terça-feira, 3 de abril de 2012

Sampaio Corrêa 2x2 Vasco da Gama (RJ) - Amistoso em 1957

Amistoso entre bolivianos e cruzmaltinos, no estádio Nhozinho Santos, dia 15 de Agosto de 1957

 Lance do jogo Sampaio Corrêa x Vasco da Gama, no Nhozinho Santos

  Lance do jogo Sampaio Corrêa x Vasco da Gama, no Nhozinho Santos

 Formação do Vasco da Gama, no Nhozinho Santos

 Sampaio Corrêa perfilado para enfrentar o clube carioca em São Luis

  Lance do jogo Sampaio Corrêa x Vasco da Gama, no Nhozinho Santos

 Lance do jogo Sampaio Corrêa x Vasco da Gama, no Nhozinho Santos

FICHA - SAMPAIO CORRÊA 2x2 VASCO DA GAMA (RJ)
Local:
Estádio Nhozinho Santos 
Gols: Henrique Santos e Pirrita (Sampaio Corrêa) e Coronel e Valter (Vasco)
Sampaio Corrêa: Dodô; Terrível e Arlindo; Vareta, Elbert e Walfredo; Louro, Marcos, Pirrita, Rack e Garcia.
Vasco da Gama (RJ): Hélio; Paulinho e Beline; Clever, Orlando e Coronel; Laerte, Livinho, Guimarães, Valter e Pinga.

Sampaio x Santa Cruz (PE) - Ilustração do jornal O Dia

Na falta de outro tipo de registro, o jornal O Dia ilustrou o gol do Santa Cruz (PE), no jogo amistoso com o Sampaio Corrêa, dia 04 de Março de 1947. O clube pernambucano, em excursão a São Luis, jogou duas vezes contra a Bolívia Querida. Após o 2 a 0 no primeiro jogo, as duas equipes voltaram a campo e vitória dos maranhenses, por 3 a 2. O Sampaio Corrêa estava reforçado com o atacante parnaibano Pepê, artilheiro do Papão do Norte e cedido ao Tricolor para essas duas partidas. Na foto, a legenda do jornal faz a seguinte citação (mantenho a mesma grafia da época):

"1º GOAL DO SANTA CRUZ - Eram precisamente 40 minutos da primeira fase da partida. Dengoso progrediu no terreno, levando a bola no peito, até perto da pequena área. Enquanto isso, Baltazar saia do arco para evitar a entrada do avante santacruzense. Antes da aproximação do goleiro, Dengoso visou a meta, porém, defeituosamente. A bola desviada do goleiro Baltazar caiu na esquerda, onde se encontrava Sancho. Rebolo tentou "estourar", entretanto, inteligentemente, Sancho evitou a batida de Rebolo, recuou um pouco e alvejou a méta com um violento petardo"

NOTA: "petardo" era o termo utilizado para o que hoje chamamos de "bomba", "chute violento", "foguete" quando alguém bate forte na bola em direção ao gol.

FICHA - SAMPAIO CORRÊA 3x2 SANTA CRUZ (PE)
Local:
Estádio Santa Isabel
Gols: Pepê (3 gols - Sampaio Corrêa) e Sancho e Eloi (Santa Cruz)
Sampaio Corrêa: Walber Penha; Rebôlo e Serejo; Reginaldo, Gegeca e Decadela; Duo, Ferreira, Capuco, Bodinho e Zé Pequeno.
Santa Cruz (PE): Nico; Salvador e Pedrinho; Gaubeirinha, Rubens e Palito; Toinho, Dengoso, Eloi, Edgar e Sancho.

Sampaio Corrêa em 1945

Registro da Bolíva Querida em 1945.

Em pé: Tarrindo, João Cinco, Cacaraí,Maçariquinho, Aldo, Domingão e Crepe Sola. Agachados: Maçaricão (técnico), Fatiguezinho, Amorim, Mascote, Manoel Cotia e Ferreira

Ferroviário na Colômbia, em 1975

Anúncio do jogo do Ferroviário em 1975, durante uma excursão à Colômbia.

Anúncio de um jornal colombiano, falando sobre o jogo do Ferroviário naquele país

Charge jogador Neguinho, do Sampaio Corrêa

Charge do Jornal O Imparcial, de Maio de 1973, com e erro do zagueiro Neguinho, após as cobranças de pênaltis contra o Moto Club. Neguinho, que no ano anterior havia cobrado e convertido as cinco cobranças que seram o título de Campeão Brasileiro da Segunda Divisão ao Tricolor, desta vez errou a cobrança e o Papão do Norte acabou vencendo a seletiva e participando do Brasileirão de 74.


Sampaio Corrêa 3x1 Fluminense (RJ) - Campeonato Brasileiro de 1974

Registros da vitória do Tricolor maranhense contra o forte Tricolor carioca pelo Campeonato Brasileiro de 1974, ano em que o Sampaio estreou na elite do futebol nacional. A Bolívia Querida ganhou a vaga do Moto Club, que em 1973 jogou com um jogador irregular (o atleta Calibé, vindo do Botafogo-RJ) e perdeu 12 pontos da competição, encerrando a sua participação na penúltima colocação. O jogo contra o Fluminense foi realizado na noite do dia 20 de Março de 1974 para mais de 17 mil bolivianos. O registro negativo da vitória ficou por conta da morte de um torcedor nas arquibancadas, após o terceiro gol do Sampaio Corrêa... José Ramos, fiscal e rendas do Estado e boliviano roxo, não aguentou a emoção após o gol de Jorge Luis.





FICHA - SAMPAIO CORRÊA 3x1 FLUMINENSE (RJ)
Local:
Estádio Nhozinho Santos
Gols: Adelino, Lourival e Jorge Luís (Sampaio Corrêa) e Manfrini (Fluminense)
Sampaio Corrêa: Gilson; Marinho, Morais, Raimundo e Santos; Lourival e Sérgio Lopes; Adelino, Djalma Campos, Dionísio e Ailton. Técnico: Alfredo González
Fluminense (RJ): Roberto; Toninho, Brunel, Abel e Casagrande, Rubens, Manfrine e Kleber; Cafuringa, Luís Alberto e Moacir. Técnico: --

Sampaio Corrêa Tetracampeão Maranhense - 1984/85/86/87

Registros da grande decisão do Campeonato Maranhense de 1987, onde o Sampaio Corrêa chegou ao Tetracampeonato. As fotos são da final contra o Maranhão Atlético Clube, realizado no dia 27 de Agosto de 1987, no Estádio Castelão, para mais de 15 mil torcedores. A campanha da Bolívia Querida: foram 22 jogos, 12 vitórias, 7 empates e apenas 3 derrotas. O ataque marcou 25 gols e sofreu somente 9 gols. O artilheiro daquele ano foi o atacante Bacabal, do MAC, com 20 gols.





FICHA - SAMPAIO CORRÊA 0x0 MARANHÃO ATLÉTICO CLUBE
Local:
Estádio Castelão
Sampaio Corrêa: Jorge, Luís Carlos, Rosclin, Ademilton e Ivanildo; Zé Carlos, Beato e Dias Pereira; China, Cesar e Marco Antônio. Técnico: Paraíba
Maranhão Atlético Clube: Juca Baleia, Serginho, João Luís, Eduardo e Neto; Batista, Tica e Daniel; Neco, Bacabal e Chiquinho. Técnico: Garrinchinha

Moto Club no Torneio da Integração em Goiás (1971)

Registro da formação do Moto Club de São Luis que disputou o Torneio da Integração em Goiânia, em Setembro de 1971. Além do Papão do Norte, o torneio contou com a participação do Goiás, Atlético Goianiense e do amazonense do Fast Club. O Moto perdeu todas as suas partidas...




Em pé: Wilson, Ribeiro, Zezinho, Romildo, João Bala e Oswaldo. Agachados: Ivanildo, Faísca, Joary, Sima e Batistinha.

FICHA - MOTO CLUB 0x1 GOIÁS (GO)
Data do jogo:
18 de Setembro de 1971
Local: Estádio Olímpico
Gol: Tuira
Moto Club: Assis; Ribeiro, Zezinho, Clécio e Romildo; Faísca e Waldimir; Ivanildo, Marcos, Sima e Batistinha.
Goiás (GO): Adalberto Moreira; Vagner, Japonês, Wilson e Luís Carlos; Jailton e Adalberto; Carlos Alberto, Sinval, Tuira e Valinhos.

FICHA - MOTO CLUB 2x3 FAST CLUBE (AM)
Data do jogo:
22 de Setembro de 1971
Local: Estádio Olímpico
Gol: Piola, Rangel e Paulo (Fast) e Clécio e Pompeu (contra - Moto Club)
Moto Club: Assis; Ribeiro, Zezinho, Clécio e Romildo; Faísca e João Bala; Ivanildo, Marcos, Sima e Batistinha.
Fast Clube (AM): Marialvo; Antonio Piola, Zequinha, Casemiro e Pompeu; Simão e Betinho; Paulo, Edson Piola, Rangel e Pivô.

FICHA - ATLÉTICO (GO) 1x0 MOTO CLUB
Data do jogo:
26 de Setembro de 1971
Local: Estádio Olímpico
Gol: Luizinho
Atlético (GO): Pedro; Dida, Marcos, Tinga e Jota Alves; Reinaldo, Zé Geraldo e Claudinho; David, Facheti e Luizinho.
Moto Club: Assis; Oswaldo, Zezinho, Clécio e Ribeiro; Faísca e Joari; Ivanildo, Marcos, Sima e Batistinha.

Raimundo Nonato Chagas, um "Faísca" no futebol

Raimundo Nonato Chagas Faísca. Este é o nome adotado por um dos grandes jogadores do futebol do Maranhão. “Médio-volante de mão-cheia”, conforme comentário de muitos que o viram atuar, Faísca (apelido de pequeno) batia peladas no campo do bairro onde nasceu, o Cruzeiro do Anil, conhecido como “celeiro” de craques. Com 17 anos integrava a equipe do América Futebol Clube.
Naquela época era prática dos dirigentes sair pelos campos de futebol de São Luis a procura de talentos. Faísca só foi sondado por um dirigente depois de dois anos de bola. Em 68 o falecido Antônio Bento fazia o convite para ele ir jogar no Sampaio. De contrato assinado Faísca relembra que ficou no Sampaio até 69 “sem brilhar muito”. Parecia que as cores que teria que defender eram outras. Em 70, já no Moto, começava a história de talento do atleta, que jogava fácil, era rápido, preenchia bem os espaços mesmo
sendo pequeno, com seus quase 1m60. Lançava com precisão. Tinha ao seu lado outros grandes craques, como Joari e Marcos no meio e mais Fifi, João Bala, Esquerdinha, César Habibi, Santana, Carlos Alberto (já falecido), dentre outros. Em 71 o Moto representou o estado no Torneio da Integração em Goiás. Faísca chamou a atenção de quem estava por lá. Cilinho, então técnico da Ponte preta, fez o convite para ele ir jogar em São Paulo. “Eu não tinha pretensões de ganhar dinheiro com o futebol, Tanto que no Moto recebi o equivalente hoje a cinqüenta reais e me bastava”, disse ele, justificando porque resolveu ficar por aqui mesmo. Nesse mesmo ano o Moto foi vice-campeão maranhense atrás do Sampaio. Faísca já era um ídolo rubro-negro perfeitamente identificado com a torcida. Essa identificação fez com que aceitasse o convite da diretoria para se candidatar a vereador por São Luis. Concorreu em 72 e foi eleito com exatos 3.492 votos. A trajetória do jogador continuava mesmo com o trabalho na Câmara. Em 73 o Moto conquistou o título do torneio Maranhão-Pará; em 74 ia pela primeira vez a um Campeonato Brasileiro. Em 75, já com 29 anos, Faísca resolveu parar de jogar porque o futebol tomava o tempo dele e não dava respaldo financeiro.

Texto extraído do jornal O Estado do Maranhão (08/09/97)

Sport Club Luso Brasileiro

O Sport Club Luso Brasileiro foi fundado em 24 de fevereiro de 1917, pelo comerciante português Edgar Figueira. Sua sede ficava na Praça João Lisboa e o campo na Quinta do Monteiro (Rua do Passeio ou Rodrigues Fernandes), ao lado do Hospital Português (onde hoje se encontram vários imóveis e o prédio do SENAC). Apesar do nome “Luso”, de funcionar ao lado do Hospital Português e do Centro Republicano Português, e de ter sido fundado por um português, o clube não tinha as cores de Portugal, mas sim o azul e o branco (provavelmente em homenagem ao clube português F. C. Porto, fundado em 1893, cujo uniforme era similar, além de um detalhe no escudo). A agremiação estava fortemente respaldada pela inclusão de antigos associados do Fabril Athletic Club, que tinham feito a opção pelo novo clube. A primeira diretoria foi assim composta: Presidente: Manoel Antônio Araújo; 1º Secretário: Diamantino Nina de Oliveira; 2º Secretário: Flávio Pereira Tribuzi; Tesoureiro: Albino Augusto Pinto e Diretor de Esportes: Albino Ribeiro de Farias. A primeira equipe foi formada com Cavalcanti, Barbosa e Flavino; Abílio, Diamantino e Nunes; Miguel, Oliveira, Bizarro, Saraiva e Braga. A diretoria arrendou junto ao Hospital Português, a antiga Quinta Monteiro, à margem da Rua do Passeio. Feito o campo, a estréia deu-se diante dos marujos do Cruzador brasileiro “Tiradentes”, com o Luso Brasileiro vencendo por 2 x 1. O número de associados cresceu tanto que o clube acabou constituindo duas equipes para as disputas internas: o Saturno e o Júpiter. Com a presença de uma nova força no futebol maranhense, começava a esperança de estruturar-se o futebol do Estado, criando-se uma Liga capaz de congregar os clubes, que já existiam em quantidade regular.