquírio Barbosa veio da Paraíba para fazer parte da história do futebol maranhense. Jogou no Moto e Sampaio e conquistou títulos pelos dois clubes. Um acidente de ônibus ocorrido em 1975 com o time do Sampaio matou Paulo Espanha e acabou com a carreira de atleta de Paraíba. Mas ele soube dar a volta por cima, transformando-se em um dos melhores técnicos do Maranhão.
Homem gol. Centroavante na acepção da palavra. José Valquírio Barbosa veio da Paraíba para fazer parte da história do futebol maranhense. Jogou no Moto e Sampaio e conquistou títulos pelos dois clubes. Um acidente de ônibus ocorrido em 1975 com o time do Sampaio matou Paulo Espanha e acabou com a carreira de atleta de Paraíba. Mas ele soube dar a volta por cima, transformando-se em um dos melhores técnicos do Maranhão.
O garoto
nascido em Sapé (05/07/1945) e criado em Cabedelo, cidade da Paraíba,
transformou-se em atleta profissional. Participou em 1961 do Campeonato
Paraibano como centroavante do Estrela do Mar Futebol Clube. Despontou e no ano
seguinte já estava com contrato assinado no Fortaleza esporte Clube do Ceará,
aos 17 anos de idade. Até 1966, Paraíba conquistou três títulos.
O atleta passou
a ser respeitado dentro da pequena área. Os adversários sabiam que não podiam
deixa-lo pegar na bola. Tinha um aproveitamento excelente e sempre estava
dentre os artilheiros das competições que participava. De raciocínio rápido,
pernas hábeis e boa colocação, o oportunista Paraíba ia fazendo nome no Ceará.
“Tive em Fortaleza dois grandes técnicos: Moézio Gomes e Dante Biane. Me
passaram grandes ensinamentos”, conta ele porque tamanha habilidade na posição.
Em Fortaleza,
teve uma outra grande oportunidade, a de conhecer Júlia, com quem se casou em
1966, ano em que foi vendido ao Ferroviário Atlético Clube (CE). Nesse clube,
jogou ate 1969. Depois de ser emprestado para o Treze, de Campina Grande,
entrou na justiça e conquistou passe livre, tendo o cuidado de assinar contrato
de um ano.
Sua vinda para
o Sampaio aconteceu quando estava jogando no Calouros do Ar, time da base aérea
da capital cearense. Indicação do radialista gaúcho Dionísio da Ponte, que
trabalhava na Rádio Educadora de São Luis. Veio para disputar o Nordestão em
1971 e saiu como artilheiro. Foram apenas três meses. Assinou depois disso
contrato com o Tiradentes, do Piauí, em 1972. Nesse mesmo ano, voltou para
fazer parte da forte equipe do Sampaio, campeã do Brasileirinho. Após essa
competição, retornou para o Tiradentes, campeão de 1972 e 1973.
Homem-gol já
conhecido das torcidas e dos dirigentes maranhenses, Paraíba foi novamente
chamado, agora para reforçar o Moto. Em 1973 não deu para ser campeão (título
do Ferroviário). Mas em 1974 o rubro-negro investiu e levou o título jogando
com atletas do quilate de Edson e Jurandir (goleiros); Esteves, Neguinho,
Sérgio Marreca, Ivan, Nestor, Gojoba, Soares, Santana, Lima, Paraíba e Coelho.
Moto Club em 1973: em pé - Ivan, Neguinho, Irineu, Gojoba, Breno e Dé; agachados - Lima, Santana, Paraíba, Luis Augusto e Coelho.
Moto Club campeão em 1974: em pé - Marçal Tolentino Serra (técnico), Edson Esteves, Neguinho, Sérgio, Antônio Carlos, Barros (supervidor) eJúlio Buhatem (diretor de futebol); agachados - Lima, Santana, Paraíba, Soares e Coelho.
Um fato
interessante desse ano é que como morava em um hotel com Júlia, Paraíba aceitou
o convite e foi para a casa do quarto-zagueiro do Sampaio, Sérgio Marreca. Os
dois já se conheciam desde o Ceará. A amizade tornou-se forte entre eles. Mas
terminaram se estranhando entre um Moto e Sampaio. O moto precisava da vitória.
Saiu um escanteio quase no final na partida. Sérgio Marreca prende a bola,
retardando o jogo. “Eu queria vencer. Esqueci que morava com Sérgio e parto pra
cima dele. Por pouco não metia-lhe a mão na cara. Depois do jogo rimos muito do
acontecido”.
Sampaio Corrêa em 1971: Brito, Prado e Paraíba
Em 1975 os
dirigentes do Sampaio trazem Paraíba de volta. Nesse ano ele encerrou sua
carreira de atleta após sofrer um acidente sério. O ônibus do Tricolor ia para
Imperatriz e capotou na madrugada do dia 25 de Setembro, matando Paulo Espanha.
Paraíba sofreu fratura em quatro vértebras da coluna, do osso pubiano, rotura
do músculo da coxa esquerda, lesões no menisco e ligamentos do joelho. Ficou
uma semana em coma.
O contrato com
o Sampaio havia sido assinado até 1976. Confiando em ter Paraíba de volta aos
campos, o dirigente Humberto Castro renovou contrato com o centroavante por
mais dois anos. A recuperação não aconteceu. De jogador, foi levado à condição
de auxiliar técnico. Em 1978, já como técnico, pôde retribuir a confiança da
diretoria com o título estadual, que tinha, dentre outros jogadores, Juca
Baleia, Ivanildo, Cabrera, Rosclin, Bimbinha, Cabecinha e Edésio.
A partir daí o
Sampaio passou a ser a vida dele. Participou como auxiliar técnico e técnico
nas eventualidades, de todos os títulos conquistados pelo clube desde então:
campeão em 1980, penta de 1984 a 1988, tri de 1990 a 1992 e o bi de 1997 e
1998. Espera ainda por muitas alegrias com o futebol, que o consagrou no
Maranhão.
domingo, 1 de julho de 2012
Banner do evento de lançamento do livro do Moto Club de São Luis, meu segundo livro
sábado, 30 de junho de 2012
Artilheiro Bacabal se despede e Moto empata com a Seleção do Rio de Janeiro
Foi
uma grande dupla festa em São Luis em Março de 2007. A vinda da Seleção Carioca
e a despedida do eterno artilheiro e ídolo Bacabal. O Moto Club de São Luis organizou
um evento digno das suas tradições e da sua apaixonada torcida. Em campo, mais
do que um jogo amistoso, uma prova de gratidão àquele que tanto fez pela equipe
motorizada. Bacabal despedia-se de forma oficial dos gramados e nada mais justo
do que realizar a sua última partida enquanto profissional pelo clube o qual o
artilheiro ajudou engrandecer parte da sua maravilhosa história com gols e feitos
históricos.
Raimundo
Nonato Matos de Abreu Silva, o Bacabal, é filho do ex-goleiro Bacabal, ídolo do
Papão do Norte nos anos 60. Iniciou a sua carreira no extinto São José, para
depois transferir-se para o Maranhão Atlético Clube, onde passou oito anos sem
nenhuma conquista, a sua maior frustração enquanto atleta profissional. Chegou
em 1990 ao Sampaio Corrêa justamente com a fama de pé frio. Na Bolívia, porém,
Bacabal foi bicampeão estadual (1990/91) e artilheiro, com 15 gols em cada ano.
Artilheiro de quase todas as equipes por onde jogou, entre eles a Tuna Luso,
River (PI), Matsubara (PR), Coroatá e Sport Club Belém, o “Artilheiro de Santo
Antônio”, como Bacabal ficou conhecido pelos torcedores maranhenses, sempre
destacou o seu amor pelo Moto Club. O sangue rubro-negro, aliás, vinha de
família. Chegou ao Papão em 1992 e seria homenageado pelo Presidente José
Raimundo Rodrigues na partida entre maranhenses e cariocas.
Bacabal com a camisa do Papão, em 1996
A
Seleção Carioca, organizada pelo Sindicato dos Atletas do Rio de Janeiro,
chegou a São Luis com dois reforços de grande nome no futebol mundial: o tetracampeão
do Mundo nos EUA, Branco, e Jairzinho, o Furacão da Copa de 70. Para a partida
amistosa, foram convocados ainda o ex-goleiro do Fluminense e Botafogo, Ricardo
Cruz, o campeão mundial em 81 pelo Flamengo, Nunes, o tricampeão mundial em 70,
Marco Antônio, além dos atletas Mendonça, Gaúcho, Alfrêdo Sampaio, Gallo,
Cláudio Gomes, Celso, Jorginho, Dudu, Igor, Maurício e Júlio César. Pelo lado
do rubro-negro maranhense, o amistoso seria a grande atração da abertura da
temporada de 1997 do futebol maranhense, após uma excelente participação do
Moto Club no Campeonato Brasileiro da Série B em 1996, quando o Papão encerrou
a sua participação na oitava colocação. O evento também marcaria a apresentação
do novo time do Moto para a temporada. Do elenco do ano anterior, permaneceram
apenas os atletas Touro, Da Silva e Pelezinho. A novidade ficava por conta da
chegada do artilheiro do Campeonato Maranhense de 1996 pelo Sampaio Corrêa,
Vagner Paulista, além dos jogadores Clayton, ex-Sampaio Corrêa, Hélio
Maranhense, Zé Filho e César, ex-Paysandu, Jânio, que estava no futebol da
Bélgica, e Carlinhos, comprado junto ao MAC.
Artilheiro Bacabal em sua despedida dos gramados
Antes
da partida, houve um grandioso evento no Estádio Castelão, na festiva tarde de
domingo do dia 02 de Março de 1997: o desfile de 66 equipes que participarão da
I Copa Domingão da Sorte, promovida pela Life, além da apresentação de 650
garotos das escolinhas do Moto – escolinhas de futebol, futebol de salão,
handebol, basquete, vôlei, karatê e dança. O artilheiro Bacabal entrou a campo
e foi ovacionado por mais de 10 mil motenses que compareceram à sua despedida. O
jogador, que utilizou a camisa 9, jogou durante apenas 15 minutos, quando a
partida foi interrompida e Bacabal, substituído pelo jogador Santos, deu uma
simbólica volta Olímpica acompanhado dos garotos das escolinhas do Moto. Em
seguida, recebeu um troféu e uma placa oferecidos pelo clube, entregue pelo
ex-presidente do Moto, Cassas de Lima.
O
Rubro-negro maranhense, sob o comando do ex-jogador Rosclin, começou arrasador
na partida e deu a largada no marcador logo aos 50 segundos do primeiro tempo
com o atacante Clayton, que aproveitou um passe de Zé Filho para marcar 1 a 0
para o Papão. Os cariocas, formados à base de grandes nomes do futebol
brasileiro e até mundial, empatou a partida apenas aos 34 minutos, quando
Maurício aproveitou uma falha no setor de marcação do Moto e empatou o jogo. Na
segunda etapa o time maranhense passou à frente no marcador com um gol de
cabeça do estreante Vagner Paulista. Paulo Henrique, porém, decretou o último
gol da partida e o empate entre maranhenses e cariocas em 2x2.
sábado, 9 de junho de 2012
Campeonato Maranhense de 1980
Registro raro da final do Campeonato Maranhense de 1980. No vídeo, um
belo lance do meia Raimundinho Lopes e a festa motense pelo título, com a
invasão no gramado pelo torcedor...
Fabril Athletic Club
Como tava meio que sem tempo de preparar um post novo, vou colocar aqui uma matéria muito boa mesmo que o jornalista Daniel Amorim, do Jornal AQUI-MA, produziu, dando início a uma série de especiais sobre clubes maranhenses... O primeiro é sobre o Fabril Athletic Club, o popular F.A.C, primeiro clube da história do futebol maranhense...
Escudo do Fabril Athletic Club, o F.A.C.
A série começa
no ano de 1906, quando o futebol chegou ao Maranhão trazido por Joaquim Moreira
Alves dos Santos, o Nhozinho Santos. Em 1095, ele estudava em Liverpool, na
Inglaterra, quando recebeu a notícia da morte do seu pai, Crispim Alves dos
Santos, dono da Companhia Fabril Maranhense, conhecida como Fábrica Santa
Isabel. No ano seguinte, Nhozinho Santos teve que voltar a São Luis e trouxe
experiências da prática do futebol, além de conhecimentos sobre as regras e
acessórios relacionados ao esporte, como bolas, chuteiras, equipagens, apitos,
etc. Nessa época existiam muitas empresas estrangeiras, com ingleses em seu
plantel. Estes acabaram se juntando a Nhozinho Santos para treinar futebol, em
um trecho do terreno ao lado da fábrica, onde hoje se encontram a Igreja Universal
do reino de Deus e o CEGEL, no Canto da Fabril. Neste momento surgia o Fabril
Athletic Club, ou apenas F.A.C., primeiro clube de futebol do Maranhão, que não
se restringia apenas ao esporte, pois tinha um cunho social, já que sua sede
recebia bailes, matinês, saraus. Além disso, outros esportes, como o boliche, o
cricket e as corridas tinham espaço aberto no clube.
Nhozinho Santos ao lado da equipe do FAC. Ao lado, camisa retrô, modelo do primeiro uniforme do Fabril (acervo pessoal do autor do Blog)
Interessante é que
o “Grêmio Milionário”, como era conhecido o F.A.C. por ser um clube da elite,
era dividido em dois times internos: a equipe Red e a Black, que sustentavam
grande rivalidade. Mas na frente, há noticia de outros três times dentro da
Fabril, chamado de Blue, White e Green, protagonistas de torneios conhecidos
como “Intersócios”, mobilizadores de muita gente no Estádio Santa Isabel (hoje
extinto). Apesar de cinco times dentro do clube, com cores diferentes, as
oficias eram o vermelho, o preto e o branco. A extinção do “Tricolor Fabrilense”
começa a se desenhar em 1914, quando uma grave crise econômica na fabrica acaba
afetando o clube, que tem as suas atividades, tanto esportivas como sociais,
paralisadas. O FAC ressurge em 1916, agora como o nome de Football Athletic
Club, que permaneceu na ativa até 1923, ano que marca o fim de uma frente à
equipe do Luso Brasileiro.
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